sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018


Estudo de Atos - Capítulo 6

Esse capítulo mostra que mesmo na Igreja Primitiva com o crescimento de novos convertidos alguns problemas existiam, por isso meu querido leitor não procure por uma igreja perfeita, já que ela é composta por pessoas falhas assim como eu e creio você também, Atos 6: 1 mostra que existia 2 grupos de judeus naquela época, e com isso existia preconceito uns contra os outros, e mesmo convertidos eles ainda estavam no processo de mudança de mente ( nunca vai parar esses processo ), e com isso um problema aconteceu, as viúvas helenistas não estavam sendo atendidas na distribuição diária dos alimentos, lembrando que os irmão doavam tudo que tinham para justamente suprir as necessidades dos irmãos, e por serem helenistas estavam sofrendo uma discriminação.



Os helenistas , são Judeus de fala Grega, eles cresceram com costumes Gregos isso inclui também sua espiritualidade, com isso eles não eram considerados como Judeus autênticos, já que até o seus nomes eram de origem Grega, porém, Cristo quebrou toda divisão e nos fez um só, mais a mudança de mente é um processo e a Igreja estava passando por isso ainda, nos versículos 2 ao 6 são escolhidos os diáconos para ficarem responsáveis pela partilha dos alimentos, já que os apóstolos estavam se dedicando a palavra do Senhor, por isso necessitamos de um estrutura para não deixamos ninguém desamparado, não para termos posição diante dos irmão mais sim para servir, por isso somos ministros ( servo ) e dedicamos nossos ministérios ( servindo) aos nossos irmãos, mas, não foram escolhidos por sua posição social, ou para agradar alguém, foram colocadas características próprias para cumprir a missão de servir as mesas.

Homens de bom testemunho, cheiros do Espírito Santo e de sabedoria, o que temos de pessoas com péssimo testemunho de vida, sem o Espírito Santo e com pouca sabedoria fazendo a obra do Senhor de qualquer maneira , e não são poucos, por isso se você ocupa uma posição de Servo onde você  serve e não tem as qualificações de Atos 6:  3 converta-se logo, não faça a obra do Senhor de qualquer maneira, um dia todos teremos de prestar contas.

Tal proposta agradou a todos. Então, escolheram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanos, Timom, Pármenas e Nicolau, um convertido ao judaísmo, proveniente de Antioquia.  Vs 5 

Então recebem a oração dos Apóstolos para cumprirem com suas missões, os apóstolos continuaram na missão de testemunhar a Cristo, e com isso a palavra de Deus era cada vez mais divulgada e muitos se convertiam ao cristianismo, até mesmo os sacerdotes Judeus.

No versículo de 9 em diante, vemos que mesmo Estevão tendo uma função especifica ele não deixou de levar o nome de Jesus para os outros, mais vemos que ele realizava prodígios e milagres, som isso ele incomoda alguns, segue um relato de um texto recente que li sobre isso.
A atividade de Estêvão suscitou oposição dos membros das sinagogas, seja dentro dos prédios das sinagogas onde Estêvão se punha em pé para falar em nome de Jesus, ou do lado de fora deles. Os Libertos eram prisioneiros romanos (ou os descendentes de tais prisioneiros) que mais tarde receberam a liberdade. Sabemos que o general romano Pompeu to­mou prisioneiros grandes números de judeus, que mais tarde foram liber­tados em Roma, e é possível que aqui haja menção a estes. Não é certo o relacionamento entre os outros nomes dos grupos locais e o dos Libertos. Vários estudiosos têm postulado qualquer número de Sinagogas, desde uma (para todos os vários grupos) até cinco (uma sinagoga para cada grupo). Ao passo que Bruce (Livro, pág. 133), pensa em termos de uma sinagoga dos libertos dentre os quatro grupos mencionados, a construção grega fa­vorece duas sinagogas, uma para os primeiros três grupos (Libertos, Cireneus, Alexandrinos), e uma para os dois outros (os da Cilícia e da Ásia). Era natural que os grupos nacionais formassem suas próprias sinagogas para a adoração em Jerusalém,(Eram necessários apenas dez homens para formarem o núcleo de uma sina­goga.) e seriam frequentadas tanto pelos imigrantes que habitavam em Jerusalém como por visitantes casuais.

