segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Ministério das Mulheres

 

Pergunta: "Mulheres pastoras ou pregadoras? O que a Bíblia diz sobre as mulheres no ministério?"

Resposta: Talvez não haja assunto mais debatido nas igrejas hoje do que a questão das mulheres servindo como pastoras e pregadoras no ministério. Por este motivo, é muito importante que não se veja esta questão como uma competição entre homens e mulheres. Há mulheres que acreditam que mulheres não devam servir como pastoras e que a Bíblia coloque restrições ao ministério das mulheres - e há homens que creem que as mulheres possam servir como pregadoras e que não haja restrições quanto à atuação das mulheres no ministério. Esta não é uma questão de machismo ou discriminação. É uma questão de interpretação bíblica.

A Palavra de Deus proclama: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (I Timóteo 2:11-12). Na igreja, Deus designa papéis diferentes a homens e mulheres. Isto é resultado da forma como a humanidade foi criada (I Timóteo 2:13) e da forma pela qual o pecado entrou no mundo (II Timóteo 2:14). Deus, através do Apóstolo Paulo, restringe as mulheres de exercerem papéis de ensino e/ou autoridade espiritual sobre os homens. Isto impede as mulheres de servirem como pastoras, o que definitivamente inclui pregar, ensinar e ter autoridade espiritual sobre os homens.

Há muitas “objeções” a esta visão de mulheres no ministério. Uma objeção comum é que Paulo restringe as mulheres de ensinar porque, no primeiro século, as mulheres tipicamente não possuíam uma educação formal. Entretanto, I Timóteo 2:11-14 em nenhum momento menciona a posição acadêmica. Se a educação formal constituísse uma qualificação para o ministério, a maioria dos discípulos de Jesus provavelmente não teria sido qualificada. Uma segunda objeção comum é que Paulo restringiu apenas as mulheres de Éfeso de poderem ensinar (I Timóteo foi escrito a Timóteo, o qual era pastor da igreja em Éfeso). A cidade de Éfeso era conhecida por seu templo a Ártemis, a falsa deusa greco-romana. As mulheres eram a autoridade na adoração a Ártemis. Entretanto, o livro de I Timóteo em momento algum menciona Ártemis, tampouco Paulo menciona a adoração a Ártemis como razão para as restrições em I Timóteo 2:11-12.

Uma terceira objeção comum é que Paulo estivesse se referindo apenas a maridos e esposas, não a homens e mulheres em geral. As palavras gregas em I Timóteo 2:11-14 poderiam se referir a maridos e esposas, entretanto, o significado básico das palavras se refere a homem e mulher. Além disso, as mesmas palavras gregas são usadas nos versículos 8-10. Apenas os maridos devem levantar as mãos santas em oração sem iras ou contendas (verso 8)? Somente as esposas devem se vestir com recato, com boas obras e adoração a Deus (versos 9-10)? Claro que não! Os versículos 8-10 se referem claramente a homens e mulheres em geral, não apenas a maridos e esposas. Não há nada no contexto que possa indicar uma mudança para maridos e esposas nos versos 11-14.

Mais uma objeção frequente a esta interpretação sobre mulheres no ministério é em relação a mulheres que ocupavam posições de liderança na Bíblia, principalmente Miriã, Débora e Hulda no Antigo Testamento. Esta objeção falha em perceber alguns fatores relevantes. Primeiro, Débora era a única juíza entre 13 juízes homens. Hulda era a única profeta mulher entre dúzias de profetas homens mencionados na Bíblia. A única ligação de Miriã com a liderança era por ser irmã de Moisés e Arão. As duas mulheres mais importantes do tempo dos reis foram Atalia e Jezabel – péssimos exemplos de boa liderança feminina. Mais importante ainda, porém, a autoridade das mulheres no Antigo Testamento não é relevante para a questão. O livro de 1 Timóteo e as Epístolas Pastorais apresentam um novo paradigma para a igreja - o corpo de Cristo - e esse paradigma envolve a estrutura de autoridade para a igreja, não para a nação de Israel ou de qualquer outra entidade do Antigo Testamento.

Argumentos semelhantes são feitos usando Priscila e Febe no Novo Testamento. Em Atos 18, Priscila e Áquila são apresentados como ministros fiéis de Cristo. O nome de Priscila é mencionado primeiro, talvez indicando que fosse mais "importante" no ministério do que o seu marido. No entanto, Priscila em nenhum lugar é mencionada como participando de uma atividade ministerial que estivesse em contradição com 1 Timóteo 2:11-14. Priscila e Áquila trouxeram Apolo à sua casa e o discipularam, explicando-lhe a Palavra de Deus com mais precisão (Atos 18:26).

Em Romanos 16:1, mesmo que Febe seja considerada uma “diaconisa” ao invés de “serva”, isto não indica que fosse uma mestra na igreja. “Apto a ensinar” é dado como uma qualificação aos presbíteros, mas não aos diáconos (I Timóteo 3:1-13; Tito 1:6-9). Os anciãos/bispos/diáconos são descritos como “maridos de uma só esposa”, “um homem cujos filhos creem” e “homem digno de respeito”. É bem claro que essas qualificações se referem a homens. Além disso, em I Timóteo 3:1-13 e Tito 1:6-9, apenas pronomes masculinos são usados para se referir a anciãos/bispos/diáconos.

A estrutura de I Timóteo 2:11-14 torna a “razão” perfeitamente clara. O verso 13 inicia com “porque” e dá o “motivo” do que Paulo afirmou nos versos 11-12. Por que não devem as mulheres ensinar ou ter autoridade sobre os homens? Porque “primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” Este é o motivo. Deus criou Adão primeiro, e depois criou Eva para ser uma “auxiliadora” de Adão. Esta ordem da Criação tem aplicação universal na família (Efésios 5:22-33) e na igreja. O fato de Eva ter sido enganada também é dado como razão para as mulheres não poderem servir como pastoras ou ter autoridade espiritual sobre os homens. Isto leva alguns a crerem que as mulheres não devam ensinar por serem mais facilmente enganadas. Este conceito é discutível, mas se as mulheres forem mais facilmente enganadas, por que deixar que ensinassem crianças (que são facilmente enganadas) e outras mulheres (que supostamente são mais facilmente enganadas)? Não é isso o que diz o texto. As mulheres não devem ensinar ou ter autoridade espiritual sobre os homens porque Eva foi enganada. Como resultado, Deus deu aos homens a autoridade primária de ensinar na igreja.

As mulheres são excelentes em dons de hospitalidade, misericórdia, ensino e ajuda. Muito do ministério da igreja depende das mulheres. As mulheres na igreja não são restritas do ministério de orar em público ou profetizar (I Coríntios 11:5), apenas de exercerem autoridade de ensino espiritual sobre os homens. A Bíblia em nenhum lugar faz restrições quanto a mulheres exercendo os dons do Espírito Santo (I Coríntios 12). As mulheres, assim como os homens, são chamadas a ministrar aos outros, a demonstrar o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e a proclamar o Evangelho aos perdidos (Mateus 28:18-20; Atos 1:8; I Pedro 3:15).

Deus ordenou que somente homens servissem em posições de autoridade de ensino espiritual na igreja. Isto não é porque os homens sejam necessariamente melhores professores ou porque as mulheres sejam inferiores ou menos inteligentes (o que não é o caso). É simplesmente a maneira que Deus designou para o funcionamento da igreja. Os homens devem dar o exemplo na liderança espiritual – em suas vidas e através de suas palavras. As mulheres devem ter um papel de menos autoridade. As mulheres são encorajadas a ensinar a outras mulheres (Tito 2:3-5). A Bíblia também não restringe as mulheres de ensinarem crianças. A única atividade que as mulheres são impedidas de fazer é ensinar ou ter autoridade espiritual sobre homens. Isto logicamente inclui mulheres servindo como pastoras e pregadoras. Isto não faz, de jeito algum, com que as mulheres sejam menos importantes, mas, ao invés, dá a elas um foco ministerial mais de acordo com o dom que lhes foi dado por Deus

domingo, 22 de outubro de 2017

Aprenda mais.

Viva o verdadeiro Evangelho.
Fuja das falsas  religiões.

Só lembrando que Jesus Cristo não é religião.
Ele é o único que religa o homem a Deus, aqui é a verdadeira religião se assim queira chamar.

CUIDADO COM AS FALSAS DOUTRINAS E RELIGIÕES!

E comum ouvirmos idéias erradas sobre a Bíblia e Deus. Por isso devemos tomar cuidado para não nos confundirmos com mentiras e falsidades. Infelizmente, muitos crentes sinceros são enganados e, por ingenuidade, não conseguem perceber seu erro.

Há pessoas que dizem que não existem pensamentos errados sobre Deus. Essas pessoas também afirmam: O que importa é cada um praticar a religião com sinceridade. Não existe apenas uma verdade sobre Deus.

Você acha que essas pessoas estão certas?

Pense bem: Se alguém, mesmo com muita sinceridade, lhe dar um remédio errado, você vai ficar bom?

Veja a figura a seguir.

Você aceitaria tomar esse remédio?______________________________________________.

Da mesma forma, você não deve aceitar idéias falsas sobre a Bíblia. Sinceridade só não basta. É preciso conhecer a verdade.

O objetivo deste estudo é que você entenda como enfrentar as falsas doutrinas.

I – CONHECENDO A SUA SITUAÇÃO DIANTE DO MUNDO

Dia após dia surgem novas seitas e religiões que inventam mentiras sobre Jesus e a salvação. Cada vez mais cresce o número de livros que apresentam opiniões contrárias à Bíblia.

Até mesmo dentro da igreja você pode ouvir algumas idéias erradas sobre o que fazer e como agir na vida cristã.

As afirmativas a seguir são apenas algumas das muitas falsas doutrinas que nos cercam por todos os lados. Todas elas devem ser comparadas com os ensinos bíblicos.

II – CONHECENDO A ORIENTAÇÃO DA BÍBLIA

Após a apresentação de cada falsa doutrina, você examinará textos bíblicos que mostram qual é a verdade de Deus:

“Todos os caminhos levam a Deus.”

Esta idéia é muito comum no Brasil. Alguns pensam que existem vários santos, vários profetas e várias religiões que conduzem o homem à salvação.

A Bíblia discorda dessa falsa doutrina. Leia João 14:6 e responda: Qual é o único caminho que pode levá-lo até Deus?__________________________________________________________.

Leia I Timóteo 2:5 e responda: Qual é o único meio (mediador) para os homens irem até Deus?___________________________________________________________________________.

Jesus é o único caminho para Deus

“Jesus foi um homem como outro qualquer.”

Muita gente pensa que Jesus foi apenas um homem como todos os outros. Alguns acham que outros líderes religiosos foram até mais importantes que Jesus. No entanto, essa opinião está totalmente errada.

Leia João 10:30 (palavras de Jesus) e responda:

A quem Jesus se comparou?___________________________________________________.

Ver Jesus é a mesma coisa que ver a quem? João 14:9 e 12:45 ________________________.

