quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Deus tem o melhor (Creia)


Mensagem evangélica para quem perdeu a mãe - Mensagem da Palavra de Deus

Hoje, você está triste e sentindo o forte e doloroso sentimento de ter perdido a sua querida mãe. Infelizmente vivemos num mundo de pecado onde temos que passar por essa difícil e dura etapa da morte.

Hoje você está abatido/a e sofrendo muito. A sua mãe já não está mais ao seu lado. Um tempo de luto, de choro e de aceitação se faz necessário para poder colocar para fora toda essa angústia de vivenciar a morte. Jamais nos acostumaremos com a morte, pois não fomos criados para morrer. No coração do se humano existe um buraco do tamanho da eternidade. Um buraco do tamanho do nosso Deus. Um buraco que somente Ele pode preencher. Nada mais.

Não fique triste demasiadamente. Não se entregue a depressão. Aquilo que, hoje, você considera como perda é na verdade mais uma etapa que todos nós temos que passar. Você só vai ficar distante por um tempo maior do que o de costume. É como se a sua mãe fizesse uma viagem muito longa. E de fato é assim mesmo.

Saiba que todos aqueles nossos queridos que já partiram dessa vida, agora, estão todos dormindo nos braços do Senhor Jesus Cristo. Você pode estranhar:

Dormindo! Como assim? O Senhor Jesus Cristo nos ensinou:

E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.

João 11:11

O Senhor Jesus nos mostrou o que acontece quando alguém parte deste mundo. A pessoa agora passa a dormir o sono da morte. Para o nosso espírito, a morte é apenas um descanso. É um tempo de transição que, para nós, parece demorar uma eternidade, mas no mundo espiritual não é assim. A nossa vida diante de Deus é apenas um sopro ou um simples vapor que sobe e logo se dissipa pelos ares:

3 Tu reduzes o homem ao pó, e dizes: Voltai, filhos dos homens!

4 Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite.

5 Tu os levas como por uma torrente; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce;

6 de manhã cresce e floresce; à tarde corta-se e seca.

Salmo 90:3 a 6

O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa. - Salmo 144:4

No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. -Tiago 4:14

Existe outra palavra de Deus que também nos ensina sobre essa desconhecida e misteriosa etapa das nossas vidas:

Os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Eclesiastes 9:5 a 6

Alegre-se! A sua querida mamãe já não sofrem mais. Ela não têm mais desespero, ela não tem mais medo e ela descansa tranquilamente nos braços amorosos do Senhor Jesus Cristo. Quando chegar o grande momento da nossa existência espiritual, a nossa ressurreição, ela havera de ressuscitar para a vida eterna por causa da volta Gloriosa do nosso Senhor Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo nos ensinou:

A vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. - Colossenses 3:3 a 4

Por isso o Senhor Jesus Cristo nos disse:

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

João 14:1

Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; - João 11:25

Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. - João 6:40

Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. - João 6:44

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. - João 6:54

Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. - João 14:2

Queridos! Não devemos ficar tristes com a morte de alguém que muito amamos, pois estas pessoas não estão sofrendo e muito menos estão tristes. Com certeza elas estão muito melhores que nós, pois já não vivem nesse mundo de pecado e já estão preparadas para se encontrarem com o Senhor da Glória que na sua volta levará todos os seus filhos para Nova Jerusalém a Cidade Eterna na qual não há dor, sofrimento, mentira, pecado, doença e nem morte. 

Na Cidade Eterna não há nem mesmo o nosso tão querido sol, pois a Glória do nosso Deus é quem vai nos aquecer e nos iluminar. Isso não é maravilhoso. É lá que os nossos amados irão estar. Nós, em breve, voltaremos a nos encontrar com eles. Por isso não devemos ficar tristes por que os nossos amados foram na nossa frente. Com certeza, quando o Senhor Jesus nos levar para lá, eles haverão de estar lá também e, novamente voltaremos a nos falar, abraçar  e beijar. Portanto! espere em Deus. Aguente firme porque na Nova Jerusalém a grande felicidade voltará de maneira extraordinária a inundar todos os nossos corações Amém!

Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. -Apocalipse 21: 4 a 7

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. - João 14:27

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

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É DE DEUS



1 Samuel 17:12-32 - Davi se revolta com a covardia dos israelitas e com a petulância de Golias

Davi se revolta com a covardia dos israelitas e com a petulância de Golias!


1 Samuel 17:12-32

Davi era filho de Jessé, do povoado de Efrata, que ficava perto de Belém de Judá.

Jessé tinha oito filhos.

No tempo em que Saul era rei, Jessé já estava bem idoso.

Os seus três filhos mais velhos tinham ido com Saul para a guerra.

O primeiro se chamava Eliabe, o segundo, Abinadabe, e o terceiro, Siméia.

Davi era o filho caçula.

Enquanto os seus três irmãos mais velhos ficavam com Saul, Davi ia ao acampamento de Saul e voltava a Belém para tomar conta das ovelhas do seu pai.  

Enquanto isso, os israelitas estavam em seu acampamento, apavorados com a proposta de Golias.

Durante quarenta dias Golias desafiou o exército israelita.

Todas as manhãs ele vinha até a borda oposta do vale, cruzava os braços sobre o tórax enorme, e bradava seus insultos.

Ao final, repetia a proposta: os israelitas deveriam escolher um homem para lutar contra ele, e neste combate estariam decididos à guerra e o destino de ambas as nações.

Um dia, preocupado com essa situação, Jessé chamou Davi, entregou a ele dez quilos de trigo torrado, dez pães e dez queijos, e disse ao filho:

_ Davi, estou preocupado com seus irmãos. Pegue dez quilos de trigo torrado e estes dez pães e vá depressa levar para os seus irmãos no acampamento. Leve também estes dez queijos ao comandante.

_ Mais alguma coisa meu pai?

_ Veja como os seus irmãos estão passando e traga uma prova de que você os viu e de que eles estão bem.

_ E onde eles estão agora?

_ Os seus irmãos, o rei Saul e todos os outros soldados israelitas estão no vale do Carvalho, lutando contra os filisteus.    
_ Pode deixar, pai.

Na manhã seguinte, Davi deixou um empregado tomando conta das ovelhas e foi para o Vale.

Ele chegou ao acampamento justamente na hora em que os israelitas, soltando o seu grito de guerra, estavam saindo a fim de se alinhar para a batalha.

O exército dos filisteus e o exército dos israelitas tomaram posição de combate, um de frente para o outro.

Davi deixou as coisas com o oficial encarregado da bagagem e correu para a frente de batalha.

Chegou perto dos seus irmãos e perguntou se estavam bem.

Enquanto isso os filisteus davam passagem para seu grande herói, Golias.

Enquanto Davi estava falando com eles, Golias avançou e desafiou os israelitas, como já havia feito antes.

E Davi escutou.

Bastou o gigante aparecer para todos os israelitas correrem para suas tendas.

Golias repetiu o desafio, e, quando Davi viu que todo Israel estava cheio de medo, e soube que a afronta do filisteu lhes era atirada dia após dia, sem que despertasse um campeão para silenciar o orgulhoso gigante, seu espírito se agitou dentro dele.

Inflamou-se de zelo para preservar a honra do Deus vivo, e o crédito de Seu povo.

Então Davi perguntou aos soldados que estavam perto dele:

_ O que ganhará o homem que matar esse filisteu e livrar Israel desta vergonha?

_ homem que derrotar Golias uma gorda recompensa e a mão de sua filha. Além disso, isentaria de impostos a família desse suposto homem valente.

_ Afinal de contas, quem é esse filisteu pagão para desafiar o exército do Deus vivo?

Eliabe, o irmão mais velho de Davi, ouviu-o conversando com os soldados. Então ficou zangado e disse:

_ Ô, moleque! Quem é que está tomando conta das suas ovelhas lá no deserto, hein? Seu convencido! Tá achando que é quem? Veio aqui só para ver a batalha, né? Moleque folgado!

_ Poxa meu irmão! Pega leve! Será que eu não posso nem fazer uma pergunta? Eu, hein…

Eliabe deu um deu de ombros e foi cuidar de sua vida.

Davi, por sua vez, saiu andando pelo acampamento, sondando aqui e ali para saber como seria recompensado o israelita que matasse Golias.

De todo mundo ouviu a mesma resposta, com uma ou outra variação.

De tanto ele perguntar, alguns soldados resolveram ir falar com Saul sobre o que acontecia:

_ Majestade, parece que há um rapaz aí no acampamento interessado na recompensa prometida a quem matar o gigante.

_ Ah, é? Que beleza, traga o tal rapaz aqui, quero falar com ele.

Os soldados saíram e voltaram trazendo Davi. Saul levou um susto:

_ Mas você, Davi? O que está fazendo aqui?

