sábado, 10 de dezembro de 2016

Chamado por Deus, ou intitulado pelo homem?

O que é o chamado de Deus?

“Porque fostes comprados por bom preço...” (1Co 6:20)

Jesus derramou o seu sangue por mim e por você, automaticamente todos nós fomos chamados para a reconciliação com Deus. Deus por meio de Jesus o chamou para ser salvo, para desfrutar juntamente com o seu povo das bênçãos prometidas para aqueles que o adorarem e seguirem seus mandamentos.

"Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4: 24)

Além de todos serem chamados para a salvação, muitos são chamados para a pregação do evangelho, para que o nome de Jesus seja glorificado entre as nações, isso não depende da pessoa, mas sim, de Deus, que busca seus escolhidos e os capacita com o Espírito Santo para que sejam vasos de honra na casa do Senhor.

“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (João 15: 16)

Muitas pessoas pensam erradamente que os escolhidos de Deus só passam por provações. Não é bem assim, algumas pessoas mesmo sendo escolhidas passam por alguma prova ou até por alguns momentos de apreensão e angustia.

Sabe por que isso?
Porque vivemos em um confronto espiritual, e você não pode nem pensar em participar desta batalha sem que esteja preparado, Deus o está capacitando porque quanto maior a sua luta maior é seu ministério e consequentemente maior a sua vitória.
Você pode até não aceitar seu chamado, mas nós sabemos que a desobediência a Deus pode nos causar sérios problemas, porque Deus não pede, não pergunta, Ele é onipotente, pode tudo, o seu chamado então é uma ordem, um decreto irrevogável.

Caso não queira seu chamado, pense em tentar levar uma vida como muitos por aí, então você irá pensar em fazer uma faculdade e depois casar, ter uma família, cuidar da sua vida, ter um bom emprego. Afinal de contas, o que você tem a ver com aqueles que fracassaram e estão envolvidos com drogas? Ou com aqueles que estão no mundo do crime, com os presos nas cadeias, que já estão praticamente com sua sentença de morte anunciada?

Muitos estão nessa vida porque pessoas que tem um chamado ainda não assumiram as suas responsabilidades de levar o evangelho. Evangelho significa “Boas Novas”, então, faça a vontade de Deus primeiro e todas as outras coisas serão acrescentadas em sua vida, como está escrito em Mateus 6: 33. Porque senão, infelizmente, você corre um sério risco de ter todos seus planos totalmente enterrados, por que a vontade de Deus é soberana.

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho.” (1 Coríntios 9: 16)

O fato de você não estar fazendo algo para Deus, já é o suficiente para estar do lado contrário. Pense bem nisso!

Se eu tenho um chamado como devo fazer?
Leiamos este texto bíblico do livro do profeta Isaías:

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8)

A melhor coisa é obedecer ao Senhor, lembre-se que você foi comprado por o bom preço, e foi chamado para estar ao lado do Senhor nessa batalha, os motivos que levaram Deus a te escolher não sabemos, provavelmente porque Ele conhece o teu coração, sua fé, sua coragem, e sabe da sua capacidade de se envolver por uma boa causa. Uma justa causa!

Você pode pensar... Mas que causa?
Buscar das mãos do inimigo aquilo que ele roubou de Deus, nossos irmãos! Essa é a sua grande causa, a nossa grande causa, não podemos deixar as pessoas perecerem simplesmente por falta de conhecimento, não é justo, não foi para ficar de braços cruzados que o Senhor te salvou, não foi pra isso que foi você foi criado.

Você não estará sozinho nessa batalha, Jesus jamais vai te abandonar, Ele prometeu isso em Mateus 28: 20. “E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos”.

Em Mateus 19: 19, Jesus diz: “Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Isso é um mandamento de Deus.

A confiança que temos em Cristo como nosso salvador é que tudo aquilo que pedirmos em seu nome Ele nos dará, pois a partir do momento em que carregamos também a nossa cruz, seremos justificados junto ao Pai.

