domingo, 13 de outubro de 2013

ESTUDO BÍBLICO, ORAÇÃO ACOMPANHE COM A BÍBLIA.


PARTE 10 - ORAÇÃO


1)ORAÇÃO = Súplica religiosa; Discurso, fala; Sermão.
Construção gramatical é composta de sujeito e predicado = sentença.
PREDICADO = “de que já se falou” - Qualidade, característica; atributo; dote, virtude; Elemento da
oração que declara algo sobre outro, que é o sujeito.
PREDICAR = “dizer diante de todos”- Fazer indicação de; aconselhar, indicar, pregar.
Não andeis ansiosos de coisa alguma. Em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as
vossas petições pela oração e pela súplica com ações de graças.
Filipenses 4:6
Afinal o que é a oração? A melhor definição encontra-se, é obvio, na Bíblia. Nenhum conceito
teológico expressa com a mesma clareza e simplicidade o que ela significa. A oração é segundo as
Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente, com seu clamor, chega à presença de Deus, e
este vem ao seu encontro, com as respostas (Jr 33:3 “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei
coisas grandes e ocultas, que não sabes."). A oração é fruto espontâneo da consciência de um
relacionamento pessoal com o DEUS Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem
ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir. É um diálogo onde o crente aprofunda
sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo
(Rm 8:26-27 "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não
sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos
inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a
vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.") .
2) Porque devemos Orar?
Através da oração o homem deve fazer com que sua vontade seja unida com a vontade de Deus para
que se estabeleçam seus desígnios, como podemos ver em 1 Jo 5:14-15 "E esta é a confiança que
temos para com ele, que, se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se
sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos
que lhe temos feito.", a oração tem como objetivo que nós venhamos a fazer com que a vontade de Deus
se estabeleça aqui na terra, desta forma, devemos conhecer melhor a vontade de Deus, para que nossas
orações sejam agradáveis a Deus e nossos propósitos sejam cumpridos.
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos
a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores. É através
da oração que nós colocamos nossas necessidades nas mãos de Deus, crendo que ele é poderoso para
nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento
espiritual. Quando somos convencidos por Deus, em nossa consciência, de nossos pecados, nós
devemos imediatamente pedir perdão a Deus, através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu
sangue, e nossos pecados serão perdoados.
Devemos estar sempre orando, para sermos guardados das tentativas de satanás de nos levar ao
pecado. Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar,
indica que não estamos bem espiritualmente. Devemos aprender a observar o falar divino, em nosso
espírito, enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma
das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é
ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em
nossa mente que sutilmente nos induziram ao pecado.
3) Como devemos Orar?
Vamos analisar o trecho da Bíblia sobre a oração, que se encontra em Mt 6:5-13:
5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e
nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam
a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em
secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito
falar serão ouvidos.
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8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade,
antes que lho peçais.
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória
para sempre. Amém!
A oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, e por isso
foram condenados (v. 5). Eles estavam acostumados a orar formalmente muitas vezes ao dia, segundo as
leis herdadas dos antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde
quer que estivessem, por isso, com freqüência eram obrigados a orar em público.
A oração passou a ter, então, caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que
contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.
A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os
sentimentos do coração (v. 7). Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas
a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente
reprovação do Senhor Jesus, pois o mesmo estava ocorrendo com os praticantes da religião judaica.
4) Exemplos de Oração.
A Bíblia é o livro da oração. Suas páginas evocam grandes momentos da história humana que foram
vividos em oração. Compare Js 10:12-15 "e os sidônios, e os amalequitas, e os maonitas vos
oprimiam, e vós clamáveis a mim, não vos livrei eu das suas mãos? Contudo, vós me deixastes a
mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais. Ide e clamai aos deuses que
escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto. Mas os filhos de Israel disseram ao
SENHOR: Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te
rogamos.;" e 2 Rs 6:17 "Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que
veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de
fogo, em redor de Eliseu.". Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até Apocalipse, fica claro que orar é
parte da natureza espiritual do ser humano, assim como a nutrição é parte do seu sistema fisiológico. Os
grandes fatos escatológicos, como previstos no último livro da Bíblia, serão resultados das orações dos
santos, que clamam a Deus ao longo dos séculos pelo cumprimento de sua justiça (Ap 5:8 "e, quando
tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do
Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações
dos santos,"; Ap 8:3-4 "Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e
foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de
ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do
incenso, com as orações dos santos.").