_ Seu Saul, eu acho uma vergonha o povo de Israel ter medo desse filisteu. Eu vou lutar com ele.




terça-feira, 28 de novembro de 2017

Mentiras e Enganos

Absalão (2 Samuel 13:13-37-15:12)

Introdução

Quem já perdeu um filho conhece a dor causada por isso. A morte é uma experiência muito dolorosa, mas há outras maneiras — ainda piores — de se perder um filho. No que diz respeito à sua família, Davi sofreu muitas perdas, especialmente com relação aos filhos. Primeiro ele perdeu a primeira criança nascida de Bate-Seba, a viúva de Urias (capítulo 12). Algum tempo depois, sua filha Tamar perdeu a virgindade em um estupro, estupro esse cometido por seu meio-irmão Amnom. Em seguida, Davi perdeu Amnom, devido à vingança de Absalão por causa do estupro de Tamar, sua irmã. A perda mais dolorosa de todas parece ter sido a de Amnom. Finalmente, Davi “perdeu” Absalão, morto pelas mãos de Joabe e seus servos; mas, na verdade, ele já havia “perdido” Absalão muito tempo antes. Ele o perdeu quando Absalão matou o irmão, Amnom, e fugiu para Gesur, onde seu avô, Talmai, pai de sua mãe, Maaca (2 Samuel 3:3), era rei e ofereceu-lhe refúgio. Tal perda nunca foi recuperada, embora Absalão tenha obtido permissão para voltar a Jerusalém e à presença do rei. Esse é o tipo de perda mais doloroso para um pai, pois sei que muitos de vocês passam por isso.
Tenho certeza de que quem teve esse tipo de perda também já experimentou o sentimento de culpa que muitas vezes a acompanha. À primeira vista, essa culpa parece ter sido acrescentada ao texto. Não parece que foi Davi quem provocou grande parte do seu próprio sofrimento? A perda de Absalão não seria consequência de suas falhas paternas? Não foi Davi quem, mesmo sabendo do estupro de Tamar e tendo ficado furioso por causa disso, não fez nada a respeito? Não foi ele quem deixou Absalão viver em Gesur e depois permitiu, com relutância, a sua volta, mas só o viu pessoalmente quando foi literalmente pressionado a isso? Absalão não é fruto de um lar fracassado?
Devo confessar que, a princípio, esta também era minha opinião. Eu estava a ponto de mostrar as falhas paternas de Davi e sugerir que elas provocaram a queda e, por enfim, a morte do seu filho, Absalão. Agora, porém, já não vejo as coisas dessa maneira. Não é que Davi não tenha pecado ou cometido erros, mas é evidente que a queda de Absalão é consequência do seu próprio pecado, das suas próprias escolhas. Em meio ao sofrimento e à dor causados pela “perda” de Absalão, acredito que Deus esteja graciosamente ensinando Davi, levando-o para mais perto de Si e tornando-o um homem cada vez mais segundo o Seu próprio coração. A história é cheia de intriga e tristeza, mas, conforme lemos essa narrativa inspirada da Palavra de Deus, encontramos muita paz e consolação.
Pano De Fundo
A história começa muito antes do nosso texto. Em 1 Samuel 8, os líderes de Israel confrontaram Samuel e exigiram a designação de um rei para governá-los. Essa exigência desagradou tremendamente a Samuel e a Deus, pois o coração do povo não era reto diante do Senhor. Sob orientação divina, Samuel advertiu o povo sobre o alto custo de ter um rei (capítulo 8). Pouco depois, ele os repreendeu por causa de seus pecados, relembrando-os da fidelidade de Deus no cumprimento das Suas promessas, levando-os àquela terra e dando-lhes sua possessão (capítulo 12). Deus deixou bem claro, por meio de Samuel, que um rei não iria, e não poderia, salvá-los; sempre fora Ele quem salvara Seu povo e quem continuaria a salvá-lo. Se o povo e seu rei confiassem em Deus e O obedecessem, Ele continuaria a livrá-los e abençoá-los. Se não, “pereceriam, tanto eles como o seu rei” (1 Samuel 12:25b).
Saul foi escolhido e designado por Deus para ser o primeiro rei de Israel. De modo geral, até que ele se saiu bem em seu trabalho (1 Samuel 14:47-48). Em algumas áreas, ele foi até melhor que Davi. Até onde sabemos, ele não multiplicou para si esposas, cavalos ou riquezas (ver Deuteronômio 17:14-20). Não há registro de que ele tenha cometido adultério como Davi. Ele realmente subjugou muitos inimigos de Israel. Seus grandes pecados foram aqueles decorrentes de sua rebeldia contra Deus: primeiro, por não esperar Samuel e acabar oferecendo ele mesmo os sacrifícios (1 Samuel 13); depois, por não aniquilar totalmente os amalequitas (1 Samuel 15); e então, por pedir orientação a uma médium e não a Deus (1 Samuel 28).
Davi foi um grande rei e um homem segundo o coração de Deus. O pecado relacionado a Urias e Bate-Seba foi exceção à regra, mas foi um pecado monumental (1 Reis 15:5). A chave para a compreensão do que acontece em nosso texto é a acusação feita por Natã a Davi:
“Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul; dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e de Judá; e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas. Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mau perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amnom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o SENHOR: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol.” (2 Samuel 12:7-12)
Todo poder, todas riquezas e toda glória de Davi lhe foram dados por Deus. Sua prosperidade não foi fruto da sua grandeza, mas da graça de Deus. Deus lhe disse que, se ele pedisse, Ele lhe daria “muito mais”. Davi queria mais, mas em vez de obedecer a Deus e pedir-Lhe, ele tomou Bate-Sabe, a esposa de Urias, ao qual depois matou. Deus graciosamente “removeu” o pecado de Davi, para que ele não tivesse de morrer, como requerido pela lei. Todavia, houve algumas consequências. A primeira foi a morte de seu primeiro filho com Bate-Seba (2 Samuel 12:14-23). A segunda foi o estupro de Tamar, sua filha, por seu próprio filho (e meio-irmão de Tamar, Amnom; 2 Samuel 13:1-19). A consequência seguinte foi a morte de Amnom pelas mãos (ou melhor, pela ordem) de Absalão, filho de Davi e irmão de Tamar (2 Samuel 13:20-36). Por conseguinte, Davi perdeu outro filho, Absalão, o qual teve de fugir de Israel e procurar refúgio em Gesur, lugar governado por seu avô, Talmai (2 Samuel 13:37). Absalão ainda não estava literalmente morto, mas certamente estava perdido para Davi e, para todos os efeitos, continuaria assim até sua morte, inclusive, pelas mãos de Joabe (2 Samuel 18).
O objetivo desta mensagem é enfocar Absalão, seu caráter e sua rebelião contra o pai, e também a maneira como Deus o usou para disciplinar Davi e atraí-lo para mais perto de Si mesmo. Para tanto, precisamos voltar ao capítulo 13, onde vislumbramos pela primeira vez o caráter de Absalão.
Absalão, Amnom E Davi, E O Estupro De Tamar (13:1-36)
Já estudamos este texto na mensagem anterior, por isso não vou repassar novamente os detalhes. O que desejo fazer agora é mostrar os primeiros sinais de insubordinação de Absalão (contra Deus e Davi), e o início do rompimento entre pai e filho.
Sabemos que Amnom, auxiliado por Jonadabe, fez um mal tremendo à sua família, especialmente à sua irmã. Ele enganou Davi, para que este desse ordens a Tamar para servir-lhe “café na cama”. Ele violentou a irmã e depois se recusou a fazer a coisa certa, casando-se com ela. Mas ele não foi o único a enganar o pai. Absalão fez a mesma coisa.
O que me perturba muito nesse texto são estas palavras sobre Davi:
“Ouvindo o rei Davi todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.” (1 Samuel 13:21)
Fico me perguntando como ele pôde ficar tão irado com Amnom e mesmo assim não ter feito nada. Acho que agora estou entendendo. As palavras do verso 21 vêm não só depois da narrativa do pecado de Amnom, mas também da interferência de Absalão:
“Absalão, seu irmão, lhe disse: Esteve Amnom, teu irmão, contigo? Ora, pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Não se angustie o teu coração por isso. Assim ficou Tamar e esteve desolada em casa de Absalão, seu irmão.” (2 Samuel 13:20)
Vamos voltar um pouco para refletir sobre como a justiça bíblica teria visto o caso do estupro de Tamar. Poderíamos pensar que Amnom, como Davi, merecia a pena de morte. Mas não era o caso, pois Davi adulterou com uma mulher casada; Amnom violentou uma virgem. A lei era bem clara quanto à pena para esses casos:
“Se alguém seduzir qualquer virgem que não estava desposada e se deitar com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher. Se o pai dela definitivamente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme o dote das virgens.” (Êxodo 22:16-17)
“Se um homem achar moça virgem, que não está desposada, e a pegar, e se deitar com ela, e forem apanhados, então, o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e, uma vez que a humilhou, lhe será por mulher; não poderá mandá-la embora durante a sua vida.” (Deuteronômio 22:28-29)
Tamar suplicou a Amnom que pedisse a Davi para dá-la a ele como esposa, mas Amnom não quis. No mínimo, ele deveria ter se casado com ela depois de tê-la violentado. Isso, na verdade, era o que a lei prescrevia. Somente a recusa de Davi teria impedido o casamento1. Por que, então, isso não aconteceu? Por que Amnom não se casou com Tamar? Pela história, fica bem claro que ele não queria mais nada com ela. Mas somente isso não teria impedido o casamento, pois Amnom não tinha escolha. O que o impediu de se casar com Tamar foi a interferência de Absalão, irmão dela.
Pelo texto, fica claro para mim que Absalão tinha em mente uma punição bem diferente:
“Mas Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, respondeu e disse: Não pense o meu senhor que mataram a todos os jovens, filhos do rei, porque só morreu Amnom; pois assim já o revelavam as feições de Absalão, desde o dia em que sua irmã Tamar foi forçada por Amnom.” (2 Samuel 13:32)