Provavelmente eles tenha distorcido alguma fala de Estevão para que ele fosse julgado, Lucas mostra que Estevão era inocente, assim como ele teve de pagar um preço por dizer a verdade, muitos outros morrem por não negar a fé em Jesus, então irmão não mude a palavra de Deus para te agradar ou agradar a outros, viva ela e pregue ela, confie em Deus que o melhor ele tem para você.

No final desse capítulo algo maravilho se encontra, Estevão antes mesmo de ser chamado para ser um diácono ele já era cheio da Graça de Deus, e isso só aumentou em sua vida e com resultado o versículo 15 descreve.
Então, todos os que estavam assentados no Sinédrio, ao fixarem seus olhos em Estevão, viram que seu rosto parecia como o rosto de um anjo.

Isso irmão é Poder de Deus, isso é a Paz que Jesus Cristo nos deixou, alguns acham que ser cristão é viver a teoria da prosperidade e não passar por situações difíceis, nem sempre Deus nos livre das provações e tribulações do dia a dia, mais ele nos da paz em todas, EU DISSE EM TODAS, então busque esse poder, para no dia da provação não murmurar e falar em abandonar tudo, mais sim se manter na posição que Cristo te chamou.

Te deixo um desafio para até o final desse estudo, ore e busque com Deus saber qual o seu chamado que ele quer que você realize aqui na terra.

Isso é importante, saber qual a sua missão, então te desafio a buscar por ele. E também gostaria que você comentasse abaixo, agora colocamos a opção de comentar pelo Facebook isso facilita mais, então nos incentive comentando abaixo. Paz do Senhor !


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O que é um Cristão?




Pergunta: "O que é um Cristão?"

Resposta: 
O Dicionário Webster’s define um Cristão como “uma pessoa que professa a crença em Jesus Cristo ou na religião baseada nos ensinamentos de Jesus.” Enquanto este é um bom ponto de partida para entender o que é um Cristão, como em muitas definições seculares, entretanto, ela falha em comunicar a verdade bíblica do sigificado de ser Cristão.

A palavra Cristão é usada três vezes no Novo Testamento (Atos 11:26; Atos 26:28; 1 Pedro 4:16). Os seguidores de Jesus Cristo foram chamados “Cristãos” pela primeira vez em Antioquia (Atos 11:26) porque seu comportamento, atividade e fala eram como Cristo. A expressão foi inicialmente usada pelas pessoas não salvas de Antioquia como um apelido desrespeitoso para debochar dos Cristãos. Significa literalmente: “pertencente ao partido de Cristo” ou um “aderente ou seguidor de Cristo”, o que é bem similar à forma como o Dicionário Webster’s a define.

Infelizmente, com o tempo a palavra “Cristão” perdeu uma grande parte de seu significado e é geralmente utilizada para descrever alguém que é religioso ou tem altos valores morais ao invés de ser um verdadeiro seguidor renascido de Jesus Cristo. Muitas pessoas que não acreditam em Jesus Cristo se consideram Cristãs simplesmente porque vão à igreja ou vivem em uma nação “Cristã”. Mas ir à igreja, servir aos menos afortunados que você, ou ser uma boa pessoa não fazem de você um Cristão. Como disse um evangelista certa vez: “Ir à igreja não faz de você um Cristão mais do que ir a uma oficina faz de você um carro.” Ser um membro de igreja, freqüentar os cultos regularmente e trabalhar para a igreja não podem fazer de você um Cristão.

A Bíblia nos ensina que as boas obras que fazemos não são capazes de nos tornar aceitáveis para Deus. Tito 3:5 nos diz que “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” Então, um Cristão é alguém que foi renascido por Deus (João 3:3; João 3:7; 1 Pedro 1:23) e colocou a sua fé e confiança em Jesus Cristo. Efésios 2:8 nos diz que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Um verdadeiro Cristão é alguém que se arrependeu do seu pecado e colocou sua fé e confiança somente em Jesus Cristo. A sua confiança não é em seguir uma religião ou um conjunto de códigos morais, ou uma lista de faças e não-faças.