Jesus não é um homem qualquer. Jesus era homem mas era também Deus (Colossenses 2:9). Deus se fez homem e habitou entre nós (João 1:14). Jesus é Deus.

“Todo mundo é filho de Deus.”

Você já ouviu esta frase antes? Essa falsa doutrina transmite a idéia de que todas as pessoas vão ser salvas, porque são filhos de Deus.

Deus não pensa dessa maneira. Leia I João 3:10 e responda: Quais são os dois tipos de pessoas que existem?_______________________________________________________________.

O que os homens precisam fazer para poderem se tornar filhos de Deus? João 1:12____________________________________________________________________________.

Leia Gálatas 3:26 e responda: O que torna alguém filho de Deus?___________________________________________________________________________.

Somente é filho de Deus quem aceitou, pela fé, a Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

“Existem outros livros, além da Bíblia, que falam a verdade sobre Deus.”

Quem concorda com esta afirmativa pensa que existem outros livros iguais a Bíblia. Alguns afirmam que espíritos e líderes religiosos também podem escrever revelações sobre Deus.

Se você estudar a Bíblia vai verificar que esse pensamento está errado. Leia o que Paulo escreveu para as igrejas da Galácia (Gálatas 1:9), e responda:

Quando alguém deveria ser considerado do maldito (anátema)?

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O que ninguém pode fazer com a Palavra de Deus? Deuteronômio 4:2

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O que vai acontecer com aqueles que querem acrescentar outros ensinos à Bíblia? Apocalipse 22:18

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Somente a Bíblia fala a verdade obre Deus. Nada deve ser acrescentado a ela. Nenhum outro livro é igual à palavra de Deus. Como você deve considerar as pessoas que querem pregar outro evangelho além da Bíblia? Gálatas 1:8

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Somente a Bíblia é a Palavra de Deus.

“A reencarnação existe.”

Algumas pessoas acham que depois da morte o ser humano encarna novamente e tem uma outra vida.

Dessa forma, o ser humano sofre, na vida que está levando, as conseqüências dos erros cometidos nas vidas passadas.

Essa falsa doutrina está enganando muitas pessoas no Brasil.

Leia Hebreus 9:27 e responda: Quantas vezes os homens morrem?

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O que vem depois da morte?___________________________________________________.

A vida do homem é uma só. Depois da morte vem o juízo.

“Cristo sim. Igreja não.”

Alguns crentes pensam que a igreja não é importante, e falam: “Não preciso ir à igreja, posso ser crente em casa.”

Quem concorda com essa doutrina não conhece a Bíblia.

Leia as palavras de Jesus em Mateus 16:18 e responda: Quem fundou a igreja?

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A igreja é de quem? I Coríntios 1:2

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Jesus fundou a igreja de Deus porque queria que os crentes vivessem em companheirismo e fossem responsáveis uns pelos outros.

O que você não deve fazer? Hebreus 10:25

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Participar da igreja é muito importante.

“Alguns crentes não têm o Espírito Santo.”

Certos grupos religiosos afirmam que depois da benção da salvação o crente precisa se esforçar para ter a segunda benção – o Espírito Santo.

Infelizmente muitos crentes são enganados com essa falsa doutrina e ficam pensando que ainda não possuem o Espírito Santo em seus corações.

Leia Efésios 1:13 e responda: O que aconteceu quando você ouviu o Evangelho e creu em Jesus?

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O crente passa a ter o Espírito Santo no momento de sua conversão. Veja atentamente o texto de Romanos 8:9 e responda: É possível alguém ser crente e não ter o Espírito Santo?

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Todos os crentes têm o Espírito Santo

III – COLOCANDO O ENSINO EM PRÁTICA

Você ouvirá muitas vezes doutrinas falsas. Varias delas não foram citadas neste estudo. Leia Hebreus 13:9 e responda: Que cuidado você deve tomar a esse respeito?

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A maneira pela qual você deve descobrir se uma doutrina é falsa é estudar a Bíblia. A Palavra de Deus é a única que mostra a verdade. No caso de alguma dúvida. Peça um conselho ao seu pastor ou a algum cristão mais experiente.

VERSÍCULO PARA MEMORIZAR

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vã sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.”

(Colossenses 2:8)

sábado, 21 de outubro de 2017

Como posso não ir ao Inferno?

Não ir ao inferno é mais fácil do que você pensa. Algumas pessoas acreditam que têm que obedecer os dez mandamentos pela vida inteira para não ir para o inferno. Outras pessoas acreditam que devem observar certos rituais a fim de não ir para o inferno. Algumas pessoas acreditam que não há nenhuma maneira que nós podemos saber com certeza se vamos ou não para o inferno. Nenhuma destas concepções são corretas. A Bíblia é muito clara sobre como uma pessoa pode evitar ir ao inferno depois da morte.

A Bíblia descreve o inferno como um lugar terrível e assustador. O inferno é descrito como um “fogo eterno” (Mateus 25:41), “fogo que nunca se apagará” (Mateus 3:12), “vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2), um lugar onde “o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44-49) e “eterna perdição” (2 Tessalonicenses 1:9). Apocalipse 20:10 descreve o inferno como um “lago de fogo e enxofre”, onde os perversos são “atormentados para todo o sempre”. Por essas passagens, é bem claro que o inferno é um lugar que devemos evitar. 

Por que o inferno existe e por que é que Deus envia algumas pessoas para lá? A Bíblia nos diz que Deus “preparou” o inferno para o diabo e os anjos caídos depois de terem se rebelado contra Ele (Mateus 25:41). Aqueles que rejeitam a oferta do perdão de Deus sofrerão o mesmo destino eterno que o diabo e os anjos caídos. Por que o inferno é necessário? Todo pecado é, no final das contas, contra Deus (Salmos 51:4), e uma vez que Deus é infinito e eterno, somente uma pena infinita e eterna é suficiente. O inferno é o lugar onde as demandas de um Deus santo e justo são realizadas. O inferno é onde Deus condena o pecado e todos aqueles que O rejeitam. A Bíblia deixa claro que todos nós pecamos (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:10-23), então, como resultado, todos nós merecemos ir para o inferno.

Assim, como podemos não ir para o inferno? Uma vez que apenas uma pena infinita e eterna é suficiente, um preço infinito e eterno deve ser pago. Deus tornou-se um ser humano na Pessoa de Jesus Cristo. Em Jesus Cristo, Deus habitou entre nós, nos ensinou e nos curou - mas essas coisas não foram a Sua missão principal. Deus se tornou um ser humano (João 1:1, 14) para que Ele pudesse morrer por nós. Jesus, Deus em forma humana, morreu na cruz. Como Deus, Sua morte foi de valor infinito e eterno, pagando o preço total pelo pecado (1 João 2:2). Deus nos convida a receber Jesus Cristo como Salvador, aceitando Sua morte como o pleno e justo pagamento pelos nossos pecados. Deus promete que todo aquele que crê em Jesus (João 3:16), confiando somente nEle como o Salvador (João 14:6), será salvo, ou seja, não irá para o inferno.

Deus não quer que ninguém vá para o inferno (2 Pedro 3:9). É por isso que Deus fez o sacrifício supremo, perfeito e suficiente a nosso favor. Se você não quiser ir para o inferno, receba Jesus como o seu Salvador. É um processo muito simples. Diga a Deus que você reconhece que é um pecador e que merece ir para o inferno. Diga a Deus que você está confiando em Jesus Cristo como o seu Salvador. Agradeça a Deus por providenciar pela sua salvação e libertação do inferno. Através de fé simples, quer dizer, confiando em Jesus Cristo como Salvador, é como você pode evitar ir para o inferno!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Receba de Deus

Batismo com Espírito Santo e Línguas Estranhas

(1 Tessalonicenses 1:5) porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor.

1 – Batismo com o Espirito Santo:

1.1  – O que é o Batismo com o Espirito Santo:

(Lucas 24:49) Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto”.

Revestir significa: Vestir novamente, tornar a vestir. O interessante é que ele não disse e fique aqui até serem vestidos do Poder, mais ele disse fiquem aqui até serem revestidos do Poder. Ou seja, eles já foram vestidos, mais agora seriam revestidos. O Batismo com o Espirito Santo é para quem foi batizado nas águas e agora precisam de um poder a mais. É como quando você coloca piso novo no chão da sua casa, e fica muito bom, mais para ficar 100% você precisa colocar o revestimento, que seria nas paredes também, ás vezes até no teto, isto é, você foi batizado nas águas mais agora você precisa ficar 100%, ou seja, agora você precisa do Revestimento, que seria o Batismo com o Espirito Santo. O Batismo com o Espirito Santo completa o crente. Por esse motivo varias passagens da Bíblia nos dizem: “e foram cheios do Espirito Santo, que é o mesmo que foram completos pelo Espirito Santo”.

(1 João 2:26-27) Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar.
Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou.

O Apóstolo João está nos dizendo acerca da unção que recebemos dele, e eu te pergunto dele quem? Jesus é claro. Que é o Batismo com o Espirito Santo (Marcos 1:8), digo isto porque a unção que recebemos de Jesus foi o poder para sermos testemunhas dele em todos os lugares da terra (Atos 1:8). Quando João fala que nos não precisamos que alguém nos ensine, ele se refere aquelas pessoas que nos querem enganar, ele está falando de algo muito profundo, que é o Discernimento Espiritual (1 Coríntios 2:14). Porque com o poder que recebemos de Jesus que vem através do Batismo com o Espirito Santo nos faz entender todas as coisas pelos dons que nos é concedido (1 Coríntios 12:7-8).

(Atos 1:8)“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

O Batismo com o Espirito Santo que João tanto pregava (Lucas 3:16), é o poder que Jesus nos dá para sermos testemunhas dele, em que sentido? No sentido de testemunhas as maravilhas que ele operou e opera. Jesus não nos deu poder para falar em línguas, Jesus não nos deu poder para curar, Jesus nos deu poder para sermos testemunhas dele, para toda a terra. Línguas, Interpretação das Línguas, Dom de Curas, Da Sabedoria e etc… São Dons que Deus nos dá através do Batismo com o Espirito Santo. Isto é uma capacitação que ele nos dá para sermos testemunhas dele, ou acerca dele para o mundo todo. Algumas versões da Bíblia diz virtude, e isto significa poder em ação. Concluímos que o Batismo com o Espirito Santo é uma capacitação, é um revestimento que Jesus dá ao homem para testemunhar das suas maravilhas.

1.2  – Quem Batiza com o Espirito Santo:

(Mateus 3:11)“Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo.

O Profeta João Batista desde quando começou a pregar no deserto ele nos disse quem Batizava com Espirito Santo: (Marcos 1:8), (Lucas 3:16), (João 1:33), (Atos 1:5).Ele nos ensina que quem Batiza com o Espirito Santo é o próprio Senhor Jesus Cristo. João plantou na terra o Batismo nas Águas para arrependimento dos pecados, e Jesus plantou na terra o Batismo com o Espirito Santo para Revestimento de Poder. Um completa o outro.

1.3  – Qual a Diferença do Batismo com o Espirito Santo e o Batismo nas Águas?

(Mateus 28:19-20) Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.