Absalão odiava o meio-irmão pelo que ele tinha feito com Tamar, sua irmã. Ele não tinha nenhuma intenção de permitir ao rapaz se safar com tanta facilidade quanto a lei teria permitido. Desde o dia em que Tamar fora violentada, Absalão pretendia matar Amnom. Era só uma questão de tempo e oportunidade. Foi por isso que ele agiu como está registrado no verso 20. Ele disse à irmã para se calar e manter o assunto em família. Em outras palavras, ela não devia acusar Amnom. Em linguagem jurídica atual, ela não devia prestar queixa. Ela devia deixar o assunto com Absalão. Além disso, ele a levou para a casa dele, onde ela permaneceria desolada pelo resto da vida2.
O comportamento de Absalão preparava o terreno para o assassinato de Amnom. Sua conduta impediu Tamar de se casar e ter filhos. E também impediu Davi de agir de acordo com a lei de Moisés. Não é de admirar que Davi tenha ficado tão irado quando ouviu todas aquelas coisas. Ele ficou furioso porque estava de mãos atadas para tratar do caso de Amnom. O estupro de Tamar era um rumor não consubstanciado. As mãos de Davi foram atadas por Absalão. Davi, creio eu, ficou furioso não só pelo que Amnom fez, mas também pela atitude de Absalão.
Mas as transgressões de Absalão não param por aqui. Após se passarem dois anos e surgir uma oportunidade para tirar a vida de Amnom, ele realiza seu intento, fazendo de Davi um cúmplice involuntário (embora um tanto relutante — como se pudesse sentir que algo não cheirava bem nas intenções de Absalão, mas sem saber exatamente o quê). Da mesma forma que Amnom enganou Davi, pedindo-lhe para mandar Tamar à sua cabeceira, Absalão também engana Davi, pedindo-lhe para mandar Amnom à sua fazenda.
Absalão, Joabe, A Mulher De Tecoa E O Retorno De Absalão (13:37 - 14:33)
A reação inicial de Davi, como era de se esperar, foi de tristeza pela morte de Amnom. Mas já que ele estava morto, Davi podia e queria seguir em frente. Como o autor do texto coloca, Davi “já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto” (13:39). O filho de Davi, Amnom, se fora; seu filho Absalão estava vivo, mas escondendo-se como fugitivo da justiça no reino de Gesur, governado por seu avô, Talmai (ver 2 Samuel 3:3). Davi amava Absalão e desejava poder vê-lo (ele sabia que Absalão não podia ir até ele, pois era um assassino condenado à morte se voltasse a Israel).
Joabe conhecia o desejo de Davi e bolou um plano para trazer Absalão de volta a Israel. De forma alguma quero dizer que os motivos de Joabe eram autênticos. Quero dizer que ele, como Absalão, parecia determinado a obstruir a justiça. Meu entendimento deste capítulo está, de alguma forma, relacionado à presunção de que as ações de Joabe não são muito confiáveis, por isso, permitam-me explicar como cheguei a essa conclusão.
Embora, possa parecer à primeira vista, a “história” contada pela mulher de Tecoa não é do mesmo tipo da história contada por Natã, a qual levou Davi ao arrependimento. Natã era profeta; a mulher de Tecoa, não. Natã foi enviado por Deus para falar com Davi; a mulher de Tecoa, por Joabe. A mulher parece temer Joabe e não estar muito disposta a fazer o que lhe foi pedido; Natã abordou Davi com confiança. A história da mulher não é real; a história de Natã, embora imaginária, retratou fielmente o pecado de Davi. A história de Natã terminou com uma acusação “Tu és o homem!” A historia da viúva não acusa Davi de pecado, mas de incoerência. Quando Natã acusou Davi, este prontamente reconheceu seu pecado; quando a viúva atinge o ponto principal do plano de Joabe, Davi cede a seu pedido com relutância. Joabe parece grato demais pelo consentimento de Davi, como se isso fosse um favor pessoal a ele, não a coisa certa a fazer.
Quando o encontro com a mulher de Tecoa chega ao fim, Davi parece suspeitar, com razão, que “tem caroço no angu”. O “caroço” é Joabe. Ao pressionar a mulher para lhe contar “toda a verdade e nada mais que a verdade” (que o plano foi de Joabe), ela diz a Davi que foi tudo ideia de Joabe e ela não queria levar o plano adiante. Ela parece suspirar de alívio quando a encenação termina. Ela diz que Joabe orquestrou tudo para “mudar a aparência das coisas” (verso 20). Isso não soa como se ela dissesse: “fiz tudo isso para o senhor fazer a coisa certa”?
As ações posteriores de Joabe (sem mencionar algumas anteriores, como o assassinato de Abner) parecem trair suas segundas intenções. O amor por Absalão aparentemente é o ponto fraco de Davi, o qual Joabe tenta explorar em benefício próprio. Quando Absalão se rebela contra o pai, mal se ouve falar de Joabe. Absalão faz de Amasa o comandante do exército de Israel (ou seja, do exército que decide segui-lo). Quando Davi luta contra ele e suas tropas, ao que tudo indica, Joabe não atua como comandante de todo o exército, mas apenas de um terço das forças de Davi (2 Samuel 18:2). Naturalmente, é Joabe quem mata Absalão, mesmo tendo ordens de Davi para “tratá-lo com brandura” (18:5; 11-15). Quando Davi reassume o trono, ele substitui Joabe por Amasa (19:13), mas Joabe acaba matando Amasa com o auxílio de seu irmão Abisai (20:8-10). Finalmente, quando Davi já está velho e Adonias tenta se afirmar como sucessor do trono em lugar de Salomão, Joabe se une a ele, o que lhe custa a vida (1 Reis 2:28-33).
Absalão cometeu assassinato e procurou asilo político em Gesur, com seu avô. Davi não estava errado por continuar a amar o filho e querer vê-lo. Mas não seria certo Davi perdoá-lo para ele poder voltar. Não seria certo nem mesmo Davi ir até Gesur para visitá-lo. Usando de artifício e artimanha, Joabe segue seus próprios interesses na tentativa de manipular Davi para trazer Absalão de volta a Israel.
A mulher da cidade de Tecoa procura Davi, pedindo seu auxílio. Quando ele lhe pergunta qual é o problema, ela lhe conta. Observar a troca de informações entre eles é como assistir a uma partida de tênis. Cada vez que a mulher “saca” uma pergunta, Davi responde, só para ela voltar com outra pergunta, até que, finalmente, ele assume um compromisso com ela. Tendo obtido a palavra do rei, ela então aplica o seu caso e a resposta dele ao problema de Davi e Absalão.
A mulher diz: — Sou uma viúva que tinha dois filhos. Eles brigaram entre si no campo, e não houve quem os apartasse.3 — Por isso, um matou o outro. Se não havia ninguém para apartá-los, também não havia nenhuma testemunha do ocorrido. A morte pode ter sido em defesa própria. É difícil presumir que tenha sido assassinato em primeiro grau (premeditado). Se o caso fosse levado aos portões da cidade de refúgio, era improvável que o filho sobrevivente fosse mandado para execução pelos vingadores do homem morto.
Davi responde: — Por que não vai para casa e me deixa pensar no assunto? Depois eu lhe mando a resposta.
A mulher tenta novamente: — Compreendo, ó rei, que este é um caso difícil e seria melhor o senhor não se envolver pessoalmente. Posso entender, por isso, vou seguir minha vida e continuar o que vinha fazendo (escondendo o filho sobrevivente), eu aguento! Serei a única culpada, mas o senhor será inocente.
Davi responde: — Ora, só minuto! Não estou dizendo que não vou fazer nada. Eu só queria pensar um pouco mais no assunto. Mas vou lhe dizer o que farei. Se alguém a importunar, é só me dizer e eu dou um jeito.
A mulher fala pela terceira vez: — Bem, é muita gentileza de vossa majestade. Mas não seria melhor e mais fácil se o rei fizesse logo um decreto, para não ter de lidar com cada pessoa que me importunasse? Se o senhor disser que ninguém pode fazer mal ao rapaz, ele ficará seguro e não vou mais ter de escondê-lo. E quando fizer o decreto, se for com juramento divino, as pessoas saberão que o senhor está falando sério (e provavelmente não voltará atrás).
Davi responde: — O. K. Você venceu, eis o decreto real: “Tão certo como vive o SENHOR, não há de cair no chão nem um só dos cabelos de teu filho.”
A mulher fala pela quarta vez: — Muito obrigada, ó rei, mas esse decreto não representará um problema para o senhor? Como pode legislar para proteger a vida do meu filho e não fazer o mesmo com o seu, Absalão? Todos sabem que um dia morrerão, mas Deus não tem prazer na morte. Ele procura formas de manter os homens vivos e fazer retornar aqueles que estão longe dEle. Por que o senhor não faz o mesmo, e tenta encontrar um meio de poupar a vida de Absalão e trazê-lo de volta a Israel?
Davi responde: — Êpa! De repente está começando a parecer que toda essa conversa tem mais a ver comigo e meu filho do que com você e o seu. Isso me parece coisa de Joabe. Diga-me a verdade: Ele está por trás disso, não está?
A mulher responde pela quinta vez: — Ó rei, quem pode vendar seus olhos? Sem dúvida eu não posso. O senhor é tão sábio que pode enxergar a verdade. Sim, Joabe está por trás de tudo. Eu realmente não queria fazer isso, mas fiquei com medo, principalmente dele. Ele fez tudo isso para mudar o aspecto das coisas, para que pareçam melhor.
Davi responde: — Tudo bem, Joabe4, vou atender seu pedido, feito com tanta artimanha por intermédio dessa mulher. Vá e traga de volta meu filho Absalão.
Estou pronto a admitir que esta é uma paráfrase bastante livre do diálogo entre Davi e a mulher de Tecoa; mas ela parece transmitir o sentido do que aparentemente ocorreu. Com muito cuidado, usando as palavras de Joabe, a mulher consegue fazer Davi assumir um compromisso com a segurança do seu filho. No fim, ele faz um decreto com juramento divino para que o rapaz não seja prejudicado. A mulher, então, apela para o precedente recém-estabelecido (o qual parece não poder ser alterado) e o pressiona a fazer o mesmo com seu próprio filho (cuja culpa é bem mais evidente).
Com relutância, Davi cede à pressão de Joabe. Ele lhe dá permissão para trazer Absalão de volta a Israel. Supõe-se que ele não deixará ninguém (nenhum vingador) tirar a vida de Absalão. Em determinado momento, porém, Davi pensa no que o filho fez e altera os planos. Absalão não deve retornar a Israel como um homem inocente, livre para ir e vir a seu bel-prazer. Ele deve ficar em “prisão domiciliar”, detido em Jerusalém e na sua própria casa5.