“Sabei, pois, que o Senhor separou para si aquele que lhe é querido; o Senhor ouvirá quando eu clamar a ele.” (Salmo 4: 3)

Veja o que diz o apóstolo Paulo na carta que escreveu aos Romanos;
“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados pelo seu decreto. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que seja primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a esses também chamou; e aos que chamou, a esses justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Romanos 8: 28-30)

Conclusão: Não importa se você já é um cristão ou não, não importa quem você foi, ou o que fez. Deus com certeza irá te resgatar, basta você desejar que isso aconteça. Ame a Deus, ame seu irmão, busque a presença do Senhor, porque Ele é digno de toda honra e toda glória, e sem Ele nós não somos ninguém, Deus tem algo especial para você, um projeto de salvação para você e sua família. Um ministério lindo o Senhor colocará em suas mãos.

sábado, 19 de novembro de 2016

Aprenda a ser filho de Deus



Deus nos Dar Poder de Filho


Em todas as igrejas evangélicas, pastores e líderes ensinam diariamente sobre o poder de Deus; de como o mundo foi criado e como Ele tem poder para resolver qualquer problema em nossas vidas, e tudo isso é fundamentado pelos testemunhos que frequentemente ouvimos de nossos irmãos e irmãs (na fé) sobre os milagres que acontecem em suas vidas além da certeza que sentimos no coração.
Mas até onde vai o poder de Deus? Até que nível temos acesso a este poder em nossa vida? Quem nos dá a garantia deste poder?
Para começar precisamos entender que tudo se dá através da Fé. Conforme está escrito em Hebreus cap. 11 vs. 01
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.”
Nosso Deus poderia dar milhões de provas naturais da sua presença, seu poder e tudo mais, entretanto Ele quer que creiamos Nele. Ou seja, que acreditemos pela fé e não pelo que vemos, conforme João cap. 20 vs. 29
Bem-aventurados os que não viram e creram.” e também Efésios cap. 03 vs 17a “que Cristo habite pela fé nos vossos corações
Não é possível que haja milagres na vida de quem não crê. Alguém que frequenta uma igreja como espectador nunca receberá nada de Deus (é claro que independente da fé, nosso Deus ainda guarda e sustenta, assim como faz com todas as pessoas do mundo. No entanto aquele pedido especial só acontecerá para aquele que crê no poder de Deus) por que está escrito em Hebreus cap. 11 vs. 06b que:
é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam
No antigo testamento temos relatos de vários milagres que Deus operou pela mão de muitos homens do Antigo testamento; mas nenhum dos profetas se compara a Jesus. Como curava os enfermos e expulsava os demônios além de inúmeros outros sinais em demonstração do poder do filho de Deus. Estou sendo covarde quando comparo qualquer homem da bíblia com Jesus (pois comparo um homem com o próprio Deus), mas o que eu quero não é apenas lembrar dos milagres de Jesus e sim ensinar que Ele veio não apenas para fazer milagres, mas também para trazer a nós o Reino de Deus, como o próprio Jesus disse em Marcos cap. 01 vs. 15
O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.”

Jesus veio para  morrer e através do seu sacrifício na cruz livrar toda a humanidade do pecado. Além disso veio para nos ensinar sobre o poder de Deus.


O Poder do Nome de Jesus

"E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho"
João 14:13

"Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar."
João 16:23b

De acordo com esses versículos, temos o direito de pedir ao Pai a cura em Nome de Jesus Cristo e seremos curados. Se crermos na palavra de Deus, podemos pedir, em o Nome de Jesus e receberemos o que pedimos. Isto é o que diz 1 João 5:14: Se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade - e, com certeza, a cura é Sua vontade para todos.

Se você está sofrendo enfermidades, tem o direito de pedir que o Pai o cure. Então, tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e o tê-lo eis (Marcos 11:24). Contudo, observe que devemos pedir em o Nome de Jesus.

Há poder em o nome do Senhor Jesus Cristo. Está escrito em Filipenses 2:9, 10: "Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus[anjos], e na terra[homens], e debaixo da terra [demônios]".

Os seres de três mundos devem dobrar o joelho ao Nome de Jesus. Esse nome exerce controle absoluto sobre Satanás e seu reino.

Smith Wigglesworth conta como ministrou a certo homem moribundo com tuberculose. Disse que, em pé, ao lado do leito, não fazia coisa alguma a não ser repetir o Nome de Jesus repetidamente. O quarto começou a encher-se da Glória de Deus, a cura veio para o corpo do moribundo, e ele se levantou completamente curado.

Pedro disse ao coxo: Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda; e o homem andou (Atos 3:6b). Paulo disse a um demônio: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela; e a mulher insana foi completamente curada (Atos 16:18).

Jesus nos deixou o Seu Nome. Este Nome habita conosco. Temos o direito de usá-lo. A Satanás é ordenado respeitar este nome que é sobre todo o nome, e todo o seu reino tem de obedecer às nossas ordens, quando dadas em Nome de Jesus Cristo (Lucas 10:17).