O Batismo nas Águas é uma ordenança! É um mandamento de Jesus para Apóstolos fazerem a todos os que acreditam em Jesus, a todos querem ser salvos, e a todos que querem viver uma nova vida (Marcos 16:15-16), porque a palavra de Deus diz que se alguém está em Cristo é nova criatura e as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo (2 Coríntios 5:17), O Batismo nas Águas é para os novos convertidos ao Evangelho de Jesus, é para todos os que aceitam a Jesus, estes sim, devem ser batizados nas águas. Veja alguns exemplos:

Em (Atos 2:38) Pedro convoca as pessoas ao arrependimento, e depois ao batismo. Para que depois de tudo isso eles recebessem o Espirito Santo.

Em (Atos 8:12-13) Depois que Filipe falou de Jesus para eles, e eles creram foram batizados nas Águas.

Em (Atos 8:27-40) Percebemos que quando o Evangelista Felipe fala de Jesus para o Eunuco e ele confessa acreditar em Jesus, logo em seguida ele é Batizado nas Águas.

Em (Atos 16:32-33) Paulo prega o evangelho e depois que o povo acreditava em suas palavras eram batizados.

Então percebemos que o Batismo nas Águas acontece depois que as pessoas creem em Jesus e confessam a sua fé nele, depois disto elas são batizadas nas águas.

Em (Romanos 6:1-8) diz que o Batismo simboliza o morrer para o mundo, e viver para Cristo. Esses versículos nos diz, que nós morremos para o mundo com Jesus por meio do Batismo, e Paulo compara o Batismo com a morte para a Ressureição. Ou seja, você morre no Batismo, isto é você morre pro mundo, e Ressuscita para Deus. Vive para Deus depois do Batismo. Isto se confirma em (Colossenses 2:12).

Agora Paulo nos mostra a Diferença entre o Batismo nas Águas e o Batismo com o Espírito Santo, em (Atos 19:1-6), aconteceu que o povo foi batizado por João Batista nas Águas para Arrependimento, então Paulo pergunta vocês receberam o Espírito Santo quando creram? Mais o povo disse: nós nem sabemos quem é o Espírito Santo! Então Paulo perguntou qual Batismo vocês receberam? E eles responderam o Batismo de João, então Paulo fala João Batizou com água para arrependimento, mais João disse que era para crer naquele que viria após ele, este é, Jesus, então Paulo fez oque Jesus Ordenou aos Apóstolos em (Mateus 28:19-20) e então os que o ouviram foram Batizados em Nome de Jesus, e logo em seguida Paulo impõe as mãos sobre eles e eles recebem o Batismo com o Espirito Santo, e eles falaram em Línguas e Profetizaram.

(Atos 11:14-18) O qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa. E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio.
E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.

Pedro também nos ensina a Diferença entre o Batismo com Água e o Batismo com o Espirito Santo. Aconteceu que quando Pedro estava pregando para eles, o Espirito Santo caiu sobre o povo, então Pedro fala Algo muito incrível, fundamental e importante, Pedro neste momento ele desvenda o segredo para todo o povo de Deus, porque quando o Espirito Santo caiu sobre o Povo ele disse: Agora eu me lembrei do que foi dito pelo Senhor Jesus, que João Batizou com água mais vocês serão batizados com o Espirito Santo, Pedro nos mostra que a outra maneira de falar sobre o Batismo com o Espirito Santo é quando se diz Caiu sobre eles o Espirito Santo.

E a prova mais concreta sobre isso, é que Pedro diz que quando começou a pregar o Espirito Santo caiu sobre eles como com a nós no principio. E ele diz Deus está dando aos gentios o mesmo que deu aos Apóstolos. Pedro diz que Deus deu o Dom aos gentios do mesmo jeito que deu a eles. Eu te pergunto, que Dom e este? O Batismo com o Espirito Santo é claro. Pedro também chama o Batismo com o Espirito Santo de Dom. Percebesse aqui duas maneiras de se identificar o Batismo com o Espirito Santo na linguagem dos Apóstolos, a primeira é: Caiu sobre eles o Espirito Santo, e a palavra Dom.

A Diferença é que o Batismo nas Águas é um mandamento de Jesus para que todo novo convertido o faça afim, de ser lavado dos pecados para uma nova vida, e o Batismo com o Espirito Santo é um Dom que Deus nos dá! É uma capacitação divina. E a Bíblia é bem clara em nos dizer que o Espirito Santo distribui o Dom a quem quer e como quer (1 Coríntios 12:11).

1.4   – O Batismo com o Espirito Santo é Depois do Batismo nas Águas?

(Atos 10:44-48) E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.

Biblicamente falando e observando as passagens Bíblicas normalmente é depois do Batismo nas Águas, vemos isto em (Atos 8: 15-17), (Atos 19:1-6).

Mais em (Atos 10:44-48) vemos uma exceção de Jesus, porque nesta passagem o povo Recebeu o Batismo com o Espirito Santo antes do Batismo nas Águas, então o Apóstolo Pedro diz por acaso pode alguém recusar o Batismo nas Águas a estes? Porque eles creram na mensagem e foram Batizados com o Espirito Santo, Então Pedro cumpre a ordem de Jesus (Mateus 28:19-20) e manda que eles também fossem Batizados nas Águas em nome de Jesus. Deus sempre nos surpreende com o seu modo de agir. Mais uma vez entendemos que o Espirito Santo dá o Dom a cada um individualmente como ele quer (1 Coríntios 12:11). E entendemos também que o vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. (João 3:8).

1.5  – Como evidenciar o Batismo com o Espirito Santo:

A maior evidencia do Batismo com o Espirito Santo é o falar em Línguas, mais isto não quer dizer que é a única evidencia do Batismo com o Espirito Santo.

Em (Atos 10:46) diz que Depois que foram Batizados com o Espirito Santo os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.

Em (Atos 19:6) também aconteceu coisa semelhante porque impondo-lhe Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

Mais isto não significa ser as únicas evidencias do Batismo com o Espirito Santo que João Batista tanto falava, porque em (1 Coríntios 12) nos fala acerca dos dons que o Espirito Santo concede as pessoas, inclusive o Dom de Línguas, vamos entender alguns Dons:

Dom da Sabedoria: Que é a uma Inteligência extraordinária da parte de Deus, também pode se dizer que é a Capacidade de entender as coisas sobrenaturalmente fazer o certo na hora certa, simplesmente e porque viu alguém fazer, é ter qualidade ao falar, ao instruir, ao expor algo. Em fim é uma habilidade para agir de maneira certeira, ter o Dom da Sabedoria é ter o conhecimento profundo das coisas. Muitas das vezes mesmo sem ter vivido a experiência na pele, saber como fazer e oque fazer. O Dom da Sabedoria é a compreensão e a transmissão das coisas profundas de Deus. Leia: (Tiago 1:5-6) (Provérbios 2:6) (1 Reis 3:16-28) (1 Reis 4:29)

Dom do Conhecimento: Que é o ato ou o efeito de conhecer as coisas, o Dom do Conhecimento garante a pessoa ater hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos uteis para todo e qualquer tipo de assunto, principalmente sobre assuntos que envolvem as coisas de Deus. Também garante a pessoa ter guardado na memoria experiências de vida para quando passar pelas mesmas situações saber como agir de modo correto. O Dom do Conhecimento é conseguir guardar no cérebro todas as experiências passadas na vida e poder aconselhar, ensinar ou pratica-las depois. Espiritualmente falando é um Dom que quando dado pelo Espirito Santo a pessoa ela se torna quase inexplicável ou inefável. O Dom do Conhecimento se refere principalmente aquilo que e aprendido, adquirido, e então transmitido ás pessoas, e é claro em questão espiritual, isto é, em questão das coisas de Deus. Leia: (Salmo 119:66) (Provérbios 1:22) (Provérbios 8:12) (Provérbios 14:18)

Dom da Fé: Que é quando não há mais saídas, quando tudo diz que não vai dar certo, a pessoa consegue acreditar em uma solução da parte de Deus. O Dom da Fé significa que mesmo diante do impossível a pessoa consegue acreditar que tudo ficara bem e que o impossível se tornará possível. Concede a pessoa a perseverar na confiança em Deus, concede a pessoa a Esperar em Deus, acreditar que Deus está no controle e que tudo vai ficar bem, e que tudo vai dar certo. Ter o Dom da fé é estar diante de uma situação difícil e ter autoridade e confiança em dizer que vai dar tudo certo, que o melhor de Deus ainda está por vir, é acreditar que a solução de Deus é maior do que todos os problemas. O Dom da fé está relacionado ao depender de Deus, ao confiar em Deus, ao acreditar em Deus, ao esperar em Deus. Leia: (Romanos 10:17) (2 Coríntios 5:7) (Hebreus 11:1) (Lucas 17:6) (1 João 5:4)

Dom de Cura: Este Dom não é comum, porque possibilita a pessoa a fazer grandes coisas na presença dos homens. A pessoa ora para haver cura na vida de outra e a pessoa doente é curada imediatamente, o Dom de Cura permite curar qualquer enfermidade existente na vida de alguém, seja psicológico, seja física, a cura vem para todo o tipo de doença, da lepra até a dor de cabeça. O Dom de Cura possibilita fazer voltar á visão para aquelas pessoas que por acidente ficaram cegos, fazer voltar audição aquelas pessoas que ficaram surdas pelo tempo, fazer voltar á voz daquelas pessoas que ficaram sem voz, dar animo aqueles que estão desanimados e etc. O Dom de Cura concede autoridade para pessoa fazer toda a doença, fazer toda enfermidade cair por terra ou sair do corpo da pessoa. Leia: (Salmo 103:3) (Provérbios 13:17) (Atos 9:34) (Lucas 9:11) (Marcos 6:4-6) (Mateus 8:14-15)

Dom de Operação de Maravilhas: Este Dom ele desafia a lógica Humana em todos os sentidos, porque com apenas uma palavra ou um ato ele se faz em frente uma multidão que seja e todos ficam embasbacados. Este Dom possibilita a pessoa não ter um braço e com apenas uma palavra o braço nasce no mesmo momento, este Dom possibilita o camarada que é tem as pernas atrofiadas desde nascença e com apenas uma palavra as pernas do homem se arrumam e ficam normal como a de qualquer ser humano comum. Este Dom dá visão aqueles que não tinham visão, dá voz aqueles não tinham voz, dá audição aqueles nunca tiveram. Esse Dom possui uma reação muito surpreendente porque provoca uma reação de ficar de olhos regalados e boca aberta. É um Dom extraordinário da parte de Deus porque faz oque é impossível tornar-se possível diante de todos os que estão ao redor, tem a mesma grandiosidade dos milagres que Jesus fez como transformar água em vinho, multiplicar pães, multiplicar peixes e vários outros milagres. Acontecem coisas que vão contra as leis da química e da física, coisas que vão contra todas as leis da natureza humano. Leia: (Atos 3:6) (João 9:1-7) (João 2:1-10) (2 Reis 6:17) (2 Reis 4:1-7) (2 Reis 4:32-37)

Dom de Profecia: Este Dom exorta e capacita as pessoas a transmitirem revelações de Deus para toda a Igreja. Um Dom que capacita á pessoa por inspiração de Deus a exortar, advertir e instruir o povo de Deus. É uma inspirada pregação predizendo o futuro, expondo verdades escondidas a fim de ensinar o povo o caminho certo. É um dom que faz com que a pessoa fale não aquilo que o povo quer ouvir, mais sim aquilo que o povo precisa ouvir da parte de Deus. Dá capacidade para pessoa prever algo antes de acontecer. O profeta pode falar por intuição, inspiração e revelação, mediante alguma forma de discernimento que ultrapasse o que é natural e seja sobrenatural. Deve-se levar em conta que nenhuma profeciapassa aos limites da verdade de Deus revelada na Bíblia, mais a profecia deve contribuir para interpretar tais verdades, além de abordar necessidades específicas da igreja local, envolvendo questões de ensino, questões éticas ou morais, que as pessoas leigas não saberiam resolver com sucesso.