Talvez eu esteja vendo demais no texto, mas não haveria uma espécie de justiça poética nesta passagem, quando Davi detém Absalão em sua própria casa? Por um lado, Absalão ainda é um assassino não julgado. Mantê-lo “em isolamento” é uma forma bem prática de protegê-lo. É também uma maneira de mantê-lo fora de circulação. Afinal, aparentemente, foi a contragosto que Davi concordou com seu retorno. Mas também me lembro de que foi Absalão quem confinou sua irmã. Isolando Tamar na casa dele, ele a manteve calada. E também desolada. Tudo isso contribuiu para ele poder realizar o plano perverso de assassinar Amnom. Agora parece um tanto apropriado que o próprio Absalão fique detido no mesmo lugar onde sua irmã foi isolada pelo resto da vida.
Absalão tem uma grande coisa a seu favor. Sua aparência é excelente, sem um único defeito físico. O cabelo é seu ponto forte; e todos sabem disso. Ele tem três filhos e uma bela filha, o que também contribui para sua reputação. Ele é, por assim dizer, a princesa Diana daquela época. E Davi está se tornando o príncipe Charles, devido a uma conspiração cuidadosa e deliberada de Absalão. Mas falaremos disso mais tarde. Primeiro, vamos ver como Absalão obtém sua liberdade.
Ele ganha a liberdade após dois anos de prisão domiciliar. Ele está zangado e frustrado. Já que não pode sair de casa, ele convoca Joabe para ir até lá, mas é ignorado. Depois de tentar pela segunda vez uma audiência com Joabe, Absalão toma medidas drásticas. Ele manda seus servos atearem fogo ao campo de Joabe (pegado ao seu). É obvio que isso chama a atenção de Joabe! Rapidinho ele vai pedir satisfações a Absalão, mas, em vez disso, é Absalão quem lhe pede satisfação. Por que Absalão só pode ficar em sua casa? Se isso é tudo o que pode fazer, seria melhor ter ficado em Gesur, pois lá ele tinha liberdade. Absalão exige ver a face do rei.
É o que Absalão diz a seguir que me incomoda: “se há em mim alguma culpa, que me mate” (verso 32). Essas palavras nos soam um tanto familiares: “Dê-me a liberdade, ou a morte!”6 Mas, como ele pode falar desse jeito? Ele realmente acredita não ter culpa? Ele pensa não ser digno de morte? Pelo jeito, assim parece. Se for verdade, então, mais uma vez ele não demonstra nenhum respeito pela lei de Deus. Ele queria a pena de morte para Amnom, embora isso não fosse requerido pela lei. Ele pensa que a pena de morte é dura demais e não serve para ele, embora, segundo a lei, ele seja assassino. Eis um homem que não manifesta absolutamente nenhum arrependimento.
Rebaixando Davi Aos Olhos Do Povo (15:1-12)
Joabe, no entanto, leva a exigência ao rei, o qual cede e permite a Absalão entrar em sua presença. Davi o beija pensando que certamente isso irá colocar um ponto final na questão. Agora Absalão tem acesso ao rei e liberdade para ir aonde quiser. E quando ele vai, sem dúvida é em grande estilo. Ele compra uma carruagem, cavalos e 50 corredores para ir à sua frente (Com tantos guarda-costas, quem vai querer matá-lo?!).
Absalão teria sido um grande político. Pense bem, ele é exatamente isso! Todos os dias ele se posta na estrada de Jerusalém (fora da vista da cidade, e do seu pai, é claro!). Que visão deve ser! Um homem extremamente belo, com um cabelo de fazer inveja a qualquer mulher. Imagino que sua carruagem fique estacionada à vista de todos os transeuntes, junto com os 50 corredores. Cada efeito visual emana realeza e classe.
Absalão chama todos que passam por ali, perguntando-lhes de onde vêm e por quê. Ele saúda todo mundo de forma a se lembrarem dele. Imagine, por exemplo, que você está em uma rodovia e alguém faz sinal para seu carro parar ao lado de uma limusine estacionada. A porta se abre e o Vice-Presidente da República desce do veículo, travando conversa com você. Quando você tenta ser cerimonioso, ele o agarra firmemente pela mão e lhe dá um grande e forte abraço “sem-cerimônia”. Uau! Esse, sim, seria um encontro realmente inesquecível.
Mas ainda tem mais. Absalão não só procura parecer bonzinho, ele também faz Davi parecer muito mau. Ao saber de algum viajante se aproximando de Jerusalém em busca de justiça, ele diz sentir muitíssimo informá-lo de que o rei não tomou as providências necessárias para os casos de julgamento (isso, é claro, é mentira, pois acabamos de ver Davi ouvindo o caso da “viúva” e julgando a seu favor). Absalão diz à pessoa como isso o entristece, pois, pelo que sabe do caso, o julgamento seria favorável a ela. A causa seria ganha, não fosse o fato de Davi não ter designado ninguém para ouvi-la. Não é possível fazer justiça com Davi no trono. E assim, com muita habilidade, Absalão espalha que, se ele fosse juiz em Israel, faria as pessoas serem ouvidas, e julgaria a seu favor. Não se pode obter justiça com Davi, mas com ele, a coisa seria bem diferente.
Absalão não é apenas mentiroso (dizendo não haver ninguém para ouvir os casos), ele também é hipócrita. Exatamente qual tipo de “justiça” ele dispensaria? O mesmo “tipo” assegurada por ele a Amnom? O tipo recebido por sua própria irmã? O “tipo” dispensado por ele a si mesmo? Absalão não é amigo da justiça, nem dos oprimidos. Ele só leva as pessoas a pensar que é seu amigo. E isso funciona! Ele conquista o coração do povo. Agora ele está pronto para agir.
Após quatro anos7 menosprezando Davi e exaltando a si mesmo diante do povo, Absalão está pronto para agir. Seu plano é fazer sua estreia como rei no mesmo lugar onde Davi fez a sua, e onde ele mesmo nasceu, Hebrom (2 Samuel 3:2-3). Primeiro, ele tem de dar um jeito de chegar lá sem levantar suspeitas ou despertar a curiosidade de Davi. Ele conversa com o pai e conta-lhe que fez um voto enquanto estava em Gesur8. Ele votou que, se Deus lhe concedesse o privilégio de voltar a Israel, ele pagaria o voto em Hebrom. Agora, diz ele, é hora de cumpri-lo. Davi lhe dá permissão para ir. E o despede “em paz”. O que, com toda certeza, não vai resultar em “paz”.
Absalão leva consigo 200 homens de Jerusalém. Eles não fazem ideia do que ele tem em mente. No entanto, ele já tinha enviado mensagem às tribos de Israel dizendo que ao ressoar das trombetas deveriam declarar lealdade a ele, não a Davi. Além disso, ele também tinha dado um jeito de recrutar Aitofel, o gilonita, conselheiro de Davi. Aitofel tinha um dom excelente; seu conselho era extremamente sábio:
“O conselho que Aitofel dava, naqueles dias, era como resposta de Deus a uma consulta; tal era o conselho de Aitofel, tanto para Davi como para Absalão.” (2 Samuel 16:23)
A perda de Aitofel para Absalão é um grande golpe. É de admirar que alguém tão sábio possa se aliar a Absalão. Todavia, Deus fará uso de Aitofel. Deus usará seu conselho para cumprir a profecia (compare 2 Samuel 12:11-12 e 2 Samuel 16:20-22), e frustrará seu conselho para salvar Davi das mãos de Absalão (2 Samuel 17:1-4).
Conclusão
Como é triste ler essa história. O autor não omite nenhum detalhe. O “rastro de lágrimas” principia com o pecado de Davi a respeito de Urias e sua esposa, Bate-Seba. Ele começa com a agonia de sua alma, antes mesmo de ele se arrepender e confessar seu pecado (ver Salmo 32:3-4). Depois continua com a morte de seu primeiro filho com a esposa de Urias. Logo em seguida, sua própria filha (Tamar) é violentada por um de seus filhos, e então, esse filho (Amnom) é assassinado por outro filho (Absalão). Absalão foge para Gesur, e Davi sente saudades, mas sabe que não pode vê-lo. Daí, manipulado pelo engodo de Joabe, Davi se vê forçado a trazer Absalão de volta a Israel. Esta também não é uma experiência muito agradável. Quando Absalão consegue a liberdade, ele a usa para arruinar a reputação de Davi e melhorar sua posição diante do povo. A seguir vem a rebelião de Absalão, a divisão de Israel e, finalmente, a morte de Absalão pelas mãos de Joabe. Esse é, realmente, um rastro de lágrimas.
Em meio a tanto sofrimento e adversidade, preciso novamente ressaltar que Deus não está punindo Davi por seus pecados. Natã deixou bem claro a Davi que ele não seria submetido à pena de morte por causa disso, pois o “Senhor removera seu pecado” (2 Samuel 12:13). Eis um erro bastante comum entre os cristãos, ou seja, de que uma pessoa sofre por estar sendo punida por seus pecados. Os amigos de Jó acreditavam nisso e estavam sempre tentando fazê-lo se arrepender (ver Jó 4 e 5). Os discípulos de nosso Senhor presumiram que o cego de nascença fosse assim por causa do pecado de alguém (João 9:1-2). Há aqueles cujo sofrimento é resultado direto do seu pecado (ver Deuteronômio 28:15 e ss), mas nem sempre essa é a explicação para o sofrimento. Às vezes, o justo sofre simplesmente por ser justo (1 Pedro 4).
E também há vezes em que os santos sofrem por serem “filhos de Deus”, os quais estão sendo preparados para a glória (ver Hebreus 12). Até mesmo nosso Senhor sofreu a fim de ser preparado para Sua glória (ver Hebreus 2:10-18; 5:7-10; Filipenses 2:5-11). Não estou dizendo que o sofrimento de Davi não esteja relacionado a seu pecado. Estou dizendo que o sofrimento não foi punição, mas disciplina de Deus, a qual tinha o propósito de aproximá-lo do Senhor e desapegá-lo das coisas do mundo (compare 2 Coríntios 4:16-18).
Uma das coisas que Deus faz para disciplinar Davi é permitir que ele veja seu pecado de um ponto de vista diferente. Davi foi insensível quando tomou Bate-Seba, deitou-se com ela e matou seu marido. Ele usou (ou abusou) do seu poder como rei para pecar. Agora, Deus graciosamente permite que ele veja seu pecado de outra perspectiva. Davi não abusou do seu relacionamento com Deus, usando seu poder para correr atrás dos seus próprios interesses? Em nosso texto, Joabe parece fazer o mesmo. Amnom abusou do poder para tomar sua irmã, da mesma forma que acredito Davi fez com Bate-Seba. Absalão também abusou do poder, menosprezando Davi enquanto tentava conquistar seu trono. Davi não tentou enganar Saul sobre sua ausência? Agora Absalão também engana Davi sobre sua ida a Hebrom. Davi não tentou enganar Urias para encobrir seu pecado? Agora ele é enganado por Amnom, depois por Absalão, e então por Joabe e a mulher de Tecoa. Davi, o “filho” de Deus (ver 2 Samuel 7:8-17), não se rebelou contra Deus quando pecou? Agora, seu(s) filho(s) se rebela(m) contra ele. Davi não abusou do poder, oprimindo quem era impotente contra ele? Agora ele sente sua impotência quando Absalão frustra todas as oportunidades para ele exercer justiça para Tamar, Amnom e até mesmo para o povo de Israel (2 Samuel 15:2-6). Davi agora é capaz de ver seu pecado sob uma luz diferente, conforme ele é repetido por outras pessoas.