Lembre se de que foi Jesus quem venceu o pecado, Satanás, a doença, a morte, o inferno e o túmulo; e nós temos o direito legal de utilizar Seu Nome.

Se você precisa da cura, pode pedi-la ao Pai, em o Nome de Jesus. Creia que Ele o ouve e então descobrirá que sua enfermidade se foi. Por quê?

"Esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, ele nos ouve. E, se sabermos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos".
1 João 5:14-15 

Esse direito é seu. Peça-lhe e receberá saúde no precioso e poderoso Nome de Jesus. Essa verdade opera - bem aí onde você está!

O Senhor nos deu a permissão de utilizarmos seu nome em oração (João 14:13-14). E mais: "Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra" (João 16:24). Podemos louvá-lo grandemente pelo direito de usar Seu Nome em oração!

Se você precisa de cura, peça ao Pai, em Nome de Seu querido Filho, receba-a, e sua alegria se cumprirá. Pedro, fiando-se na palavra de Jesus, disse ao coxo que necessitava de cura:  Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

Este nome jamais perdeu o seu poder. Você pode receber cura por meio deste Nome! As pessoas são salvas por este Nome, pois em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12).

Você pode orar e fazer suas petições ao Pai neste nome (João 14:13-14; 16:24), pois nesse Nome, os coxos, os impotentes e os indefesos são libertados para andar novamente.

Jesus disse: "Em meu nome, expulsarão demônios" (Marcos 16:17). Paulo provou a veracidade desta profecia muitos anos depois de Jesus a proferir. Paulo disse ao espírito maligno: "Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu" (Atos 16:18b).

Não me admira que o poeta tenha escrito:

"Saudai o Nome de Jesus!
Arcanjos se prostrai!
O Filho do glorioso Deus,
Com glória coroai!"

Quão grande poder tem este nome para a Igreja de Cristo, hoje! E abrangia cada fase da Igreja Primitiva.
Em Colossenses 3:17, aprendemos que: "E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."

Em Efésios 5:20, aprendemos a dar sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Em 1 Cortíntios 6:11, foi lhes dito que haviam sido lavados, santificados e justificados em Nome do Senhor Jesus e pelo Espírito de Deus.

Em Hebreus 13:15, somos admoestados a oferecer sempre sacrifício de louvor... [ao] Seu nome. Em Tiago 5:14, somos instruídos a ungir os enfermos com azeite no nome do Senhor. E em João 3:23, lemos que o seu mandamento é este: que creiamos no Nome de seu Filho Jesus Cristo.

Vemos nestes versículos, que o nome de Jesus dava poder a cada fase da vida do cristão e que era importante em seus pensamentos, em sua vida de oração, em seu ensinamento e pregação - uma importância que muitos, hoje, ignoram, porque não foram instruídos.

Aprenda a usar o Nome de Jesus e ponha sua fé em ação, e creia que a cura ja é sua!





Viver para Cristo!

A GAGEIRA DE MOISÉS
“Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.” Êxodo 4:10
Desde o seu chamado para liderar o povo de Israel, no episódio da Sarça Ardente, Moisés expõe uma objeção, baseada em um aparente impedimento de falar bem em público.
Muitos autores e intérpretes do Antigo Testamento tomam esta passagem como base para sugerir que Moisés era gago.
Este texto realmente encerra em seus versos fato muito curioso. Aqui nós vemos Moisés se referir a ele mesmo como sendo homem “pesado de boca”. Qual seria a real fonte do impedimento de Moisés a falar com os Israelitas?
E há algo ainda mais curioso nesta história: Porque Deus não respondeu a objeção de Moisés com imediata cura de sua dificuldade, ou, quem sabe, possível enfermidade? Certamente tal cura seria uma resposta mais direta do que enviar Arão, irmão de Moisés, como seu porta-voz.
E porque Deus escolhe um indivíduo que tem dificuldade de falar, para uma posição onde a habilidade de falar em público era tão crucial? Será que há significâncias nas camadas mais profundas dessa passagem?
"Ah, Meu Senhor, Sou Pesado de Boca e Pesado de Língua".