O verdadeiro Dom da Profecia exerce a função de advertir os homens dos seus maus caminhos e correrem para o caminho de Deus. O Dom profético é uma inspiração sobrenatural que Deus dá ao homem para advertir ou abençoar o seu povo. O Dom profético é como se fosse o porta-voz de Deus aqui na terra, é a voz de Deus aos homens. Leia: (Ezequiel 2:7) (Mateus 23:37) (1 Tessalonicenses 5:19-21) (1 Coríntios 14:29-32) (Atos 2:17-18) (Amós 3:7-8)

Dom de Discernir Espíritos: Este é um dom de discernir oque é de Deus e oque é do diabo ou do homem, esse dom nos permite enxergar e distinguir as operações do Espirito Santo e as operações dos espíritos malignos. Nos dias de hoje existem pessoas dotadas de conhecimentos e oratória que falam ao povo, mais com este Dom a pessoa obtém o discernimento se a pessoa fala inspirado por Deus ou pelo diabo. O Dom de Discernimento de Espíritos nos dá a capacidade de distinguir ou discernir o verdadeiro do falso, ou o joio do trigo. Esse dom é útil no critério de um lobo disfarçado de ovelha subir no púlpito da nossa igreja e falar das coisas mais bonitinhas até as coisas mais legalistas e o irmão que tem o Dom de Discernimento de Espíritos saber se essa pessoa que está pregando é verdadeira ou falsa, se ela somente prega ou se ela vive oque prega. Esse Dom nos dá a capacidade de saber se é Deus que está falando com o Povo ou se é o capeta disfarçado querendo enganar o povo de Deus. Também nos permite saber se a pessoa que você está conversando é faladora ou se ela é uma pessoa serva de Deus, é a capacidade que Deus concede para detectar o hipócrita do sensato, o santo do profano. Leia: (1 João 4:1) (Atos 16:16-18) (1 Coríntios 2:13-15) (Hebreus 5:14) (Provérbios 2:11) (Provérbios 14:6)

Dom de Línguas: Este Dom é uma dadiva de Deus para os homens, porque este Dom possibilita o Espirito do Homem comunicar com Deus, Paulo diz que quem fala em línguas não fala a homens mais sim a Deus, e Paulo continua dizendo que quem fala em línguas edifica a si mesmo e em mistérios fala, e seu espirito ora bem. O Dom de Línguas é uma comunicação do espirito do homem com o Espirito de Deus para edificar o próprio homem na presença de Deus, mais o Dom de línguas também pode ser usado pelo Espirito Santo na vida de um homem para falar aos infiéis, para comunicar com o povo de outra nação, que fala em outra língua como aconteceu no dia de Pentecostes, e quando os Apóstolos começaram a falar em línguas conforme o espirito os capacitava a falar, o povo estrangeiro que estava naquele lugar ouvia aquelas línguas em sua própria língua.

É como um homem que fala somente em Hebraico mais ele possui o Dom de Línguas, e com ele estiver mais três pessoas, e uma fala somente em Espanhol, e a outra fala somente em Inglês e a outra fala somente em Português, então esse homem que fala somente em Hebraico se comunica com os outros que falam linguagens diferentes da dele, mais acontece que nesta simples comunicação entre pessoas, mais acontece algo sobrenatural porque o homem que fala somente em Hebraico mais possui o Dom de Línguas fala com os três homens de línguas diferentes de forma que eles entendem oque ele está falando, mais como isso pode acontecer? Calma! Eu explico, é que o Dom de línguas serve para duas coisas na vida de um homem, ele serve para seu Espirito comunicar com Deus, e também serve para você se comunicar com pessoas de linguagem diferente da sua, é como se fosse uma linguagem Universal que se adquire de Deus pela sua maravilhosa graça.

As pessoas que se dizem Intelectuais leem a Bíblia Sagrada de qualquer maneira sem interpreta-la corretamente, esquecem a hermenêutica, passam por cima da exegese bíblica e a pulam em cima da semântica da palavra bíblica, e esquecem que Paulo adverte a Igreja de Corinto sobre as línguas no sentido de que o povo só queria falar em línguas e ninguém estava entendendo o culto, o maior exemplo é quando estamos em um culto e o pregador fala mais em línguas do que explica a passagem, as pessoas saem do culto sem entendimento algum, mais se o pregador focasse na explicação da passagem o povo sairia do culto avivado, sairia dos cultos cheios de esperança e felicidade com Deus.

Paulo adverte ao povo da Igreja de corinto que quem fala em línguas edifica a si mesmo mais o que profetiza edifica a Igreja, então quando forem reunir se for para falar em línguas que falem dois ou três e orem para que haja interpretação para edificar a Igreja. Notamos aqui que Paulo em momento algum proíbe o falar em línguas, ele simplesmente proíbe muita gente de falar em línguas na Igreja, isto porque a Igreja de Corinto estava virando uma “Bagunça Espiritual” todo mundo falando em línguas e nenhum interprete.

Paulo cita um grande exemplo: Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o “Amém” à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado (1 Coríntios 14:16-17).

Deixo um conselho: Se for falar em línguas na Igreja fale! Mais ore para que haja interpretação para que as pessoas ao seu redor entendam oque foi dito pela sua boca. Mais se for falar em línguas em casa fale! E sinta a presença maravilhosa e incomparável do Espirito Santo na sua vida e seja edificado. Leia: (Atos 2) (1 Coríntios 12) (1 Coríntios 14) (Atos 10:46) (Atos 19:6)

Dom de Interpretação de Línguas: Este Dom faz com que a pessoa consiga interpretar, ou traduzir as línguas faladas pela pessoa que possui do Dom de Línguas.

Antes de começar a falar sobre este Dom que Deus concede ao homem eu quero destacar algo para você pensar: Porque Paulo Diferencia o Dom de Línguas do Dom de Interpretação de Línguas? Por Acaso o que fala não consegue interpretar? Por acaso se eu falo em língua inglesa eu não saberia interpretar essa língua? Por acaso se você estudou a língua portuguesa e sabe falar o idioma português e porventura alguém ao seu lado fala em português também você não conseguiria entender e comunicar com ela?

Se realmente o Dom de Línguas fosse línguas conhecidas pelos homens como Espanhol, Português, Hebraico, Grego, Latim e etc… Como poderia existir oque somente fala ou oque somente interpreta? Por acaso se você fala uma língua você não conseguiria entender ela?

Eu li os comentários bíblicos mais fortes e aceitos pelo povo de Deus, entre eles o de: Champlin, Matthew Henry, Beacon e outros, e o mais interessante e que todos dizem que essas línguas de Corinto eram línguas que as pessoas ficavam em êxtase, isto é, fora de si, ou como se fosse arrebatada do corpo, um momento em que parece que a pessoa está fora do seu próprio corpo, e suas faculdades mentais estava inconsciente, ou algo do tipo.

Oque me impressiona é que em algumas Igrejas dos dias de hoje, dizem que isto é coisa do “Diabo”, outras diz que é “Meninice”, outros dizem que é coisa de “Louco” e assim vão falando coisas absurdas sobre esse Dom que Deus dá de presente ao homem. E isso para mim é Blasfémia contra o Espirito Santo, porque Blasfémia contra o Espirito Santo se estudarmos profundamente o significado disto, seria: Atribuir ao diabo algo que é Deus que está operando, ou fazendo, certa vez Jesus estava operando Milagres e Maravilhas e expulsando demônios entre o povo, então de repente os fariseus hipócritas e malditos disseram este homem expulsa demônio pelo príncipe dos demônios que é belzebu, ou seja eles atribuíram ao Diabo algo que era Deus que estava fazendo, então Jesus disse: Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir (Mateus 12:31-32).

Em fim, o Dom de Interpretação de Línguas é um complemento para o Dom de Línguas, digo isto porque diante do povo o Dom de Línguas para nada serve se não houver alguém que tenha o Dom de Interpretação de Línguas. O Dom de Interpretação de Línguas serve para todo o povo entender as Línguas e serem edificados no entendimento, isto é, a pessoa consegue entender oque é falado e compreender a mensagem através das Línguas. Leia: (1 Coríntios 12) (1 Coríntios 14)

O Fato é que os Dons do Espirito são para todos, mais o Espirito Santo que opera todos estas coisas, e reparte a cada um como quer (1 Coríntios 12:11), apesar da e ser vários Dons, mais é o único e mesmo Espirito Santo que opera tudo e em todos para oque for útil na obra de Deus.

A Maior evidencia do Batismo com o Espirito Santo na Vida de um Crente é os Dons do Espirito Santo, sendo o mais comum deles o Falar em Línguas, não que seja o único e exclusivo. Repito “A Maior Evidencia do Batismo com o Espirito Santo são os Dons do Espirito”, quer saber se a pessoa foi Batizada com o Espirito Santo? Veja se ela tem os dons do Espirito Santo, sendo eles o Dom da Sabedoria, o Dom do Conhecimento, o Dom da Fé, o Dom da Cura, o Dom de Operação de Maravilhas, o Dom de Profecia, o Dom de Discernimento de Espíritos, o Dom de Línguas e o Dom de Interpretação de Línguas (1 Coríntios 12:8-10).

1.6  – Qual a diferença dos Frutos do Espirito e do Dom do Espirito?

Os Frutos do Espirito Santo na vida de uma pessoa é nada mais e nada menos do que a maior prova ou a maior evidencia de que a pessoa mudou de vida, a maior prova de que a pessoa se converteu verdadeiramente a Jesus, é a maior prova de que ouve uma transformação de conduta. Em (Gálatas 5:22) nos cita os frutos do Espirito, e para nós cristãos verdadeiros ao lermos estes versículos já nos identificamos com a maioria deles. Isto porque em nossas vidas passamos pela transformação que ocorre ao aceitarmos verdadeiramente Jesus em nossas vidas (2 Coríntios 5:17). As coisas que ele fazia antes de aceitar Jesus, ele não faz mais porque agora é uma nova criatura e as coisas velhas se passaram e eis que tudo se fez novo. E a pessoa tem uma vida nova, um sentimento novo, uma nova História pela frente.