O texto tem muito a dizer sobre educação de filhos. Mesmo uma leitura superficial da Bíblia deixará claro que não há pais perfeitos. Até os homens e mulheres mais piedosos falharam como pais (pense em Eli, Samuel, Saul e agora Davi). Todos nós almejamos ser pais melhores diante de Deus. Não porque “bons pais” garantam filhos tementes a Deus, mas porque “bons pais” agradam a Deus. Devemos procurar ser bons pais porque é isso o que Deus requer de nós.
Quando nossos filhos errarem, e eles vão errar, não devemos nos envergonhar e ficar cheios de culpa, como se fôssemos os únicos responsáveis por seus erros. Veja os filhos de Davi estudados até aqui. Amnom era um rapaz desprezível, um tolo. Salomão será o homem mais sábio que já viveu. Adonias tentará usurpar o trono do irmão. Absalão perverteu o juízo, assassinou o irmão e se voltou contra o próprio pai. Estou certo de que, no caso de Absalão, as falhas de Davi afetaram seu filho de modo prejudicial. Assim dizendo, não creio que o texto tenha sido escrito para nos mostrar como Davi foi um mau pai, mas para nos mostrar como Absalão foi desobediente. Sua desobediência foi devido às suas próprias escolhas. E ela foi usada por Deus para disciplinar Davi, para torná-lo um homem mais segundo o Seu coração.
Por favor, não deixe esta mensagem ou este texto sentindo-se fracassado, dominado pela culpa, porque um de seus filhos de alguma forma está “perdido” para você. Os pecados cometidos por você realmente fazem parte da vida dele, mas ele, como Absalão, tem de decidir se quer ou não ter fé e obedecer. Se ele não crê, a culpa não é toda sua; talvez nem mesmo seja sua. Mas se você é cristão, então, eu lhe garanto que Deus usará até mesmo a rebelião do seu filho para lhe aperfeiçoar e levar-lhe a ter um relacionamento mais íntimo com Ele. Às vezes, nossos filhos são o nosso “deus”, e essa é uma das formas como Deus esclarece as nossas prioridades. No Antigo Testamento em especial, muitas vezes vejo as falhas familiares fazendo parte do grande plano de Deus para o Seu povo. Essas falhas não O impedem de realizar aquilo que Ele prometeu; e muitas vezes são os meios pelos quais Ele cumpre Suas promessas.
Creio haver uma lição sobre disciplina a ser aprendida neste texto; no caso, disciplina dentro da família. Davi queria restaurar seu relacionamento com o filho, Absalão. Ele sabia que não podia ignorar ou distorcer a lei para facilitar esse reencontro. Ele teve de ser enganado para permitir o retorno do filho, mesmo sabendo não ser o certo. Podemos considerá-lo frio e insensível por não permitir a Absalão ver sua face. Não concordo. Creio que ele entendia que reconciliação só pode vir depois de arrependimento, não antes. Ele ficou furioso, não só por Amnom ter violentado Tamar, mas também por Absalão ter obstruído a justiça e assassinado Amnom. Ele não podia se reconciliar com Absalão até este se arrepender, e até sua ira (de Davi) ser “propiciada” (termo teológico pomposo para aplacada ou satisfeita). Quando Joabe enganou Davi para ele permitir o retorno de Absalão, ele o faz de forma a não facilitar o arrependimento ou a reconciliação. Se temos de culpar alguém pelo pecado de Absalão (além do próprio Absalão, principal responsável), esse alguém é Joabe, não Davi, pois é ele quem promove a reconciliação sem arrependimento.
Isso me faz lembrar da história de José e seus irmãos. Os irmãos de José haviam cometido um grande pecado contra ele ao raptá-lo e vendê-lo como escravo. De acordo com a história, José amava seus irmãos, e desejava se reconciliar com eles. Mas ele não podia fazê-lo até que se arrependessem. Por isso, vemos a saga prolongada das duas viagens daqueles homens ao Egito, culminando no seu arrependimento sincero. Foi então que José revelou sua identidade. Eles se arrependeram e José os perdoou. Aí, sim, a reconciliação foi possível. Isso também era necessário ao relacionamento de Davi com Absalão, mas os esforços de Joabe só conseguiram atrapalhar a reconciliação, não facilitá-la.
Conheço muitos pais que estão tão desesperados para se relacionar bem com seus filhos que deixam de discipliná-los. E quando os filhos se rebelam, ficam tão ansiosos para tê-los de volta que os recebem de braços abertos, sem ter havido arrependimento; por isso, a reconciliação não pode ser verdadeira. O mesmo acontece na igreja. Para se ter verdadeira união na igreja, sincera comunhão entre os santos, é preciso, antes da reconciliação, existir repreensão, disciplina e arrependimento.
O filho de Davi, Absalão, também tem algo a nos ensinar. É uma lição sobre qual é, ou não, a verdadeira submissão. Ele parece ser um caso clássico de alguém que “cospe no prato em que come”. Ele não tem senso de dever para com o pai, e nem um pingo de gratidão. Mas, muito além disso, ele não tem absolutamente nenhuma submissão verdadeira a seu pai e rei. Como Satanás, ele se acha o “sucessor” do trono. Ele não se submete ao pai. Pelo contrário, ele usa sua posição e poder para enfraquecer a autoridade de Davi e dividir o reino. Pelas costas, ele fala mal do pai, fazendo-o parecer mau aos olhos dos outros. E tudo isso só para “se promover”.
Quantos de nós não fazemos a mesma coisa no serviço? Quantos não falam pelas costas do chefe com os colegas de trabalho? Quantos não tentam passar uma péssima imagem de seus superiores e uma boa imagem de si mesmos? Quantas esposas não minam a autoridade e a dignidade do marido diante dos filhos? Quantos maridos não fazem o mesmo com a esposa (falando mal dela para os filhos ou colegas, seja verdade ou invenção)? Quantas vezes não acontece o mesmo na igreja! Quem gosta de se exibir e aparecer não costuma lançar dúvidas sobre a capacidade dos líderes, sobre suas decisões e sobre sua liderança, enquanto alega que faria um trabalho bem melhor no lugar deles? Absalão é um alerta para todos nós sobre a submissão e o seu contraponto, a rebelião.
Finalmente, para concluir esta lição, gostaria de deixar algo para você pensar: A mesma coisa que Davi estava disposto a fazer, mas não pôde — salvar seu filho, Absalão — Deus também não e, por isso, mediante Seu Filho sem pecado, Ele constituiu muitos “filhos”. No capítulo 18, verso 33, Davi expressou o desejo de ter morrido em lugar de Absalão. Não podia ser assim e, mesmo que pudesse, não seria bom para Absalão. Davi não podia salvar seu filho da mesma forma que não podemos salvar os nossos. Mas Deus fez o que o homem não pode fazer. Ele entregou o Seu Filho sem pecado, Jesus Cristo, para sofrer e morrer na cruz do Calvário para pagar os nossos pecados. Ele deu o Seu Filho amado para os nossos pecados serem perdoados, e para nos tornarmos Seus filhos. O que nenhum homem pode fazer (salvar seus entes queridos), Deus pode. Ele nos deu o perdão dos pecados e a filiação que tanto precisávamos. Ele o fez por um único meio, a morte sacrificial, o sepultamento e a ressurreição de Seu Filho, Jesus Cristo. Para se reconciliar com Deus, você precisa reconhecer seu pecado, sua rebeldia contra Deus, e aceitar a dádiva de perdão e vida eterna que Ele lhe oferece. Oro para que você já a tenha recebido e, se não, que a receba.
Tradução: Mariza Regina de Souza
1 Há, é claro, a questão de Tamar ser meia-irmã de Amnom. Isso representa um problema, mas se eles tivessem se casado, ela seria para Amnom exatamente o mesmo que Sara foi para Abraão, esposa e meia-irmã. Em todo caso, no entanto, deixarei essa questão de lado, presumindo que o casamento fosse possível, assim como Tamar presumiu.
2 No início eu pensava que Absalão tivesse feito isso para o bem da irmã. No entanto, quanto mais leio a história, mais me convenço de que ele sacrificou os interesses dela pelos seus próprios interesses, para poder se vingar.
3 Um amigo meu me disse que, no Oriente Médio, uma briga deve continuar até que alguém intervenha para pará-la. Às vezes, uma luta tem início e uma das partes, ou ambas, espera pela intervenção para poder parar com dignidade. Se ninguém os detiver, eles devem lutar até a morte. Talvez seja esse o caso do texto.
4 Tem-se a nítida impressão de que Joabe estava bem ali, ao lado da mulher de Tecoa, dando-lhe uns cutucões enquanto ela dizia sua fala. O texto não diz que Davi mandou buscá-lo, mas que falou com ele. Pela narrativa, chego à conclusão de que Joabe estava ali o tempo todo em que a mulher falou com Davi.
5 Posso estar indo um pouco além, mas pense no seguinte. Davi deu instruções a Absalão para voltar para sua própria casa (verso 24). Absalão não devia ver a face de Davi, o que certamente teria acontecido se ele pudesse andar livremente por Jerusalém e arredores. Absalão se encheu da situação, mas teve de convocar Joabe para ir à sua casa; ele não foi à casa de Joabe ou de Davi. Creio que foi porque ele não podia deixar sua casa. Mas quando ganhou liberdade total, suas idas e vindas com uma carruagem e 50 corredores se tornaram muito mais visíveis.
6 Nota da Tradutora: Famosa frase de Patrick Henry, pronunciada na Convenção de Richmond em 1775, algo como o nosso “Independência ou Morte!”.
7 Observe a nota de rodapé da NASB, a qual indica que, embora o texto hebraico pareça indicar “quarenta”, outros manuscritos indicam “quatro”, o que parece ser requerido pelo contexto.
8 Talvez eu esteja vendo demais no texto, mas parece muita coincidência que Absalão explique sua ausência da presença do rei (Davi) com quase a mesma desculpa usada por Davi para explicar sua ausência da presença do seu rei (Saul, veja 1 Samuel 20:1-34). Será possível que o engodo de Davi não tenha sido tratado até agora, quando ele pode ver, novamente, como é sentir-se enganado?