Seja qual fosse a origem da dificuldade de Moisés em falar, a maioria dos estudiosos do Êxodo acreditam que era algo real e físico. Porque então Deus não o cura de imediato? Rambam sugere que Deus não aliviou a dificuldade de Moisés porque Moisés, esperando que Deus escolheria outra pessoa, não faz nenhum pedido por sua cura.
O homem tem de trabalhar em parceria com Deus, como meio de mudar o seu próprio destino. Moisés, neste primeiro momento, falha em orar e pedir a Deus por sua cura, e usa a sua dificuldade como impedimento a receber o chamado divino.
O Rabino Nissim ben Reuven em sua surpreendente interpretação, afirma que a dificuldade de Moisés para falar (pesado de boca e de língua), na verdade servia como uma espécie de qualificação para a liderança. Deus, dizia Reuven, quer a Sua mensagem sendo entregue ao povo, mais do que a eloquência do mensageiro.
A história tem provado que oradores poderosos e articulados, naturalmente conseguem persuadir seu público a acreditar mesmo em mentiras, como se verdade fossem. No caso de Moisés, a verdade seria aceita não pela eloquência, mas por causa da substância da mensagem.
Samuel ben Meir, que sempre seguia a percepção da peshat (o sentido literal do texto), entendia que a suposta dificuldade de Moisés para falar não era de origem física. A insistência de Moisés em dizer que era “pesado de boca e de língua” era a simples referência ao fato de que ele não mais tinha a habilidade de se adaptar à língua egípcia e suas nuances.
“Eu deixei o Egito ainda jovem, e agora tenho oitenta anos. Certamente o Senhor encontrará alguém melhor para liderar o Seu povo.” Ilustração.
Se seguirmos o caminho sugerido por Samuel Meir, e aceitarmos que a dificuldade de Moisés não era física, veremos surgir uma outra abordagem sobre o seu impedimento, “sou homem pesado de boca e de língua”.
Aqui, talvez, Moisés não estivesse se referindo à dificuldade física de articular palavras com sua boca e língua, mas poderia estar aludindo a um fato mais profundo. A palavra original em hebraico que a Torá usa para o termo “pesado”, que Moisés usa em sua fala, é כְבַד kaved – “ser difícil, ser severo, ser pesado”.
“Então disse Moisés ao SENHOR; Ah! Senhor! eu não sou homem eloquente nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado [כְבַד kaved ] de boca, e pesado de língua.”
Era como se Moisés estivesse dizendo que:
“Eu falo o que penso, da forma como vejo as coisas. Não tenho habilidades diplomáticas, sou direto, falo aquilo que se passa no meu coração, não escolho palavras, falo a verdade doa a quem doer. Como eu poderia ser então enviado para falar a um rei (faraó) e a influenciar todo um povo?”
Isso era uma referência a não somente a forma de Moisés falar, mas também a sua filosofia de vida. Segundo a Tradição Talmúdica, o resumo dos ideais de Moisés dizia, “deixe a Lei cortar a montanha”.
O quadro que a Torá pinta de Moisés é de um homem honesto ao extremo. Um homem que acredita que o que é certo é certo, e que a verdade deve ser buscada a todo custo.
Neste caso, a providência de Arão para acompanhar Moisés, pode ser vista como um complemento perfeito. Arão é tudo que seu irmão não é. Bondoso e sensitivo, Arão é um homem que ama a paz, que busca a paz e que cria a paz entre o homem e seus amigos.
Arão serve não apenas como porta-voz de Moisés, mas também como uma influência que contrabalança na liderança do povo. Deus claramente unia a forte retidão de Moisés, com a suavidade do caráter sensível de Arão.
Em uma outra interpretação, se nós retornarmos à posição de que a dificuldade de Moisés em falar era de origem física, vemos emergir uma outra razão para sua escolha como o líder que libertaria os filhos de Israel: Deus quer que a luta pessoal de Moisés, com suas limitações, seja um exemplo eterno para o seu povo.
Se os Israelitas veem que o seu maior líder tem defeitos, eles irão entender que perfeição não é um pré-requisito para o cumprimento de sua missão com sucesso.
Testemunhando a luta de Moisés para superar suas limitações físicas, eles aprenderão sobre a natureza do espírito humano, quando não quer se deixar derrotar facilmente.
O Homem Olha o Exterior, mas Deus Vê o Coração.