Os Dons do Espirito Santo na vida de uma pessoa é nada mais e nada menos que capacitações que Deus concede ao ser humano para abençoar o próximo e a si mesmo. Os Dons do Espirito Santo (1 Coríntios 12) é um poder que Deus dá ao povo através do Batismo com o Espirito Santo. O maior exemplo é que sempre que a pessoa era batizada com o Espirito Santo, automaticamente se manifestava um dos Dons pela capacidade concedida pelo Espirito Santo a pessoa, (Atos 10:46) e falavam em línguas e magnificavam a Deus, (Atos 19:6) e falavam em línguas e profetizava. O Dom de Línguas, que é mais conhecido como “Línguas Estranhas” é um dos Dons do Espirito Santo descritos em (1 Coríntios 12). Entendemos que os “Dons do Espirito Santo” são dados a quem é Batizado com o Espirito Santo. Os Apóstolos só operaram algum tipo de “Dom do Espirito” somente depois de receberem o Batismo com o Espirito Santo no Dia de Pentecostes (Atos 2), e a prova disto está em (Atos 3:6) que Pedro opera o Milagre da cura do coxo de nascença, que pela história da Bíblia foi o Primeiro Milagre Apostólico, que foi o Dom de Operação de Maravilhas descrito em (1 Coríntios 12:10).

A diferença entre os “Frutos do Espirito” e os “Dons do Espirito” é que os frutos se recebe ao deixar a velha vida e viver uma nova vida em Cristo Jesus, e os dons se recebem ao ser batizado com o Espirito Santo.

2 – Línguas Estranhas:

2.1 – O que são as Línguas Estranhas

(1 Coríntios 14:2) Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.

Primeiramente nós temos que entender algo muito importante, porque a pessoa que fala em línguas ela não fala aos homens, mais em espirito fala em mistérios que somente Deus entende. Porque a pessoa que fala em línguas ela edifica a si mesma (1 Coríntios 14:4). O Apóstolo Paulo diz que queria que todos nós falacemos em línguas (1 Coríntios 14:5), mais ele nos chama atenção na seguinte questão, tem muita gente falando em línguas na Igreja em vez de profetizar ou ensinar. Paulo adverte os crentes no critério de que se As línguas nãos se falam a homens mais a Deus, porque a maioria do povo estava falando em línguas na Igreja? Oque adianta se os irmãos não vão entender? E ele continua falando e faz uma comparação aos instrumentos musicais, como vamos entender ou saber que musica está tocando se o som não estiver no ritmo certo? Se todo mundo falar em línguas na Igreja estaremos falando como se fosse ao ar. Porque ninguém ira entender, somente Deus (1 Coríntios 14:6-11).

(1 Coríntios 14:4-5) O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.

Paulo diz que o que fala em línguas edifica a si mesmo, isto é, ele levanta sua moral, ele aumenta sua Auto Estima, ele é abençoado. Paulo diz: Eu quero que todos vocês falem em línguas, ou seja, eu quero que todos vocês tenham está experiência da parte de Deus, mais eu quero muito mais que vocês profetizem, ou seja, que fale por revelação divina, para que edifique os irmãos e toda a Igreja quando estiver profetizando. Porque oque profetiza é maior do que o que fala em línguas no critério das línguas não terem interpretação, O ministério profético é maior que o ministério das línguas a não ser que essas línguas sejam interpretadas para eles se igualarem em questão de dom. Por exemplo: o que Profetiza ele fala da parte de Deus para a Igreja e oque fala em Línguas ele também fala da parte de Deus, mais somente é entendido pelos homens se houver interpretação.

(1 Coríntios 14:13-14) Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.

Paulo em momento nenhum proíbe os crentes de falarem em línguas, mais ele adverte o povo no critério de quando vocês forem reunir, quando estiver na Igreja. Paulo diz que o Dom de profetizar é maior que o de falar em Línguas a não ser que essas línguas sejam interpretadas por ela mesma ou por outra pessoa para edificação da Igreja (1 Coríntios 14:5), porque Paulo faz perguntas afirmativas que nem todos tem o dom de falar em línguas e de interpreta-las ao mesmo tempo (1 Coríntios 12:29-30). Por isso ele continua advertindo que quando alguém fala em línguas seu espirito ora bem, ou seja, seu contato com Deus está bom, mais se não tiver interpretação destas línguas o meu entendimento fica sem fruto, porque nem eu saberei o que estou falando, ou como estou orando.

(1 Coríntios 14:15-17) Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o “Amém” à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado.

Paulo diz se eu oro com meu espirito, isto é, se eu falo em línguas, falarei com entendimento, ou seja, se estiver em minha casa sozinho que seja, falarei em línguas porque meu espirito está falando mistérios com Deus (1 Coríntios 14:2), Paulo pergunta como alguém vai dizer “amém” para as palavras que você falou se a pessoa não sabe o significado destas palavras? Na verdade você está fazendo o certo, mais a pessoa não vai entender, ou seja, ela não será edificada, porque simplesmente não entendeu oque você falou, e se ela tivesse entendido oque você disse ai sim ela seria edificada. Paulo está dizendo orarei com o Espirito, mas também orarei com entendimento, isto é, se eu estiver na Igreja e orar em línguas e não tiver interpretação eu não estarei orando com entendimento, porque ninguém vai entender nada. Agora se eu orar em línguas e alguém interpretar, a Igreja será edificada porque todo mundo entendeu. O que estava acontecendo na Igreja de Corinto é que todo mundo queria falar em línguas, e interpretação das línguas que é bom nada! Então por isso um pouco mais a frente dos versículos Paulo diz se for falar em línguas na Igreja que fale dois ou três, mais ore para que haja interpretação, e logo em seguida Paulo nos diz que o Dom de Profecia é maior que o Dom de Línguas, porque o Dom de profecia serve para toda a Igreja, mais o dom de línguas só se entende se houver um interprete.

(1 Coríntios 14:18-19) Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês.
Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.

O Apóstolo Paulo falava mais em línguas do que todo o povo da Igreja de Corinto, isto porque ele tinha mais contato com Deus, mais intimidade, mais aproximação de Deus. Mais na Igreja ele prefere falar poucas palavras que o povo entenda e seja edificado, do que falar muitas palavras que ninguém entenda e saia da Igreja sem edificação nenhuma.

(1 Coríntios 14:20-21) Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.

Paulo está dizendo para não sermos meninos no entendimento, isto é, não sermos inexperiente no entendimento, não sermos fracos ou carentes no sentido de estarmos passando fome em questão de entendimento, estarmos debilitados no entendimento, mais ele diz seja assim na malícia, sejam inexperientes nas coisas maldosas. Mais sejam Adultos no entendimento, ou seja, sejam fortes, experientes, sábios, preparados no entendimento.

Paulo nos dá uma ênfase sobre a desobediência do povo, porque Deus fala e fala, e manda seu profetas, e faz sinais e maravilhas para o povo e manda gente de outra nação falar com seu povo e eles mesmo assim não dão ouvidos a Deus, Paulo está nos dizendo que mesmo ele dando todas estas instruções da parte de Deus o povo ainda assim poderia não ouvir, e continuar fazendo as mesmas coisas erradas.

(1 Coríntios 14:22-25) Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes. Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos? Mas se entrar algum descrente ou não instruído quando todos estiverem profetizando, ele por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, e os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus, exclamando: “Deus realmente está entre vocês!”.

Paulo nos exorta na seguinte questão, que As “Línguas Estanhas” é um sinal para os descrentes e não para os crentes, mais a profecia é um sinal para os crentes e não para os descrentes, no contexto deste capitulo Paulo está nos dizendo que “Línguas sem Interpretação” é para os Descrentes como no dia de Pentecostes, mais “Línguas com Interpretação” equivale a uma profecia porque serve para toda a Igreja.

Paulo diz: Se toda a Igreja se reunir e todo mundo falar em línguas, e nesta reunião entrar pessoas leigas no assunto e descrentes, eles vão dizer que tá todo mundo doido. Mais se entrarem pessoas leigas e descrentes quando todo mundo estiver profetizando, eles serão convencidos que estão errados e se prostrará diante de Deus, ou se renderá a Deus, e verá que Deus existe e que ele está no meio desta Igreja. Então concluímos aqui que “Línguas Interpretadas” serve para Crentes e não Crentes. E que na Igreja temos que falar palavras que tenham significados de modo que edifiquem ou abençoem a vida dos que ali estão.

(1 Coríntios 14:26) Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

Quando nos reunirmos na Igreja, se cada um tiver um salmo, isto é um poema ou um cântico a Deus, se tiver doutrina, isto é ensino ou princípios da palavra de Deus, ou tiver revelação, isto é uma denúncia, uma declaração, um aviso ou uma palavra da parte de Deus, ou tem línguas, isto é, tem palavra do Espirito, ou tem interpretação, isto refere as Línguas, ele diz faça tudo para edificação da Igreja. Ou seja, se souber fazer alguma coisa na Igreja faça tudo para edificação dela.

(1 Coríntios 14:27-28) E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

Paulo está dizendo que se alguém falar em língua estranha ou desconhecida, isto é se eu falo em uma língua que você não conhece ele automaticamente para você ela é estranha ou desconhecida, a não ser que você tenha o Dom da Interpretação das línguas, ai sim você entenderia e as Línguas não seriam mais estranhas e nem desconhecidas para você e para aqueles que te ouvem, então Paulo diz se for falar em Línguas Desconhecida, fale dois ou três no máximo e que haja interprete, porque se não houver interpretação fale consigo mesmo, ou seja, deixe seu Espirito Orar com Deus (1 Coríntios 14:2).

(1 Coríntios 14:29-33) E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.

No original o sentido é: Assim também os Profetas se forem profetizar na Igreja que profetizem dois ou três, e Paulo ainda diz se um estiver profetizando, e tiver um que recebeu uma revelação espere que cale o primeiro, e depois profetize o segundo, e assim por diante. Porque toda a Igreja pode Profetizar, e eu te pergunto por acaso quem profetiza é chamado de? Profeta. Então Todos na Igreja podiam Profetizar e ser Profetas. Então Paulo diz um profetiza e quando terminar, que profetize o outro, tudo isso para que os irmão a aprendam e sejam consolados por Deus através dos Profetas.

Quando Paulo diz que o Espirito dos Profetas estão sujeitos aos profetas ele está dizendo que você consegue controlar o seu Espirito, você sabe o momento certo de agir, você sabe a hora certa de falar oque Deus quer que você fale. Você pode controlar o seu intimo, você sabe oque fazer e quando fazer, porque Deus não é Deus de deixar o seu povo confundido, mais sim de deixar o seu povo em Paz, e tranquilo em todas as Igrejas.

As línguas são para edificação do homem que as fala, é um contato do espirito dele com o Espirito de Deus. Mais também é utilizada por Deus para edificar outras pessoas mais somente no caso de haver interpretação, ou no caso de houver proposito evangelístico da parte de Deus como aconteceu em Pentecostes, que Deus usou das línguas para que o povo ouvisse tudo em sua própria língua. Naquele momento saiu da boca dos apóstolos uma língua universal, uma língua diferente de todas as línguas da terra, porque parece que Deus colocou um filtro de voz no ouvido de cada pessoa que ali estava no dia de Pentecostes em (Atos 2).