Um verdadeiro Cristão é alguém que colocou a sua fé e confiança na pessoa de Jesus Cristo e no fato de que Ele morreu na cruz como pagamento por nossos pecados e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos para obter vitória sobre a morte e dar vida eterna a todos os que Nele crêem. João 1:12 nos diz: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Um verdadeiro Cristão é de fato um filho de Deus, uma parte da verdadeira família de Deus, e alguém que recebeu vida nova em Cristo. A marca de um verdadeiro Cristão é o amor pelos outros e obediência à palavra de Deus (1 João 2:4; 1 João 2:10).


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Que Diz A Bíblia Sobre O Homem do Lar

Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de .o lar.. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.


 

Tal lar, tal mundo

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o qual Deus tem para nós na relação de família.


 

I. O HOMEM DO LAR
 

A. Homem foi o primeiro criado
1. A realidade Gên 2:7-8, 18-22, v.18, .Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.. v. 22, .E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher. I Tim 2:13, .Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva..


2.A responsabilidade

· De ser primeiro formado como Adão, ou por ser o primogênito como Rúben ou Esaú e outros, trouxe privilégios e responsabilidades (Lei - Deut 21:15-17; veja os exemplos com Rúben ,Gên 49:3; Esaú , Gên 27:19 e na parábola de Lu 15:11-32).

· O homem foi feito por Deus e assim Deus tem autoridade sobre o homem. A mulher foi formada do homem e ele tem autoridade sobre ela. As crianças vêm dos pais e assim os pais têm autoridade sobre os filhos. · O exemplo de Cristo: Col 1:15-19, .E ele é antes de todas as coisas, ... E ele é a cabeça do corpo ... toda a plenitude nele habitasse. · No jardim do Éden, depois do pecado, Deus veio chamando Adão e não Eva para explicar o que tinha acontecido. Deus falou com Adão como cabeça do lar e responsável pelas ações do lar. Gên 3:9. · Foi Adão que respondeu pelas ações da família como o responsável do lar. Gên 3:10-12. · Adão não procurou essa posição, como nenhum homem a procura, mas foi desde o princípio .conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade. (Ef 1:11; I Cor 4:7).

 

Seqüência de aparecimento

Deus + Cristo + Homem + Mulher + Crianças = ordem de autoridade e responsabilidade
· Na igreja, é o homem que tem responsabilidades várias. I Tim 2:12; 3:1-13.

· No lar, é o homem que tem o mandamento de iniciar o amar em todos os aspectos. Em Ef 5:25, .Vós, maridos, amai vossas mulheres. a palavra amai vem da palavra grega Philía que significa amor que é medido por sacrifício. Então o homem tem primeiro essa responsabilidade de amar todos no lar na maneira certa por ser o primeiro formado.

Então, pelo homem ser primeiro formado no jardim do Éden, Deus mostrou a sua vontade para o homem ter uma posição primária no lar. Essa posição, de ser formado primeiro, traz com ela responsabilidades intransferíveis das quais ele tem que dar conta diante de Deus (Gên 3:9; I Sam 3:13) e que a falta de levá-las sério, pode ter um efeito intenso sobre a sua comunhão com Deus (I Ped 3:7).

OBS: Há os que argumentem deste fato do homem tendo autoridade sobre a mulher e da família por ser formado primeiro dizendo que as árvores devem então ter autoridade sobre o homem pois elas eram primeiras. Neste argumento é negado o fato que foi o homem feito na imagem de Deus e não as arvores e qualquer parte outra da criação. O homem tem supremacia da criação por ser criado na imagem de Deus.

 

B. Homem é cabeça do lar
 

1. A posição: I Cor 11:3; Ef 5:23

2. A responsabilidade

  • A posição de cabeça não é para ser vista como o mundo vê, pois o mundo vê o homem como um ditador que reina sobre um país, um senhor que governa um castelo, ou o galo que manda no galinheiro.
  • A autoridade que o homem do lar tem, não é da sua origem.(I Cor 4:7, .Porque, quem te faz diferente?.) É uma autoridade que Deus confia no homem do lar. O homem exercita esta autoridade com firmeza e sabedoria, mas é Deus quem a mantém e a estabeleçe.( The Christian Family, p. 133 )
  • Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é a cabeça da mulher e do lar.
     