É possível superar dificuldades, e crescer tanto humanamente como espiritualmente. A jornada de Moisés, que começou como homem “pesado de boca e de língua” chegando à linda eloquência no livro de Deuteronômio, nos dão um fiel exemplo para seguirmos.
Através da escolha de Moisés por Deus, nós somos ensinados que não se deve desprezar uma pessoa por causa de suas aparentes fraquezas, ou mesmo por defeitos físicos.
Se a escolha de Moisés tivesse se baseado em requisitos humanos, certamente ele teria sido descartado. Afinal de contas, quem selecionaria alguém que era “pesado de boca” para uma missão que dependia tanto de falar em público?
Mas graças a Deus que Ele, o Senhor, foi quem fez a escolha. Escolhendo Moisés, Deus nos relembra da vasta extensão do potencial humano que frequentemente está dentro de cada um de nós, escondido da visão superficial.
“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” 1 Samuel 16:7

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Espírito Santo te alimenta na vida Espiritual.


9 Regras Para a Vida Espiritual

 “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22-23).
O Espírito Santo é prático, ajuda-nos a viver um discipulado ativo e é a força que faz nosso conhecimento espiritual se expressar em obras concretas. Ele nos transforma no caráter de Cristo, de quem está escrito: “Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar” (At 1.1). O Senhor Jesus foi, sem dúvida, o maior e mais influente Mestre que já existiu. Seu ensino consistia em primeiro fazer e depois falar,transmitindo oralmente sua lição: “...Jesus começou a fazer e a ensinar”. Isso impressionava os ouvintes e não ficava sem resultados. Não é um perigo constante para nós saber tanto da Bíblia sem apresentar resultados e sem transformar esse conhecimento em atitudes? Muitas vezes sabemos o que é certo mas não o fazemos. Nossos vizinhos, colegas de trabalho ou estudo, nossos parentes ou nossos filhos olham para nós, vêem o que fazemos e ouvem o que dizemos. Será que as palavras que pronunciamos sublinham o que fazemos, ou nossos atos gritam tão alto que ninguém quer ouvir o que temos a dizer?
Como o fruto do Espírito em Gálatas 5.22 tem nove facetas, Provérbios 3 é uma unidade, mas nos apresenta nove regras bem práticas para nossa conduta cristã.
1. Confie em Deus
Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5). As pessoas ao nosso redor vêem em nós alguém que confia em Deus? Alguém que fala com o Senhor em oração e que lança sobre Ele todos os seus fardos e problemas? Alguém que, como Jó, José ou Daniel, sabe aceitar as situações de crise com atitude de confiança, que não desanima e não deixa sua fé vacilar? Viver uma vida confiante e provar que realmente se confia em Deus causa uma impressão muito mais profunda do que apenas falar em confiança e esperar essa postura dos outros.

"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5).
A razão desempenha um papel importante na vida espiritual e não deveria ser desligada. Às vezes, porém, ela pode interpor-se no caminho se não estiver sob o domínio do Espírito de Jesus. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.7). “...levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5).
Duvidar do que Deus faz e questionar Sua Palavra não ajudam em nada nosso avanço na fé. Somente quem confia e crê que Deus sabe o que faz e que Ele sempre faz tudo da maneira correta manterá a paz do Senhor em seu coração. O Espírito Santo quer nos assistir na hora de colocar em prática essa confiança irrestrita em Deus.
Alguém disse: “Coisas que nos confundem, situações para as quais não temos nenhuma solução têm um alvo bem definido: são parte do quebra-cabeça da nossa vida. Deus sabe onde se encaixa cada peça. Obviamente gostaríamos de ver o jogo acabado, mas enquanto vivermos ele não estará terminado. É por isso que entendemos tão pouco a Deus. Parece que todos os dias olhamos para o que Suas mãos estão fazendo, mas vemos apenas as partes que Ele move, uma vez que aqui na terra jamais veremos o quebra-cabeça finalizado”. Isso exige confiança!
2. Estabeleça prioridades espirituais
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Pv 3.6). A palavra “reconhecer” significa que devemos colocar o Senhor acima de tudo, no sentido de: “pense em Deus em tudo o que você fizer”, “deixe que o Senhor sempre seja a motivação para tudo o que você faz”, “busque em primeiro lugar o reino de Deus”. Se buscamos a vontade de Deus em tudo o que fizermos, o Senhor nos permitirá reconhecer Sua direção, ainda que não de imediato.
Em que áreas de nossa vida não queremos ou não deixamos que Deus interfira ou dê Sua opinião? Geralmente essas são as áreas que nos causam os maiores problemas. Se envolvermos o Senhor Jesus em tudo o que fizermos, Ele nos conduzirá de forma a que Sua vontade seja feita, e certamente não sairemos prejudicados em nada.
3. Seja espiritualmente saudável
Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos” (Pv 3.7-8). “Ler é para o espírito o que a ginástica é para o corpo”, já dizia Joseph Eddison, escritor inglês do século 18. Isso vale ainda mais para a leitura da Bíblia. Ler e estudar a Palavra de Deus fazem para a alma o que o esporte e a ginástica fazem pelo corpo. Já que alma e o corpo estão em uma relação íntima, a saúde espiritual muitas vezes também se reflete no corpo físico. Quando a alma adoece, o corpo adoece também, e vice-versa. O apóstolo João escreve acerca dessa ligação entre corpo e alma: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde,assim como é próspera a tua alma” (3 Jo 2).
Na Medicina sabe-se hoje que pressões emocionais como estresse, pecado, raiva, preocupação ou falta de perdão podem causar doenças físicas, e que em sentido inverso, a cura dos conflitos emocionais pode contribuir para a cura do corpo. Isso obviamente não quer dizer que pessoas felizes e espiritualmente saudáveis não fiquem doentes. Outros fatores também desempenham seu papel, como os genes, o ambiente, acidentes, contágio, etc.
Mas o que está se confirmando cientificamente e é cada vez mais pesquisado em termos de saúde é o que a Bíblia já nos ensina há muito tempo. Ter paz com Deus e segui-lO de todo o coração é melhor do que “espertos” conselhos humanos acerca de aptidão física com que nos defrontamos diariamente e que movem um mercado milionário. “Não sejas sábio aos teus próprios olhos”.
Tanto dinheiro é gasto com vitaminas, suplementos alimentares, dietas e terapias. Nem sempre isso é necessariamente mau, mas podemos nos perguntar se uma vida no temor de Deus não traria proveito maior para o corpo, a alma e o espírito. Nesse contexto gostaria de citar a Romanos 12.1-2: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (NVI).
Provérbios 4.22 diz acerca dos ensinamentos de Deus: “Porque são vida para quem os acha e saúde, para o corpo”. E Paulo escreve: “Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser” (1 Tm 4.8).
4. Lide espiritualmente com as coisas materiais
Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda” (Pv 3.9). Martim Lutero teria dito: “Segurei muitas coisas com as mãos e perdi todas elas. Mas ainda possuo tudo que depositei nas mãos de Deus!”.

“Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda” (Pv 3.9).
Provavelmente não existe nada melhor para se reconhecer o que domina numa vida do que a maneira de lidar com suas posses. É o Espírito Santo quem manda, ou é a carne? É o Espírito ou a avareza? É dar ou receber? É doar ou manter? São as primícias ou o restolho? Paulo descreve muito bem como se manifesta a direção do Espírito em coisas materiais no testemunho que dá acerca das igrejas da Macedônia (das quais fazia parte também a igreja de Tessalônica), dizendo que os crentes de lá deram até “acima de suas posses” “não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos...” (veja 2 Co 8.1-8).
Os tessalonicenses tinham se convertido radicalmente a Jesus Cristo. Paulo diz que seu testemunho era bem conhecido e todos sabiam que eles haviam se convertido dos ídolos para se voltar para Deus e para servi-lO, e que viviam na expectativa da volta do Senhor (1 Ts 1.9-10). Bem se vê que dessa grande virada fazia parte a conversão de suas carteiras, uma vez que a avareza também é idolatria (Cl 3.5).
William MacDonald escreve acerca do comportamento de muitos cristãos de hoje: “Admitindo que uma piedosa busca pelo lucro tenha a ver com a bênção de Deus, nos rebaixamos a ponto de adorar o dinheiro”.[1] Randy Alcorn traz um exemplo muito impressionante do quanto são passageiras as coisas que muitas vezes nos custam tanto dinheiro:
Como podemos transmitir a nossos filhos de forma direta e convincente todo o vazio do materialismo? Tente levá-los a uma excursão por um ferro-velho ou a um aterro sanitário. Isso pode se tornar um verdadeiro evento familiar. (As filas são menores do que nos parques de diversões, a entrada é franca e os meninos adoram!) Mostre-lhes todas as montanhas de “preciosidades” que um dia foram presentes de Natal ou de aniversário. Mostre coisas que custaram centenas de reais, coisas pelas quais seus filhos brigaram, coisas que destruíram amizades, que sacrificaram a honestidade e fizeram casamentos desmoronar. Mostre a eles a miscelânea de braços e pernas e restos de bonecas, robôs enferrujados e aparelhos elétricos jogados fora depois de uma breve vida útil. Mostre-lhes que a maioria das coisas que uma família possui, cedo ou tarde, acabará num lixão igual a esse. Leia 2 Pedro 3.10-14 onde está escrito que tudo se queimará no fogo. E então faça a impressionante pergunta: “Se tudo o que possuímos acaba jogado aqui, inútil e estragado, o que podemos adquirir que permaneça por toda a eternidade?”.[2]
Outra pessoa se expressou assim: “Todo bem material pode ser transformado em um tesouro que dura para sempre porque tudo o que dermos a Cristo se torna eterno”. Talvez pouparíamos muito dinheiro na oficina mecânica, na reforma da casa ou em outras despesas, se seguíssemos a regra de buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça. Dar é melhor que receber, diz a Bíblia, e essa máxima continua plenamente válida.
5. Aceite a disciplina

"Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem"
(Pv 3.11-12).
Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv 3.11-12). Esses versículos também são mencionados em Hebreus 12.5ss. e Apocalipse 3.19, sempre em imediata relação com o amor do Pai celestial. Disciplina e repreensão podem servir a propósitos diversos.
A disciplina divina pode ser uma medida para levar as pessoas a se converter a Jesus. Muitas só percebem que precisam de Deus e se abrem para Ele quando estão em apuros.

Disciplina também pode ser uma medida contra o pecado, para corrigir um filho de Deus, para conduzi-lo ao arrependimento e protegê-lo de cair.
Existe a possibilidade de o Senhor fazer uso do recurso da disciplina ou da advertência para que a graça de Deus se manifeste ainda mais abundantemente. Isso aconteceu com o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 12.7ss., onde vemos que ele foi protegido da soberba, sofrendo para que se mantivesse humilde. Deus se agradava de Paulo e queria mantê-lo nessa condição; para tanto, usou do recurso de permitir coisas desagradáveis em sua vida.
Não devemos colocar a disciplina e a admoestação sempre no mesmo nível do castigo e da ira de Deus que nos açoita. O texto acima não diz que Deus disciplina alguém de quem Ele não se agrada, mas é justamente o contrário que acontece: Ele disciplina o filho a quem quer bem. Nesse tipo de disciplina, o que está em ação é a pedagogia amorosa do Pai celestial perfeito, é a correção prática para nos manter no caminho e para nos levar adiante, já que Ele tem um alvo maravilhoso preparado para nós.
6. Seja prudente
Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a sabedoria e o bom siso” (Pv 3.21). Com esse conselho espiritual, Salomão tinha em mente o que acabara de dizer. Ele havia falado da preciosidade da sabedoria divina. Por Sua sabedoria Deus criou e manteve os céus (vv.13-20). Assim, a sabedoria divina está subjacente a todas as coisas da vida – incluindo a salvação por Jesus Cristo, como já sabemos. Portanto, somente nos resta uma conclusão: a sabedoria divina, que vem de Sua Palavra e é inspirada pelo Espírito Santo, é a melhor sabedoria que alguém pode alcançar e que deveria almejar antes de qualquer outra coisa.
Mais do que nunca, são necessárias pessoas aptas a dar bons conselhos, que com tato e amor tomem os outros pela mão para conduzi-los a Jesus e à vida eterna.
Deus tornou louca a sabedoria deste mundo porque ela está voltada apenas para o aqui e agora e não para a eternidade. Em contrapartida, Deus faz uso da “loucura da pregação” para salvar os homens (veja 1 Co 1.20-21). O Santo Espírito de Deus mostra que mesmo a “loucura” de Deus (que na realidade não existe) ainda é muito superior à sabedoria deste mundo. Nós, cristãos, não devemos nunca perder de vista essa perspectiva, especialmente diante das milhares de opções que o mundo nos oferece. A supremacia e a superioridade da sabedoria divina deveriam nos nortear sempre.
Um conhecido psicanalista, psicoterapeuta e médico disse: “Em mais de mil horas de análise, com a ajuda do analista, tentei me transformar e me realizar... Meu alvo principal – conseguir amar profundamente, de verdade – não foi tocado nem de leve. Somente quando me abri para o amor de Deus senti que me tornei capaz de amar de forma desapegada” (Dr. Markus Bourquin).
7. Seja generoso