3 – Relação Entre o Batismo com o Espirito Santo e as Línguas Estranhas:

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. (Atos 2:4)

Quando Paulo lhes impôs as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a profetizar. (Atos 19:6)

A Relação é que a maior evidencia do Batismo com o Espirito Santo são as línguas estranhas, mais como vimos antes não é a única evidencia porque Paulo nos diz algo excelente a se destacar:

(1 Coríntios 12:29-31) Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.

Paulo está dizendo que nem todos os que falam em línguas interpretam as línguas, por isso a vários tipos de manifestações dos dons do Espirito Santo, mais é o Espirito Santo que as distribui a cada um da maneira que ele quer, da maneira que todos sejam uteis na obra de Deus. A questão é que o Dom de Línguas somente é dado ás pessoas após o Batismo com o Espirito Santo.

(Romanos 11:29) Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.

4 – Alguns complementos para melhor entendimento:

(Marcos 16:17-18) E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.

O Evangelho de Marcos é o único que sita as palavras “Falaram novas línguas”, isto é, poderão se comunicar com pessoas de outras línguas. Isto seria o Dom de Línguas, usado Pelo Espirito Santo não para edificar ao que fala mais da outra maneira como no dia de Pentecostes, para fins evangelísticos.

(1 Coríntios 12:13) Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito.

No Original do texto fala sobre o poder do Espirito, o qual une a todos os homens, sem importar sua raça ou estado anterior, escravos ou livres, pagãos ou santos, moldando-os em um só corpo. A influência do Espirito e que os transforma e une, conferindo-lhes uma mentalidade espiritual e um só estado metafisico. Faz deles uma só entidade espiritual.

(Efésios 4:5) Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

O contexto desta passagem se refere á Salvação do homem, por isso ele diz que há uma só Senhor que é Jesus Cristo, uma só fé que é a crença de que Jesus morreu na cruz por todos os que creem nele (João 3:16), e um só Batismo que salva os homens que é o Batismo nas águas mediante a confissão de fé. E a prova de que o contexto é a Salvação, a mensagem que Paulo enfatiza neste capitulo é esta: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

PRINCÍPIOS DE PRIMÍCIAS A LUZ DA BÍBLIA SAGRADA

“Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Pv 3.9,10)

Ao mencionar a necessidade de darmos honra ao Senhor em nossas finanças, a Palavra do Senhor fala sobre os nossos bens e também sobre as primícias da nossa renda. Não se trata apenas de honrá-Lo com os nossos bens, nem tampouco de honrá-Lo apenas com a nossa renda, e sim com as primícias desta renda.
A definição que o Dicionário Aurélio dá acerca de primícias é: “Primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios”. A definição bíblica não é diferente. Por trás de toda uma doutrina fundamentada em ensinos explícitos e figuras implícitas, as Escrituras nos mostram a importância que Deus dá ao nosso ato de entregarmos a Ele as nossas primícias, cuja definição é: “a primeira parte de algo.”
Deus não instituiu as ofertas pelo fato de precisar delas, mas para provar o nosso coração numa das áreas em que demonstramos um grande apego. Com a Lei das Primícias não é diferente. Deus não precisa dos primeiros frutos. Nós é que precisamos d’Ele em primeiro lugar em nossas vidas, e este é um excelente exercício para mantermos o nosso coração consciente disto.
Lemos em Êxodo 13.13 que, se o primogênito (considerado o primeiro fruto do ventre) da jumenta não fosse resgatado, o seu pescoço deveria ser quebrado. A importância da Lei das Primícias não estava no que seria feito com a oferta, mas no princípio de ela não ser utilizada em benefício próprio.
Entregar ao Senhor as primícias da nossa renda é dar-Lhe honra. É distingui-Lo. É demonstrar o lugar especial que Ele ocupa em nossas vidas. Deus quer ser o Primeiro em nossas vidas. A rebelião de Satanás foi a tentativa de usurpação desta posição divina. E ainda hoje ele tenta tomar o trono de Deus em nossos corações. Mas devemos manter o Senhor em Seu devido lugar.
A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que mantiveram Deus em primeiro lugar em suas vidas a despeito do preço a ser pago. Abraão se dispôs a sacrificar o seu próprio filho, mas não se atreveu a deixar de dar a Deus o primeiro lugar. José foi para a cadeia para não pecar contra Deus numa relação adúltera. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram lançados numa fornalha por recusarem-se a dar a uma estátua o lugar que pertence só a Deus. Daniel foi lançado numa cova de leões pela decisão de manter a Deus em primeiro lugar. Os apóstolos foram presos e açoitados porque importava antes obedecer a Deus do que aos homens. Estes são exemplos positivos que nos inspiram a seguirmos as mesmas pegadas dos que agiram do modo correto, mas também há os exemplos negativos de pessoas que não fizeram de Deus o Primeiro em suas vidas, e tornaram-se um exemplo a não ser seguido.
Além destas figuras e exemplos, temos também o ensino explícito de Jesus, que não deixa dúvidas sobre a importância do assunto:

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33)

A Concordância de Strong mostra que a palavra grega traduzida como “primeiro” neste versículo é “proton” e significa: “Primeiro em tempo ou lugar, em qualquer sucessão de coisas ou pessoas. Primeiro em posição, influência, honra; chefe, principal”.
Quando fui batizado no Espírito Santo, a minha vida mudou da água para o vinho. Cresci num lar cristão e tive o meu encontro com Cristo muito cedo. Mas foi somente aos quinze anos de idade que eu conheci a pessoa do Espírito Santo, e a minha vida em Deus aparentemente começou a desenvolver-se de fato. No fim de semana em que eu tive esta experiência e disse a Deus que agora eu O queria em primeiro lugar em minha vida, Ele me pediu que eu fizesse a minha primeira renúncia: que eu me desfizesse do que eu mais amava, a minha bike! Nessa época eu passava a maior parte do meu tempo livre treinando manobras de “freestyle” nesta bicicleta e não havia nada que eu amasse tanto quanto aquela bike especialmente montada. As condições financeiras da nossa família não permitiam que eu tivesse uma bicicleta. A única bicicleta que eu e os meus irmãos tivemos antes disto foi a que ganhamos de nossa tia Domingas, a qual, por sua vez, a ganhou numa espécie de concurso. No entanto, juntei o meu próprio dinheiro, fazendo os meus “bicos” aqui e acolá, e consegui montar uma das melhores bicicletas do gênero em meu bairro! Quando o Senhor me pediu para entregá-la, foi como entregar um Isaque no altar, mas eu o fiz! Esta foi a forma (que o meu coração entendeu naquela época) de colocar Deus em primeiro lugar em minha vida.
Quando damos a Deus o primeiro lugar, não nos frustramos. Pelo contrário, há um sentimento de realização em nosso interior que testifica que de fato fomos criados justamente para isto. Sem Deus em primeiro lugar, há um desequilíbrio em nossas vidas. Perdemos o propósito da nossa existência.

PRIMÍCIAS NO NOVO TESTAMENTO
Alguns crentes têm dificuldades com qualquer menção de princípios ligados ao Antigo Testamento, e, antes de aceitarem qualquer doutrina, já começam indagando: “Qual é a base disto no Novo Testamento?”
Pois bem! Na Igreja Neo-Testamentária não se guardava mais a Lei de Moisés com o peso das ordenanças que ela tinha no Antigo Testamento. O Concílio de Jerusalém deixou claro que não havia encargo algum a ser imposto aos gentios, além daquelas quatro áreas mencionadas: abstinência da carne sufocada, do sangue, do sacrifício aos ídolos, e da prostituição.
Isto não quer dizer que, depois do Concílio, a Igreja Gentílica não precisasse de mais nenhuma instrução ou doutrina. Caso contrário, o Novo Testamento não teria sido escrito. Aquilo limitava, naquele momento, a herança mosaica a ser passada aos gentios. Contudo, posteriormente, ao ensinarem os princípios divinos à Igreja Neo-Testamentária, os apóstolos ainda apresentavam figuras poderosas para fortalecerem doutrinas da Nova Aliança prefiguradas no que se fazia anteriormente nos dias do Antigo Testamento. Isto não significava que eles estavam tentando retroceder, e sim que queriam esclarecer as figuras que Deus havia projetado por intermédio dos princípios praticados na Antiga Aliança.

“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.” (Hb 10.1 – Tradução Brasileira)
A sombra é diferente do objeto real que a projeta. Assim também, o que se via nas ordenanças da Antiga Aliança eram características similares às dos princípios que Deus revelaria nos dias da Nova Aliança. As observâncias materiais eram figuras das práticas espirituais.
O cordeiro sacrificado na Lei Mosaica foi apontado como uma figura (ou sombra) de Jesus, que veio para morrer em nosso lugar (Jo 1.29). A oferta de incenso do Tabernáculo passou a ser reconhecida como uma figura da oração dos santos (Ap 5.8). A Ceia da Páscoa deixou de ser praticada, e esta festa passou a ser uma aplicação espiritual dos princípios que ela figurava (1 Co 5.7,8). Assim também, outros detalhes da Lei que envolviam comida, bebida, e dias de festa, começaram a ser vistos, não como ordenanças materiais pelas quais quem não as praticasse poderia ser julgado, mas como uma revelação de princípios espirituais, cabíveis na Nova Aliança:

“Ninguém, portanto, vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem a respeito de um dia de festa, ou de lua nova ou de sábado, as quais coisas são sombras das vindouras, mas o corpo é de Cristo.” (Cl 2.16,17)
Foi com esta mentalidade (de se aplicar as sombras e figuras), e não tentando retroceder a uma prática material da Lei Mosaica, que o apóstolo Paulo nos revelou a aplicação espiritual da Lei das Primícias no Novo Testamento:

“Mas se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são.” (Rm 11.16 – Tradução Brasileira)
Os israelitas receberam do próprio Deus a ordem de consagrarem a Ele os primeiros frutos do ventre de suas mulheres, do ventre de seus animais, e também dos frutos da terra. Na hora da colheita, o primeiro feixe pertencia a Deus e deveria ser apresentado pelo sacerdote perante o Senhor, numa oferta de movimento. Destes primeiros frutos, também era feita uma oferta de cereais.
Portanto, Paulo estava ensinando que, ao santificar a primeira parte (a mais importante), você santifica também o restante, que vem depois dela. Quando alguém santificava as primícias (primeiros frutos), santificava também tudo o que depois seria feito com a colheita, incluindo a massa da oferta de cereais e dos pães que eles comeriam depois.
Uma outra ilustração também é apresentada para fortalecer o entendimento deste princípio: se a raiz (que é a parte mais importante, que surgiu primeiramente na formação da planta) for santificada, então os ramos e tudo o que surgir dela também serão santificados. Este era o entendimento que os judeus receberam da Lei de Moisés. Se santificassem ao Senhor as primícias de sua renda, estariam santificando o restante da renda que ficava em suas mãos. Por isso Deus poderia fazer com que se enchessem fartamente os seus celeiros e transbordassem de vinho os seus lagares!
Isto não apenas explica o que são as primícias, mas também nos mostra o poder que elas têm de santificar o restante daquilo de onde foram tiradas.