sexta-feira, 24 de novembro de 2017


A Bíblia Desestimula a Liberdade de Pensamento?

As chamas lançam-se em direção ao céu à medida que a fogueira devora livros preciosos atirados nela por autoridades alemãs. Um episódio ocorrido na Alemanha nazista? Sim, mas também poderia ser um episódio ocorrido no ano 1199, quando um arcebispo católico-romano ordenou a queima de todas as Bíblias em alemão.

Na verdade, as queimas de livros — símbolo universal da repressão da liberdade de pensamento e de expressão — foram incidentes ocorridos em muitos países e em muitos séculos. Não raro foram instigadas por líderes religiosos que temiam o efeito que a liberdade de pensamento teria sobre o povo.

Não admira que muitos hoje presumam que a Bíblia impõe restrições rígidas à livre indagação intelectual. Mas será que ela realmente faz isso? Será que a Bíblia estimula restrições à liberdade de pensamento?

‘Ame a Deus de toda a mente’

A Bíblia não desestimula o uso da mente. De fato, Jesus incentivou cada um de nós a ‘amar a Deus de toda a mente’. (Marcos 12:30) Seu ministério mostra que ele tinha intenso interesse em acontecimentos da época (Lucas 13:1-5), biologia (Mateus 6:26, 28; Marcos 7:18, 19), agricultura (Mateus 13:31, 32) e natureza humana (Mateus 5:28; 6:22-24). Suas ilustrações indicam que Ele entendia claramente os princípios da Palavra de Deus e a formação e modo de pensar dos seus ouvintes e que avaliava cuidadosamente como tornar a Palavra de Deus compreensível aos ouvintes.

Paulo suplicou a todos os cristãos que prestassem serviço a Deus com a “faculdade de raciocínio”. (Romanos 12:1) Incentivou os tessalonicenses a não deixar que desencaminhantes ‘expressões inspiradas os demovessem de sua razão’. (2 Tessalonicenses 2:2) Tinha conhecimento de poesia grega e cretense (Atos 17:28; Tito 1:12) e de equipamentos e procedimentos militares (Efésios 6:14-17; 2 Coríntios 2:14-16). E estava atento aos costumes locais. — Atos 17:22, 23.