5) O verdadeiro sentido da Oração.
Orar não pode ser visto como ato de penitência para meramente subjugar a carne. Em nenhum
momento a Bíblia traz esta ênfase. Oração não é castigo assim como também a leitura das Escrituras não
o é, idéia que alguns pais equivocadamente passam para os filhos, quando os ordena a orar como
disciplina por alguma desobediência. Eles acabam criando uma verdadeira repulsa à vida de oração,
desconhecendo o verdadeiro valor que ela representa para as suas vidas, por terem aprendido pela
prática a reconhecê-la apenas como meio de castigo pessoal. Ao contrário, se aprenderem que orar é ato
que eleva o espírito e brota de maneira espontânea do coração consciente e que deve ser indispensável
como ensina a Bíblia, saberá cultivar a oração como exercício de profunda amizade com Deus que resulta
em crescimento espiritual (Cl 1:9 “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não
cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em
toda a sabedoria e entendimento espiritual;"). De igual modo, o mesmo acontecerá conosco.
Podemos observar o valor da oração, observando os heróis da fé, descritos em Hebreus 11, que
exercitam sua fé através da oração. Não só eles, mas outros personagens da Bíblia tiveram igual
experiência. Abraão subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com
Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8 "Então, disse a
seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado,
voltaremos para junto de vós. Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu
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filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando
Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe
Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão:
Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos."). É o
exemplo da oração que persevera e confia. Enoque vivenciou a oração de maneira tão intensa que a
Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24 "Andou Enoque com Deus e já não era,
porque Deus o tomou para si."). É o exemplo da oração em todo o tempo, pois ninguém consegue andar
com Deus sem oração.
Moisés trocou a honra e a riqueza dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o
Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida, ver Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, ele é o
exemplo da oração que muda as circunstâncias. Entre os profetas destacam-se, Elias, cujo exemplo Tiago
aproveita para ensinar o que o crente sujeito às mesmas fraquezas, pode diante de Deus. (Tg 5:17-18
"Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para
que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o
céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos."). É o exemplo da oração que supera as deficiências
humanas.
Esses heróis são as testemunhas mencionadas em Hb 12:1 "Portanto, também nós, visto que
temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do
pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está
proposta,". Ou seja, se eles, que não viveram na dispensação do Espírito Santo, tiveram condições de
viver de modo tão intenso na presença de Deus, quanto mais o crente, hoje, que conta com o auxílio
permanente e direto do Espírito Santo, movendo-o para uma vida de oração. Todos os crentes
necessitam, devem e podem ter mesma vida de oração que os santos da Bíblia e tantos outros que a
história eclesiástica registra como George Muller, João Hide, Lutero e Watman Nee.
6) Vida de Oração.
O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre. Sendo ele o Filho de Deus, cujos
atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como
prática regular de sua vida. No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da
divindade e assumiu em plenitude a natureza humana (Fp 2:5-8 "Tende em vós o mesmo sentimento
que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como
usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo,
tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se
humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.") experimentando todas as
circunstâncias próprias ao homem, inclusive a tentação (Hb 4:15 "Porque não temos sumo sacerdote
que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à
nossa semelhança, mas sem pecado."; Mt 4:1-11 "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao
deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se
transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas
de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o
sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para
não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor,
teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a
glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou:
Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com
isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.").
Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se
proponha a servir integralmente a Deus. Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar
lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno (Mt 26:36-46 "Em seguida, foi Jesus
com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto
eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se
e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e
vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai,
se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E,
voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes
vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está
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pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é
possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os
outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. Deixando-os novamente, foi orar pela
terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda
dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos
de pecadores. Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.").
Os evangelhos registram a vida de oração do Mestre. Ele orava pela manhã (Mc 1:35 "Tendo-se
levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava."), à tarde (Mt 14:23 "E,
despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele,
só.") e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6:12 "Naqueles dias, retirou-se para o
monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus."). Se Ele viveu esse tipo de experiência 24
horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada crente. Não apenas uns poucos
minutos, com palavras rebuscadas de falsa espiritualidade, para receber as honras dos homens, mas em
todo o tempo, como oferta de um coração que se dispõe a permanecer humildemente no altar de oração.