Como foi, podemos perguntar, que Cristo mostrou a sua posição de cabeça? Ele mostrou a sua posição de cabeça da igreja quando .a si mesmo se entregou por ela. (Ef 5:25). A maneira de ser a cabeça está vista no seu amor. O seu amor está visto no seu sacrifício. Lembramos o significado da palavra ágape que é um amor medido pelo seu sacrifício. O homem tem essa responsabilidade de amar com sacrifício pois o mandamento é , .Vós, maridos, amai vossas mulheres.. E o homem há de amar ela como Cristo amou a igreja (Ef 5:25) e como a seus próprios corpos (Ef 5:28). Em I Ped 2:21- 3:18, o exemplo de Cristo padecendo pelos outros, (.pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.. 2:21, e .o Justo pelos injustos. 3:18), é o exemplo para mulheres (3:1), para maridos (3:7) e, finalmente, para todos (3:8).


 

Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é da mulher.

Pelo homem ser a cabeça da mulher e do lar, a maior parte do sustento do lar deve vir dele (I Tim 5:8). O corpo do homem dá evidência que é para ele suportar o esforço do trabalho físico do lar. O homem tem uma capacidade natural de agüentar o estresse mental que vem em administrar as necessidades do lar. Deus fez o homem se desanimar no coração menos fácil e isso facilita a sua posição de ser a cabeça do lar. Como a igreja deve olhar só a Cristo para seu sustento material e cuidado espiritual, a esposa e a família devem olhar à cabeça do lar para o sustento material, e o cuidado moral e espiritual (Ef 5:25-28).

É da cabeça do lar que deve vir o padrão de iniciativa maior nos assuntos de espiritualidade e moral no lar (Êx 10:2; Deut 6:7-9; Sal 78:5,6; Prov. 13:22,24; Isa. 38:19; Efe. 6:4). Se a cabeça do lar estiver presente não deve ser alguém outro no lar que toma a iniciativa de ter orações nas refeições do lar ou de ter a família incentivada e pronta para os cultos públicos ou de decidir quais serão os limites morais do lar. Outro pode participar neste incentivo, mas é a cabeça que deve ter a responsabilidade geral deste padrão de iniciativa.

É lógico que esta posição serve de modelo de comportamento diante das mulheres dando honra para ser imitado ou copiado por todos no lar. É o marido que Deus instrua .Igualmente vós, maridos, coabitai ... dando honra à mulher, como vaso mais fraco. (I Ped 3:7). Se o homem não está dando honra à sua mulher ele está em desobediência direta. Se ele permite que os filhos desrespeitem a sua esposa, as irmãs deles, a professora na escola ou a vizinha, ele está em desobediência indireta por eles. Ele é a cabeça, o responsável diante de Deus pelo que transcorra por todos no lar ou na sua presença ou na sua ausência. · O homem, para ser a cabeça que deve ser, vai precisar aumentar o conhecimento sobre as suas responsabilidades, as necessidades da sua esposa como mulher, e uma certa sabedoria pedagógica para cuidar dos seus filhos. .Vós maridos, coabitai com elas com entendimento. (I Ped 3;7) traz para o homem responsabilidades de agir com compreensão, percepção e experiência em vez de altivez, emoção, essentimento ou só aquelas ações e atitudes a sociedade aceita. · O Pastor da igreja tem responsabilidades espirituais na igreja e tem que .dar conta. (Heb 13:17), também o marido é responsável por todos sobre quais ele tem responsabilidade e deve responder pelo que se faz na mesma maneira. Eli em I Sam 3:11-14. Eli, sabendo do comportamento dos seus filhos , .não os repreendeu.. O julgamento veio então, não só sobre os filhos, mas sobre Eli, como pai e responsável pelo lar. Por Acã pecar, a família foi destruída, mostrando em parte a influência que Deus coloca na posição do pai. Pelo pai pecar, a semente deste pecado seria prolongado nas ações da família. Josué 7:1-26. A mesma foi repetida em Daniel 6:24.