AS PRIMÍCIAS NO ANTIGO TESTAMENTO
Deus ordenou ao povo de Israel, de forma clara e explícita, a entrega das primícias (primeiros frutos) por meio de Moisés:

“As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à Casa do Senhor, teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.” (Êx 34.26)
A Tradução Brasileira (SBB), ao invés de traduzir “primícias dos primeiros frutos” neste versículo, optou por “as primeiras das primícias da tua terra”, pois duas palavras foram usadas juntamente, com a idéia de “primícias” e “primeiros frutos”.
De acordo com a Concordância de Strong, a primeira palavra usada no original hebraico é “re’shiyth”, que significa “primeiro, começo, melhor, principal; princípio; parte principal; parte selecionada”.
A segunda palavra usada no original hebraico é “bikkuwr”, que significa “primeiros frutos, as primícias da colheita e das frutas maduras que eram colhidas e oferecidas a Deus de acordo com o ritual do Pentecostes; o pão feito dos grãos novos de trigo oferecidos no Pentecostes; o dia das primícias (Pentecostes)”.
Vemos, portanto, que as primícias eram uma ordenança da Lei de Moisés. Porém, mesmo antes da instituição desta Lei, já percebemos o Senhor Deus trabalhando nos homens a compreensão da importância da entrega da oferta de primícias; vejamos a seguir alguns exemplos.

AS OFERTAS DE CAIM E ABEL
O diferencial encontrado nas ofertas de Caim e Abel está diretamente ligado à entrega das primícias. Muitas pessoas acreditam que o erro de Caim foi trazer uma oferta dos frutos da terra, ao invés de ofertar um cordeiro (uma tipologia do sacrifício de Cristo), mas eu não penso que este seja o verdadeiro problema.
A Lei das Primícias fazia com que cada um trouxesse os primeiros frutos do seu trabalho, e a Bíblia nos revela qual era o trabalho de cada um deles: Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador (Gn 4.2). Logo, as primícias de Caim teriam que ser do fruto da terra!
A Bíblia diz que Deus atentou na oferta de Abel, a oferta correta. E a primeira menção das primícias nas Escrituras é encontrada justamente nesta oferta:

“Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou.” (Gn 4.3-5a)
Por outro lado, note quando foi que Caim trouxe a sua oferta ao Senhor: “no fim de uns tempos”. Independentemente do que sejam estes tempos a que a Bíblia se refere (tempo de colheita, de ofertas, etc.), o fato é que Caim não honrou a Deus com os seus primeiros frutos. A entrega das primícias é uma forma de se reconhecer a Deus em primeiro lugar. Por outro lado, deixá-Lo para o fim significa não dar a Ele o primeiro lugar. E o Senhor não aceitou isto de Caim, assim como Ele não aceita isto de nós hoje.
Se Caim não soubesse a forma correta de se oferecer algo ao Senhor, ele não poderia ser culpado, mas ele sabia a forma correta de se ofertar. Vemos isto na conversa que Deus teve com ele, depois de rejeitar a sua oferta:

“Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” (Gn 4.5b-7)
O Senhor falou que Caim sabia que, se ele procedesse bem, seria aceito, e que se ele procedesse mal, o pecado estaria à sua porta. Abel procedeu bem, ao fazer de Deus o Primeiro e ao trazer as suas primícias, enquanto que Caim procedeu mal, ao deixar Deus por último, para o fim. Mas isto não foi algo que cada um deles houvesse feito acidentalmente, e sim por conhecerem o que Deus esperava deles.

SEMENTE DE BÊNÇÃOS
Na verdade, a entrega das primícias é uma semente que dá acesso às bênçãos de Deus. O Senhor fez uma promessa a Abraão e à sua descendência. Mas, como Paulo escreveu aos romanos, a forma de santificarmos o restante de alguma coisa, é santificando ao Senhor as suas primícias. Portanto, Deus, que Se move por Seus princípios, pediu a Abraão as primícias de sua descendência: Isaque. Depois, Ele passou a defender toda a descendência de Abraão como se todos fossem aquele primogênito entregue. Veja a mensagem que Deus deu para Moisés entregar ao Faraó egípcio:

“Dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.” (Êx 4.22,23)
Deus mandou Moisés dizer que Israel era Seu primogênito (fruto da consagração das primícias de Abraão), e que, se Faraó não o libertasse, então os primogênitos do Egito é que sofreriam. E foi o que aconteceu. Mas, num registro posterior, no Livro de Salmos, observe como é descrito o juízo divino sobre os primogênitos egípcios:

“Feriu todos os primogênitos no Egito, primícias da força deles nas tendas de Cão.” (Sl 78.51 – Tradução Brasileira)
“Também feriu de morte a todos os primogênitos da sua terra, as primícias do seu vigor.” (Sl 105.36)
Em ambos os casos eles são chamados de “as primícias” dos egípcios. Isto faz com que entendamos a mensagem de Moisés a Faraó em Êxodo 4.22,23 da seguinte maneira: “Assim diz o Senhor: Israel é o Meu primogênito, as primícias consagradas de Meu servo Abraão. Liberta-o para que Me sirva, senão Eu julgarei os teus primogênitos, primícias da tua força”.
A prática da Lei das Primícias (ou a falta dela) sempre traz consequências espirituais. Honrar ao Senhor com a entrega das primícias traz bênçãos, mas brincar com Deus no tocante a isto gera juízo!

A COMPRA DOS PRIMOGÊNITOS ISRAELITAS
Deus ordenou aos israelitas a consagração de todos os primogênitos:

“E disse o Senhor a Moisés: Consagre a mim todos os primogênitos. O primeiro filho israelita me pertence, não somente entre os homens, mas também entre os animais.” (Êx 13.1,2 – NVI)
E Ele explicou a razão disto:

“Depois que o Senhor os fizer entrar na terra dos cananeus e entregá-la a vocês, como jurou a vocês e aos seus antepassados, separem para o Senhor o primeiro nascido de todo ventre. Todos os primeiros machos dos seus rebanhos pertencem ao Senhor. Resgatem com um cordeiro toda primeira cria dos jumentos, mas se não quiserem resgatá-la, quebrem-lhe o pescoço. Resgatem também todo primogênito entre os seus filhos. No futuro, quando os seus filhos lhes perguntarem: Que significa isto?, digam-lhes: Com mão poderosa o Senhor nos tirou do Egito, da terra da escravidão. Quando o faraó resistiu e recusou deixar-nos sair, o Senhor matou todos os primogênitos do Egito, tanto os de homens como os de animais. Por isso sacrificamos ao Senhor os primeiros machos de todo ventre e resgatamos os nossos primogênitos.” (Êx 13.11-15 – NVI)
Além de ensinar-lhes um princípio, o Senhor também estava Se movendo de acordo com um direito legal. Na verdade, quando Deus protegeu e guardou os primogênitos dos filhos de Israel, Ele os comprou. Usando a linguagem bíblica, podemos dizer que o Senhor os resgatou e Se fez Dono deles. Daí em diante, todo primogênito era d’Ele, e a consagração ao Senhor era o meio de se reconhecer isto.
Para poder ficar com os seus filhos, os pais deveriam resgatá-los por meio de ofertas. Mas, ao consagrarem o primogênito, estavam santificando a Deus o restante de sua descendência.

CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS
O melhor ensino que já encontrei sobre a questão das primícias foi no livro “Quando Deus é Primeiro” (editado em português pela Willën Books) do pastor Mike Hayes. A sua leitura ampliou o meu horizonte acerca das primícias, e eu o recomendo de coração. Ele me abriu os olhos para o que foi de fato o pecado cometido por Acã em Jericó.
Jericó era a primeira cidade a ser conquistada em Canaã. Portanto, de acordo com a Lei das Primícias, o despojo de guerra não era deles, e sim do Senhor:

“Tão-somente guardai-vos das coisas condenadas, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais. Porém toda prata, e ouro, e utensílios de bronze e de ferro são consagrados ao Senhor; irão para o seu tesouro.” (Js 6.18,19)
Os israelitas estavam proibidos de se apropriarem de qualquer coisa em Jericó. Os tesouros deveriam ir para o Templo, e as demais coisas (chamadas de coisas condenadas) deveriam ser destruídas.
A Concordância de Strong mostra que a palavra hebraica traduzida aqui como “condenadas” é “cherem”, que significa: “uma coisa devotada, uma coisa dedicada, proibição, devoção, algo que foi completamente destruído ou designado para destruição total”. Ela tem como raiz a palavra hebraica “charam”, que por sua vez quer dizer: “consagrar, devotar, dedicar para destruição”.
Algumas traduções bíblicas, como a Versão Corrigida de Almeida, traduzem esta palavra como “anátema”, dando a entender que a razão pela qual os bens de Jericó não poderiam ser possuídos era o fato de serem amaldiçoados. A definição bíblica, no entanto, era a de algo consagrado à destruição. Isto poderia trazer maldição, pela quebra de um princípio, mas não era uma coisa maldita em si mesma. Assim como o primogênito da jumenta, que não podia ser sacrificado e tinha que ser resgatado ou desnucado, assim também Deus especificou o que Ele queria que fosse dedicado a Ele e o que Ele queria que fosse destruído. O importante não era a descoberta de um uso para aquelas coisas, e sim não tocar no que era sagrado: as primícias do Senhor. E o exército de Israel obedeceu a ordem que lhes foi dada:

“Porém a cidade e tudo quanto havia nela, queimaram-no; tão-somente a prata, o ouro e os utensílios de bronze e de ferro deram para o tesouro da Casa do Senhor.” (Js 6.24)
Um soldado, no entanto, desobedeceu a ordem que o Senhor havia dado:

“Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel.” (Js 7.1)
A consequência da quebra deste princípio foi que a bênção para as demais conquistas foi retirada de sobre Israel. Eles foram derrotados na próxima batalha, que exigia muito pouco deles, pois a Lei das Primícias não havia sido obedecida.
Quando santificamos as primícias de alguma coisa ao Senhor, também santificamos o restante daquilo de que foi tirada. Portanto, inversamente, quando roubamos a Deus nos primeiros frutos, também perdemos a Sua bênção no restante!
Este princípio funciona em todas as áreas. Ao separarmos um tempo pela manhã para buscarmos a Deus e oferecermos em nosso devocional as primícias do nosso dia, também estamos santificando o seu restante ao Senhor. Quando separamos as primícias da nossa renda, também estamos santificando o restante da nossa renda a Deus!