7) Modelo de Oração.
A oração modelo, registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida. Se
assim fosse, o Mestre não teria condenado as "vãs repetições" dos gentios. O seu propósito é revelar os
pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã. Ela não é uma oração universal, mas se
destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo.
A oração do crente, sincera e completa em seu objetivo, traz em si estes aspectos:
Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais (o pão nosso de cada dia dános
hoje;);
Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós
temos perdoado aos nossos devedores;);
Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livranos
do mal);
Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para
sempre. Amém!).
8) Os requisitos para que uma oração seja eficaz são:
Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína e verdadeira. (Mc 11:24 "Por
isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim
convosco."; Mc 9:23 "Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.";
Hb 10:22 "aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração
purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.", Tg 1:17 " Toda boa dádiva e
todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir
variação ou sombra de mudança."; Tg 5:15 "E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o
levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.").
Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a
pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14 "E tudo quanto pedirdes em meu
nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa
em meu nome, eu o farei.").
A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela
sua palavra, (Ef 6:17-18 "Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é
a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto
vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos", 1 Jo 5:14 " E esta é a
confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade,
ele nos ouve.", Mt 6:10 "venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no
céu;"; Lc 11:2 "Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu
nome; venha o teu reino;"; Mt 26:42 "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai,
se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.") .
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Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo para que Ele atenda as nossas
orações (Mt 6:33 "33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas
estas coisas vos serão acrescentadas."; 1 Jo 3:22 "e aquilo que pedimos dele recebemos,
porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.", Jo
15:7 "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o
que quiserdes, e vos será feito."; Tg 5:16-18 "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos
outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica
do justo.", Sl 66:18 "Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria
ouvido.", Pv 15:8 "O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos
retos é o seu contentamento.").
Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes (Mt 7:7-8 "Pedi, e dar-se-vosá;
buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca
encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á."; Cl 4:2 "Perseverai na oração, vigiando com ações
de graças."; 1 Ts 5:17 "Orai sem cessar."; Sl 40:1 "Esperei confiantemente pelo SENHOR;
ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.").
9) Quando e onde devemos Orar?
O crente deve orar em todo o tempo (1Ts 5:17 "Orai sem cessar."; Ef 6:18 "com toda oração e
súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica
por todos os santos"). É um estado permanente de comunhão com Deus, onde o seu pensar está ligado
às coisas que são do alto (Cl 3:2 "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;"). É
uma condição que não dá lugar para ser atingido pelos dardos inflamados do inimigo, pois seu espírito
está sempre alerta, através da oração. Ele deve, no entanto, ter momentos específicos de oração pela
manhã, à tarde ou à noite, como fez o nosso Senhor Jesus. Orações públicas, como as que se fazem nos
cultos, são também uma prática bíblica, desde que não repitam o formalismo, a exterioridade e a hipocrisia
dos fariseus. O Senhor Jesus mesmo, por diversas vezes, orou publicamente (Jo 11:41-42 "Tiraram,
então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me
ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente,
para que creiam que tu me enviaste.").
O lugar onde se mede a intensidade da comunhão do crente com Deus é no seu "lugar secreto" (Mt
6:6 "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em
secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.") para estar a sós com o Senhor. É ali,
sozinho, com as portas fechadas para as coisas que o cercam e abertas para o Senhor, que ele de fato
revela se a oração é para si mera formalidade ou meio que o conduz à presença de Deus para um diálogo
íntimo, pessoal e restaurador com Aquele que deseja estar lado a lado com seus filhos. "A menos que
exista tal lugar, a oração pessoal não se manterá por muito tempo nem de maneira persistente". A oração
do crente não tem como propósito atrair a atenção dos homens, mas é o meio por excelência de seu
encontro pessoal com Deus, para que cresçamos em fé e vivamos uma vida cheia do Espírito Santo,
guardando-nos do maligno. Jesus é o Senhor. Amém.


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