Embora tivessem tanta liberdade de pensamento, Jesus e Paulo não se consideravam a única autoridade quanto ao que é certo e ao que é errado. Em vez de rejeitar a Bíblia a favor do seu próprio raciocínio, Jesus repetidas vezes citava as Escrituras. Sua resposta rápida e dura quando Pedro o incentivou a considerar um proceder diferente da morte sacrificial, que era a vontade de Deus para ele, mostra que ele nem sequer cogitaria essa maneira de pensar. (Mateus 16:22, 23) Similarmente, Paulo disse aos coríntios: “Quando fui ter convosco . . ., não me apresentei com o prestígio da palavra ou da sabedoria para vos anunciar o mistério de Deus.” (1 Coríntios 2:1, A Bíblia de Jerusalém) Como Jesus, seu raciocínio baseava-se solidamente nas Escrituras. — Atos 17:2.

A Bíblia estimula o uso das faculdades mentais ao máximo, mas não sem nenhuma restrição. No entanto, o ônus da responsabilidade de manter o modo de pensar em harmonia com o de Deus cabe a cada cristão, individualmente, não à igreja, ou congregação. Assim, quando vários efésios renunciaram publicamente à prática do espiritismo e tornaram-se cristãos, Paulo não assumiu a responsabilidade de queimar seus livros, mas ‘grande número dos que haviam exercido a magia trouxeram seus livros e os queimaram à vista de todos’. (Atos 19:19, BJ) Por que aqueles cristãos acharam necessário queimar seus próprios livros?

A primeira linha de defesa

Considere esta ilustração. Para o êxito de uma defesa militar, muitas vezes é preciso várias linhas de trincheiras defensivas. Nenhum general bem-sucedido acharia que uma delas não é importante e deve ser entregue sem luta. Na luta do cristão contra o pecado, também há várias linhas de defesa.

Tiago 1:14, 15 diz que “cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado”. O primeiro passo rumo ao pecado é cultivar um desejo errado na mente. Por isso, a primeira linha de defesa é refrear-se de cultivar o desejo — controlar o modo de pensar.

É por causa dessa ligação entre pensamentos e ações que a Bíblia nos adverte: “Mantende as vossas mentes fixas nas coisas de cima, não nas coisas sobre a terra.” (Colossenses 3:2) Quando os cristãos se recusam a fixar a mente em imoralidade, espiritismo ou apostasia, eles tomam essa decisão, não por temerem que essas idéias se mostrem superiores às verdades da Bíblia, mas por desejarem evitar qualquer coisa que possa levá-los a um proceder pecaminoso.

‘Todas as coisas estão abertamente expostas’

Outro motivo importante para controlarmos nosso modo de pensar é amor a Deus e respeito por sua habilidade de conhecer os nossos pensamentos. Imagine que você tem um amigo prezado ou um parente achegado que é especialmente sensível a sujeira ou pó. Deixaria de convidar seu amigo a sua casa por não querer fazer a limpeza extra que seria preciso? Será que o amor não o motivaria a fazer o necessário esforço extra para manter as coisas limpas? A sensibilidade de Deus a nossos pensamentos mais íntimos é mostrada no Salmo 44:21: “Ele se apercebe dos segredos do coração.” Paulo disse que somos responsáveis por nossos pensamentos: “Não há criação que não esteja manifesta à sua vista, mas todas as coisas estão nuas e abertamente expostas aos olhos daquele com quem temos uma prestação de contas.” — Hebreus 4:13; Salmo 10:4; Provérbios 6:16, 18.

Jó reconheceu a responsabilidade que o homem tem perante Deus por seus pensamentos. “Jó . . . oferecia sacrifícios queimados . . .; pois, dizia Jó, ‘meus filhos talvez tenham pecado e amaldiçoado a Deus no seu coração’.” (Jó 1:5) O mero desejo deliberado de envolver-se num proceder errado pode ser considerado por Jeová como pecado. — Note Êxodo 20:17.

Verdadeira liberdade de pensamento

A Bíblia incentiva os cristãos a estabelecer individualmente o alvo de trazer “todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo”. (2 Coríntios 10:5) Não se consegue isso por meio de restrições impostas por líderes religiosos, mas por se exercer autodomínio e por se ter amor, bem como entendimento, por Deus e Seus princípios. Atingindo-se esse alvo, alcança-se a verdadeira liberdade de pensamento, limitada somente por normas piedosas e aumentada pela alegria de saber que, mesmo em nossos pensamentos, agradamos ao Criador.


Os Orgulhosos e os Humildes

Depois de mencionar as virtudes de João, o Batizador, Jesus volta sua atenção para os orgulhosos, os volúveis, em volta dele. “Esta geração”, declara ele, “é semelhante às criancinhas sentadas nas feiras, que gritam para seus companheiros de folguedos, dizendo: ‘Nós tocamos flauta para vós, mas não dançastes; lamuriamos, mas não vos batestes em lamento.’”

Que quer Jesus dizer com isso? Ele explica: “João não veio nem comendo nem bebendo, contudo dizem: ‘Ele tem demônio’; o Filho do homem veio comendo e bebendo, todavia dizem: ‘Eis um homem comilão e dado a beber vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores.’”

É impossível satisfazer as pessoas. Nada lhes agrada. João leva uma vida austera de abnegação como nazireu, em harmonia com a declaração do anjo, de que “não deve beber nenhum vinho nem bebida forte”. E ainda assim as pessoas dizem que ele está endemoninhado. Por outro lado, Jesus vive como qualquer outro homem, não praticando nenhuma austeridade, e é acusado de excessos.

Quão difícil é agradar às pessoas! São iguais àqueles companheiros de folguedos, alguns dos quais se negam a dançar quando outras crianças tocam flauta, ou a ficar pesarosos quando seus coleguinhas choram. Não obstante, Jesus diz: “A sabedoria é provada justa pelas suas obras.” Sim, a evidência — as obras — torna claro que as acusações tanto contra João como contra Jesus são falsas.

Jesus passa a censurar destacadamente as cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum, onde tem realizado a maior parte de suas obras poderosas. Se tivesse feito essas obras nas cidades fenícias de Tiro e Sídon, diz Jesus, essas cidades se teriam arrependido em saco e cinzas. Condenando Cafarnaum, que aparentemente serviu-lhe de base domiciliar durante o seu ministério, Jesus declara: “No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma do que para ti.”

Jesus, a seguir, louva publicamente seu Pai celestial. Sente-se induzido a isso porque Deus esconde preciosas verdades espirituais dos sábios e dos intelectuais, mas revela essas coisas maravilhosas aos humildes, a bem dizer, a pequeninos. Por fim, Jesus faz o atraente convite: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.”

Como oferece Jesus revigoramento? Faz isso proporcionando libertação das tradições escravizadoras com que os líderes religiosos sobrecarregam as pessoas, inclusive, por exemplo, os regulamentos restritivos da guarda do sábado. Mostra também o caminho para o alívio aos que sentem o peso esmagador da dominação das autoridades políticas e aos que, com consciência atribulada, sentem o peso dos seus pecados. Revela a tais aflitos como seus pecados podem ser perdoados e como podem usufruir um precioso relacionamento com Deus.

O jugo benévolo que Jesus oferece é o da dedicação total a Deus e o de podermos servir ao nosso compassivo e misericordioso Pai celestial. E a carga leve que Jesus oferece aos que vêm a ele é a da obediência aos requisitos de Deus para a vida, ou seja, Seus mandamentos registrados na Bíblia. E obedecer-lhes de modo algum é pesado. Mateus 11:16-30; Lucas 1:15; 7:31-35; 1 João 5:3.