Devemos ajudar a quem realmente precisa. Não devemos dar sem razão, mas fornecer suporte efetivo para quem de fato necessita.
Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo. Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo” (Pv 3.27-28). Isso nos lembra das palavras de Jesus: “Dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda” (Lc 6.30).
Uma das mais gratas lembranças que tenho de Wim Malgo, o fundador da nossa missão, era sua generosidade e sua alegria em dar e ajudar. Onde ele via alguma necessidade, reagia prontamente e ajudava, e o Senhor o abençoou muito.
Vez por outra ouve-se dizer que é tolice emprestar alguma coisa para um pobre, já que ele não poderá devolver o empréstimo. A Bíblia nos ensina que devemos contar com essa possibilidade, e ajudar mesmo assim. Pois segundo os versículos 27 e 28, três coisas devem ser observadas:
Não te furtes a fazer o bem a quem de direito...” Devemos ajudar a quem realmente precisa. Não devemos dar sem razão, mas fornecer suporte efetivo para quem de fato necessita.
...estando na tua mão o poder de fazê-lo.” Devemos ajudar de forma a manter a visão do todo e na medida do que podemos suportar materialmente. Não faz sentido servir de fiador ou doar tanto a alguém ou a alguma organização a ponto de nós mesmos ficarmos necessitados. Não é correto emprestar e depois pedir emprestado.
Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.”Onde podemos ajudar, deveríamos fazê-lo logo e não deixar nosso próximo esperando pelo cumprimento da nossa promessa. Ajuda não deve ser negada nem protelada com desculpas piedosas (veja Tg 2.15-16).
8. Seja sincero
Não maquines o mal contra o teu próximo, pois habita junto de ti confiadamente. Jamais pleiteies com alguém sem razão, se te não houver feito mal” (Pv 3.29-30). Esse conselho é especialmente significativo na convivência familiar, por exemplo no casamento, com os pais, os sogros, os parentes que moram na mesma casa. Perfídia, inveja, intriga, fofoca, acusação... tudo isso repugna ao Espírito Santo. Obviamente essa regra espiritual também se aplica à convivência na comunhão da igreja. O Novo Testamento diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).
9. Tenha discernimento

Se um pedaço de ferro pudesse falar, o que diria? Ele diria: ‘Eu sou escuro, eu sou frio, eu sou duro’. Bem verdade! Mas coloque esse pedaço de ferro no fogo e espere um pouco, até que o fogo tenha demonstrado seu poder. O que ele diria agora? A escuridão se foi, o frio se foi, a dureza se foi, o ferro passou por uma transformação.
Muitos cristãos admiram o sucesso dos que o conseguiram por meios ilícitos ou duvidosos, invejam suas conquistas, sua influência e seu reconhecimento. Também olham para personalidades duvidosas do mundo do cinema ou da música e desejam um naco de sua “sorte”. Nos filmes e na televisão, essas celebridades são heróis, mas vivem cometendo adultério, trocando de parceiro, praticando violência, enganado os outros ou falando contra Deus.
William MacDonald escreve: “Nos tornamos vítimas entusiasmadas de programas televisivos imbecis ... De bom grado permitimos ser ‘prensados dentro do formato deste mundo’ (Rm 12.2), assumimos sua maneira de falar, de se divertir e de pensar”.[1] Não deveríamos admirar a prosperidade daqueles que não buscam um relacionamento com o Senhor Jesus,“porque o Senhor abomina o perverso” (v.32) e “as más conversas corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33; veja também Fp 3.18-19).
Lemos sobre os nove aspectos do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.22-26).
Muitos podem estar se perguntando como se transforma isso em prática de vida. C.H. Spurgeon nos fornece uma boa diretriz nesse sentido:
Se um pedaço de ferro pudesse falar, o que diria? Ele diria: ‘Eu sou escuro, eu sou frio, eu sou duro’. Bem verdade! Mas coloque esse pedaço de ferro no fogo e espere um pouco, até que o fogo tenha demonstrado seu poder. O que ele diria agora? A escuridão se foi, o frio se foi, a dureza se foi, o ferro passou por uma transformação. Mas se esse pedaço de ferro pudesse falar, com certeza não iria louvar a si mesmo, uma vez que ferro e fogo são duas coisas bem distintas. Se ele pusesse se gloriar, iria se gloriar do fogo, que o transformou em um material bem diferente. – Assim, em mim mesmo eu sou escuro, frio e duro; mas quando o Senhor toma posse de minha alma, quando Seu Espírito penetra em meu coração e fico repleto do Seu amor, então vai embora tudo que é tenebroso, toda a dureza e toda a frieza, e mesmo assim a honra não cabe a mim, mas ao Senhor que fez a obra.
Quem se entrega incondicionalmente ao Senhor experimentará transformação.


Postagem em destaque

A PAZ SEJA CONVOSCO AMÉM INTERCEDA