O PRIMEIRO DIA

“Disse mais Jeová a Moisés: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra que eu vos hei de dar, e comerdes as suas searas, trareis ao sacerdote um molho das primícias da vossa seara. Ele moverá o molho diante de Jeová, para que seja aceito a vosso favor; no dia depois do sábado o moverá.” (Lv 23.9-11 – Tradução Brasileira)
A entrega do molho das primícias ao sacerdote tinha um dia certo para ser feita. A Tradução Brasileira diz: “no dia depois do sábado”. A Versão Atualizada de Almeida usa o termo “no dia imediato ao sábado”, e a Versão Corrigida de Almeida diz: “ao seguinte dia do sábado”.
Todas estas frases são claras e apontam para um dia certo: o domingo. Não creio que este princípio santifique o domingo, como o fazia com o sábado no Antigo Testamento, mas ele revela que a entrega dos primeiros frutos deve ser feita no primeiro dia da semana.
Por que é importante observarmos isto? Porque temos que dimensionar qual é a aplicação prática da simbologia deste princípio hoje. E, referindo-se à simbologia da Lei das Primícias, o apóstolo Paulo declara aos coríntios um fato importante acerca da ressurreição de Jesus:

“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (1 Co 15.20)
A ressurreição de Jesus Cristo é vista como um cumprimento da tipologia das primícias, e aconteceu no dia depois do sábado (Mt 28.1).
Porém, cinquenta dias depois desta oferta de primícias, era necessário que uma nova celebração fosse feita ao Senhor, a qual também caía num domingo, depois de sete sábados da entrega da primeira oferta de primícias.

“Depois, para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, oferecereis nova oferta de manjares ao Senhor.” (Lv 23.15,16 – ARC)
Este era o significado da Festa de “Pentecostes” (que significa “cinquenta”), a qual era celebrada cinquenta dias depois da entrega dos primeiros frutos. Esta festa, mesmo sendo celebrada depois de sete semanas, ainda era uma extensão da festa das primícias (Lv 23.17). E isto também aparece no cumprimento da tipologia do Antigo Testamento no Novo Testamento:

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” (At 2.1-4)
A Igreja recebeu o selo da aprovação divina numa festa que era uma extensão da celebração das primícias. Esta é a razão pela qual também passamos a ser chamados de primícias para o Senhor.

“Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tg 1.18)
Portanto, a aplicação da Lei das Primícias não é somente financeira, ou literal, mas também simbólica, pois somos chamados de “primícias”.
E qual é a relação que o Novo Testamento faz entre as nossas contribuições e esta figura?
Paulo escreveu aos coríntios, fazendo uma destas aplicações simbólicas quanto às ofertas:

“Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.” (1 Co 16.1,2)
A orientação apostólica do dia específico para esta contribuição continua sendo o dia seguinte ao sábado: o domingo. Parece-me que a idéia das primícias abordada no Novo Testamento não se prende tanto ao fato de ser o ganho do primeiro dia ou o primeiro décimo da renda que está sendo entregue. O que precisa ser destacado é que eles separavam a parte de Deus no primeiro dia da semana. Ou seja, eles a entregavam em caráter de primazia.
O que aprendemos com isto é que não importa tanto se é o ganho do primeiro dia dado à parte, ou se são os dízimos e ofertas entregues em caráter de primazia. O mais importante é darmos primeiro a parte de Deus, antes de gastarmos com as outras coisas. Ao falar sobre a entrega das primícias, o Senhor instruiu claramente aos israelitas:

“Não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta ao vosso Deus; é estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas.” (Lv 23.14)
Ninguém comia do fruto do seu trabalho antes de entregar os primeiros frutos ao Senhor. Creio que os dízimos e as ofertas devem ser o item “número um” no plano de contas do nosso orçamento. Além de ser dados primeiro, eles devem refletir o fato de que Deus vem em primeiro lugar. Este é o ponto mais importante. Por outro lado, ofertar o ganho do primeiro dia do mês também pode ser uma forma de se observar esta lei bíblica. Quando honramos ao Senhor com as primícias da nossa renda, Ele também nos honra em nossas finanças. Por outro lado, quando pensamos somente em nós mesmos, e não nos preocupamos com as coisas do Senhor, também ferimos a Sua primazia e perdemos as Suas bênçãos.
É o que ocorreu nos dias de Ageu, quando ele profetizou que o povo israelita só se preocupava com as suas casas, enquanto a Casa do Senhor estava em ruínas. E justamente por colocarem-se a si mesmos em primeiro lugar e deixarem a Deus por último é que eles perderam as bênçãos divinas.

COMO ENTREGAR AS PRIMÍCIAS HOJE
O assunto das primícias tem sido resgatado e restaurado recentemente (apesar de ser encontrado na “Didaquê” – um dos documentos mais antigos da História da Igreja, uma espécie de catecismo da Igreja do Primeiro Século). Eu mesmo nunca havia sido exposto a nenhum ensino sobre o assunto até alguns anos atrás, apesar de eu haver sido criado num lar cristão. Portanto, creio que ainda precisamos amadurecer na compreensão e aplicação prática deste princípio. Em função disto, eu gostaria de apresentar alguns conselhos (e não dogmas) sobre como podemos proceder para honrarmos ao Senhor com as primícias da nossa renda.
Alguns pregadores fazem uma distinção entre as primícias e os dízimos (e de fato era assim no Antigo Testamento) e ensinam o cristão a, além de entregar os seus dízimos, a também doar o equivalente ao ganho do seu primeiro dia de trabalho do mês. Uma vez que vivemos numa cultura de trabalho diferente, onde a maioria das pessoas não extrai os frutos da terra ou do gado para separar as primícias, como era feito na Antiga Aliança, estes pregadores nos aconselham a dividirmos o salário (que é um ganho mensal) em 1/30 avos, e entregarmos o ganho equivalente ao primeiro dia de trabalho do mês. Esta, acreditam eles, seria a forma contemporânea de se praticar este princípio.
Outros pregadores ensinam a prática das primícias na própria entrega dos dízimos e ofertas. Eles acreditam que os dízimos (e ofertas) devem ser entregues em caráter de primazia, ou seja, como sendo os primeiros frutos. A primazia, segundo estes pregadores, é determinada pelo fato de não gastarmos nada antes de dizimarmos.
Embora eu tenha sido ensinado desde criança que a oferta das primícias significa darmos a primazia a Deus na entrega dos dízimos e ofertas (como sendo os primeiros frutos porque os entregamos antes de gastarmos com outras coisas), e embora eu ainda veja muitas pessoas sendo abençoadas ao caminharem de acordo com este nível de entendimento, penso que podemos ir além e fazer algo mais na prática desta poderosa lei bíblica.
À luz do ensino do Novo Testamento, não consigo (nem ouso) afirmar que a entrega das primícias tenha que ser, necessariamente, uma contribuição a mais, além dos dízimos e demais ofertas. E eu não quero afirmar, em hipótese alguma, que a visão de contribuirmos, dando a Deus a primazia, não cumpra a Lei das Primícias. Por outro lado, não vejo nada nas Escrituras que nos impeça de agirmos assim. Não há nenhum princípio bíblico que venha a ser quebrado se assim procedermos! Portanto, com a devida consciência do ensino bíblico que diz: “A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus” (Rm 14.22), e sem impor isto como um mandamento ou obrigação sobre outros, pergunto:
Por que não entregarmos as nossas primícias como mais uma forma distinta de contribuição?
No Antigo Testamento, os dízimos e as primícias eram duas contribuições bem distintas e complementares. Os cristãos do Primeiro Século, segundo a Didaquê, entregavam as suas ofertas de primícias (normalmente aos profetas ou líderes cristãos), embora estivessem vivendo sob a Nova Aliança. Os sacerdotes da Antiga Aliança eram sustentados pelos dízimos, porém eram honrados com as primícias. O Novo Testamento fala deste sustento dos ministros por meio de salários (2 Co 11.8; 1 Tm 5.17), mas nos instrui a procedermos com outras formas de honra aos que nos ministram a Palavra de Deus (Gl 6.6).
O fato de não podermos impor a oferta de primícias não significa que não podemos praticar este princípio! Em nossa igreja local, não ensinamos isto como uma imposição a ninguém, mas eu mesmo pratico este princípio e dou total liberdade (e incentivo) a quem quiser praticá-lo também. Contudo, uma vez que não vivemos nos dias da Antiga Aliança e não temos que seguir literalmente a Lei Mosaica, como aplicamos hoje a entrega das primícias?
No Antigo Testamento, as primícias envolviam a entrega dos primeiros frutos da colheita (que ocorria num intervalo de alguns meses), dos primogênitos dos animais (que ocorria uma vez na vida de cada animal), e dos primogênitos dos homens (que deveriam ser resgatados). Isto não significava uma contribuição substancial, a ponto de se garantir a sobrevivência dos sacerdotes, mas era apenas mais uma expressão de honra que Deus permitiu que Lhe oferecêssemos. E é com este entendimento que praticamos a entrega das primícias.

O PRIMEIRO DIA DE SALÁRIO
A nossa cultura atual, como já afirmamos, já não tem muito a ver com o cultivo da terra e com animais, como nos dias antigos. Porém, uma vez que fazemos parte de uma geração de cultura mensalista em seus recebimentos salariais, vários pregadores nos aconselham a ofertarmos como primícias o equivalente ao primeiro dia de trabalho do mês (dividindo-se o nosso salário por trinta e entregando-o como primícias). No entanto, é aqui que surge uma divergência entre alguns doutrinadores. Esta divergência advém principalmente do fato de que, excetuando-se o trabalhador assalariado (que sabe antecipadamente o quanto ganhará), a maioria dos profissionais liberais, autônomos, comerciantes, vendedores e muitos outros trabalhadores sem salário fixo, precisa primeiramente fechar um balanço (semanal ou mensal) para saber o quanto ganhou, e somente então apurar o valor das primícias e dos dízimos a ser entregue. Isto significaria uma oferta feita na parte final do processo, e não mais com o caráter de primazia!
Como, antigamente, ninguém poderia comer dos grãos da colheita antes da entrega da oferta de primícias (Lv 23.14), aconselhamos, no caso dos trabalhadores que não têm renda fixa, a entrega do primeiro ganho do mês (o lucro da primeira comissão, por exemplo). Neste caso, a entrega do valor referente ao ganho real do primeiro dia de trabalho poderia ser feita antes de se apurar o balanço final de ganhos (e de se comer dos frutos do trabalho). Quanto aos dízimos, eles poderiam ser entregues depois desta apuração de lucros.

ONDE DEVEMOS ENTREGAR NOSSAS PRIMÍCIAS?
Muitos me perguntam onde eles deveriam entregar as suas ofertas de primícias. Sugiro que o façam em terra fértil, que pode ser Igrejas, Ministérios, Pessoas ou causas.
Alguns dizem que as primícias devem ser entregues ao sacerdote. Isto era um fato na Antiga Aliança, mas, naquela época, os sacerdotes também recebiam diretamente para si os dízimos, porém isto não ocorre no Novo Testamento! Portanto, prefiro ser honesto e não “enlatar” a doutrina sem uma clareza bíblica. Não vejo uma base bíblica para dizermos que as primícias só podem ser entregues aos sacerdotes (os ministros). Por outro lado, também não vejo problema algum se isto for feito desta forma, uma vez que a Bíblia ensina este tipo de honra (embora sem necessariamente relacioná-lo com as primícias). Eu só não quero criar regras que não são claras no Novo Testamento.

O melhor de tudo é sempre antes de qualquer coisa, ore a Deus para que ele te der entendimento para você fazer a melhor obra na hora de entregar as suas Primícias.

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