Significado de Números 1


Números 1
1.1 — A expressão falou mais o Senhor a Moisés marca o tom deste livro. As revelações de Deus a Seu servo Moisés são mencionadas mais de 150 vezes (e de mais de 20 maneiras diferentes) em Números.
No deserto do Sinai. Esta era a área geográfica de Números, um ambiente que serve como uma poderosa metáfora espiritual. Os israelitas não viviam pura e simplesmente no deserto. Na verdade, eles, como uma nação, estavam viajando espiritualmente por uma terra árida. Deus já os havia libertado da escravidão, mas ainda não os havia levado à Terra Prometida. Assim, os israelitas tinham de enfrentar sofrimentos físicos e privações no lugar árido onde estavam perambulando, para testar a sua fé (Nm 21.4-9).
O local especial da manifestação divina era a tenda da congregação, também chamado de tabernáculo do Testemunho (Nm 1.50,53).
A referência de tempo, no primeiro dia do segundo mês no segundo ano, é feita a partir do acontecimento fundamental da história de Israel: a libertação do povo da escravidão no Egito.
O êxodo constituiu o nascimento da nação de Israel e representava para os israelitas do Antigo Testamento o que a morte e a ressurreição de Jesus representam hoje para os cristãos. O segundo mês corresponde aproximadamente a abril, uma época que mais tarde seria conhecida em Canaã como o mês das colheitas gerais entre as primícias e o Pentecostes. O censo de Números é, de certo modo, “a colheita de Deus” das pessoas. Os acontecimentos de Números se passaram em um período de 38 anos, provavelmente na segunda metade do século 15 a.C.
1.2,3 — O propósito do censo era ser um alistamento militar. Este não tinha um objetivo social, político ou econômico. Em vez disso, o recenseamento ajudaria Israel a preparar seus exércitos para a guerra e conquistar a terra de Canaã. Por esta razão, eram contados os indivíduos do sexo masculino, fisicamente capazes, e que tinham de 20 anos para cima. Exatamente como Deus prometeu a Abraão há muito tempo (Gn 15.16-21), Ele agora estava preparando os israelitas para ocupar Canaã. O Senhor começava a realizar o processo de entrega da Terra Prometida ao povo. Além disso, o censo demonstrou aos israelitas a fidelidade divina no cumprimento de outra promessa que fizera a Abraão: a multiplicação de seus descendentes (Gn 12.2; 15.5; 17.4-6; 22.17). (Leia o capítulo 26, para o segundo censo.)
Imagine-se ouvindo a voz de Deus! Moisés a ouvia (Nm 1.1). As Escrituras nos dão poucas informações de como era essa experiência, mas a Bíblia de fato diz que o Senhor falou com o profeta face a face, como qualquer fala com o seu amigo(Êx 33.11). Aqueles que desejam ouvir a voz do Senhor devem saber que Ele fala por meio de Sua Palavra.
A Bíblia é a Palavra de Deus. Embora os livros bíblicos tenham sido escritos por seres humanos, são a Palavra do Senhor. Nos cinco primeiros livros da Bíblia, Moisés afirma várias vezes que está apresentando as palavras que Deus lhe ordenou que escrevesse (Êx 24.4). Da mesma forma, o escritor declara que a Lei lhe foi revelada por Deus (Êx 25.1; Lv 1.1; Nm 1.1; Dt 1.6). Na verdade, a expressão Falou o Senhor a Moisés é repetida 33 vezes somente em Levítico. Além disso, o Novo Testamento também afirma que as instruções que Moisés recebeu vieram de Deus:
• Jesus usou as palavras Deus lhe falou quando citou o acontecimento da sarça ardente (Mc 12.26).
• Jesus e os fariseus reconheciam a Lei como dada por Deus (Mt 19.4-7; Jo 9.29).
• Estêvão citou o que Moisés escrevera como palavras de Deus (At 7.6).
• Pedro disse que Moisés e os outros profetas falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21; compare com Hb 1.1).
Deus claramente falou com Moisés, mas Ele também se dirigiu a nós, por meio de Sua Palavra escrita, a Bíblia. Os judeus e os cristãos, ao longo dos séculos, preservaram a mensagem divina desde o momento que ela foi revelada. Muitos passaram toda a sua vida e direcionaram seu trabalho para que os ensinamentos divinos chegassem a nós nos dias de hoje. A Bíblia já foi banida, queimada, e, algumas vezes ridicularizada, mas ainda assim sua verdade permanece inalterável. Ela continua a ser o teste da ortodoxia para todos aqueles que se dizem de Deus ou que afirmam andamos caminhos dele.
1.4 — Um homem de cada tribo ajudaria Moisés e Arão na imensa tarefa de contabilizar a nação. A participação destas pessoas garantiria que a contagem feita fosse imparcial e correta.
1.5-15 — Os nomes dos homens que estavam convosco. Nesta listagem há certa pungência. Ela deveria ter sido uma lista de pessoas heróicas, pois os indivíduos que figuram nela seriam os líderes das tribos imortalizados na história da conquista de Canaã. Por causa das atitudes de descrença da nação em Cades (capítulos 13 e 14), estes homens e todos aqueles contados com eles pereceríam no deserto. Muitos destes nomes são compostos de termos que fazem referência a Deus. Chamamos tais denominações de teofóricas, pois aludem à fé na presença e na provisão de Deus na vida de Seu povo: Elizur (meu Deus é uma rocha), filho de Sedeur (Shaddai é a chama), chefe de Rúben (v. 5); Selumiel (minha paz é Deus), filho de Zurisadai (minha rocha é Shaddai), chefe de Simeão (v. 6); Naassom (significado não conhecido), filho de Aminadabe (meu parente [Deus] é nobre), chefe de Judá (v. 7); Natanael (Deus concedeu), filho de Zuar (aquele pequeno), chefe de Issacar (v. 8); Eliabe (meu Deus é Pai), filho de Helom (como uma muralha), chefe de Zebulom (v. 9); Elisama (meu Deus ouviu), filho de Amiúde (meu parente [Deus] é majestoso), chefe de Efraim (v. 10); Gamaliel (recompensa de Deus), filho de Pedazur (a Rocha [Deus] resgatou), chefe de Manassés (v. 10); Abidã (meu Pai [Deus] é o Juiz), filho de Gideoni ([Deus é] meu lenhador), chefe de Benjamim (v. 11); Aiezer (meu irmão [Deus] é ajuda), filho deAmisadai (meu parente [Deus] é Shaddai), chefe de Dã (v. 12); Pagiel (encontrado por Deus), filho de Ocrã (preocupado), chefe de Aser (v. 13); Eliasafe (Deus somou), filho de Deuel (conheça Deus), chefe de Gade (v. 14); Aira (meu irmão [Deus] é castástrofe — talvez uma expressão de aviso aos inimigos), filho de Enã (olhar), chefe de Naftali (v. 15).
1.16-18 — Os homens convocados dentro da comunidade foram escolhidos por causa de suas posições de liderança. A palavra líderes em hebraico é nasi'.
1.19 — Como o Senhor ordenara a Moisés. Esta expressão mostra que o tom dos capítulos 1 a 10 é de submissão por parte de Moisés e do povo às revelações da vontade de Deus. À medida que o Senhor ordenava, Moisés e os israelitas respondiam prontamente.
1.20-43 — Os filhos de Rúben [...] e as suas gerações. Cada um dos 12 miniparágrafos dos versículos 20 a 43 segue o mesmo padrão desta expressão. Primeiro, cita o nome da tribo; depois as particularidades de sua família; em seguida, a estipulação de que os homens contados eram fisicamente capazes e tinham de 20 anos para cima, o nome da tribo de novo, e, finalizando, o número contabilizado deste clã. As únicas variações deste padrão estão nos versículos 32 a 35, nos quais é explicado que Efraim e Manassés são os filhos de José (como no v. 10). Esta observação relembra ao leitor de que José teve sua partilha em dobro dentre as tribos de Israel. Seus dois filhos receberam dotes iguais aos dos tios com relação à posteridade israelita. (Veja Nm 1.47-50, para a tribo de Levi.) Todo este trecho bíblico tem uma aura de celebração envolvendo-o. Os detalhes podem parecer repetitivos e tediosos para nós, mas estes provocariam a emoção nas respectivas unidades tribais: “Esta é nossa família! Aqui estão todos os seus membros dentre os milhares de Israel”.
1.44-46 — O número total dos homens fisicamente capazes (que tinham pelo menos 20 anos de idade) era 603.550. Somando-se à quantidade de mulheres, crianças, velhos e incapazes que não foram contabilizados neste censo, havia uma população total de aproximadamente dois a cinco milhões de pessoas.
1.47,48 — Os levitas não foram incluídos no censo. A tribo de Levi era sagrada e pertencia exclusivamente a Deus (o capítulo 3 registra as famílias, os números e os deveres dos levitas). Para que pudesse manter as 12 tribos separadas, mesmo porque os levitas não foram contados com as outras, a tribo de José recebeu dois dotes, um para cada filho, Efraim e Manassés (Nm 1.10,32-35). Assim, a tribo de José ficou com uma porção em dobro (Gn 49.22-26).
1.49,50 — O tabernáculo do Testemunho também é chamado de tenda da congregaçãono versículo 1 e de tabernáculo no versículo 51.0 próprio termo tabernáculo designa uma tenda de natureza portátil e temporária. Ele era um santuário móvel, especialmente moldado para a adoração a Deus por pessoas que estavam em marcha no deserto.Testemunho aponta para o significado de aliança da tenda. Dentro do templo estavam os símbolos da presença de Deus no meio do Seu povo, Seus sinais de contínuo relacionamento com os israelitas.
1.51-53 — O termo estranho do versículo 51 não faz referência a uma pessoa não israelita, mas sim a um indivíduo não levita (Ex 12.43). A punição de morte mencionada neste mesmo versículo é reiterada em Números 3.10,38 ; 18.7, e foi imposta em Números 16.31-33 (1 Sm 6.9). Assim, percebe-se que a presença de Deus acarretava bênção ou juízo ao acampamento. Eram abençoados aqueles que tinham temor e respeito pelo Altíssimo e por Suas leis. Em contrapartida, eram penalizados aqueles que não honravam a divina presença.
1.54 — Assim fizeram os filhos de Israel. Esta expressão revela o ambiente de obediência que reinou na primeira parte de Números. Desta forma, surpreendemo-nos quando vemos a posterior rebelião do povo no capítulo 11.


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