Pensamos do fato que talvez a mulher ou os filhos não aceitem o homem assumir a sua posição. É capaz que o homem por anos não tem exercitado bem a sua posição. Essa falta de se declarar tem resultado hábitos maus no lar influenciando a esposa que por sua vez tem que tomar uma liderança, e os filhos que por sua vez não têm acostumado de a submeter-se à autoridade do pai. Quando este é o caso, anos de normas que têm criados automaticamente pela falta de cabeça ativa no lar, não podem ser esperado que todos mudem tudo num momento para outro. Se o homem tem reconhecido o fato que ele não desempenhou satisfatoriamente a sua posição, é necessário que ele confesse tal pecado a Deus e procure a sua graça de colocar tudo em ordem no seu lar, sabendo que leva tempo e amor constante até que todos sigam as determinações dele como cabeça do lar. Temos o exemplo de Deus para conosco (I Jo 4:19) e a promessa da Palavra (I Cor 13:8, .O amor nunca falha.) para nos encorajar nessa tarefa admirável.

Em resumo e em resposta à solicitação dos maridos e pais interessados em saber o que podem fazer para agirem na maneira que a posição pede, estas sugestões estão aqui dadas. Dar atenção à família (brincando ou fazendo obras manuais com os filhos, lendo livros a eles, dando ouvido à esposa e aos filhos, passeando ao parque ou centro com todos da família, conversando dos assuntos que eles puxam, etc.); ser atento às necessidades da família (roupa, alimentação, escolaridade, medicamento, conselhos, bem estar mental e emocional); proteger a família de qualquer situação que prenuncia um mal seja de amigos, hábitos, musicas, vizinhos ou parentes; instrua sobre hábitos saudáveis de higiene pessoal, alimentação, boas maneiras, conversação, etc.; ser um exemplo do bem, da Bíblia e de comportamento.

 

C. Homem é líder do lar
 

1. O privilégio: Gên 18:19; 35:2: Josué 24:15; Atos 10:2

2. A responsabilidade

· A posição de cabeça mostra que o homem tem autoridade no lar; a posição de líder mostra que o homem é o dirigente ou orientador do lar. Sendo cabeça, o homem tem a posição de agir. Sendo líder, ele tem a responsabilidade de agir.

· Liderança envolve a responsabilidade de agir para o beneficio de um outro, não o direito de mandar os outros a lhe servir. O homem responsável do lar nunca deve pensar da autoridade que ele tem fora do contexto da responsabilidade que ele também tem. Luc. 22:24-47.

· Liderança no lar, é um poder intransferível que Deus tem estabelecido para o homem do lar ter. O homem não deve se esconder desta função, nem procurar se desculpar desta obrigação por achar que não tem uma personalidade forte, experiência adequada, etc. Ele deve aprender cumprir a sua posição pedindo de Deus a sabedoria necessária (Tiago 1:5).

· Liderança envolve também a necessidade de delegar autoridade aos outros. Se ele não transmite poderes transferíveis aos outros capazes, todas as decisões e ações têm que por necessidade ser feitas por ele. Isto exaustará o líder por ele tentando ser um sabe-tudo em todos os lugares. Assim a família logo sentiria alienada dele, e assim ele será responsável de destruir e amarrar os relacionamentos no lar.( p. 240, Man and Woman in Biblical Perspective). Como ela respeita o andamento e limites da responsabilidade do marido, o marido deve respeitar os limites da responsabilidade da esposa não interferindo desnecessariamente na administração que ela dá no lar.


 

Cristo trata a igreja como esposa e não como uma filha.
 

· Liderança envolve o líder procurando conselhos e ajuda dos outros. Isso não enfraqueçe a sua posição de líder mas contrariamente, garante a realização da sua posição. Prov. 15:22, .Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam.. (Prov. 11:14; 24:6). .E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente. Tiago 1:5. Salomão foi abençoado por Deus quando ele pediu um coração entendido em vez de pedir muitos dias, riquezas, ou a vida de seus inimigos. (I Reis 3:5-15).

· Deus tem posto ordem no mundo. Na realidade, tudo na criação, até o lar, pede este arranjo para ter paz. Se o fundo do coração da esposa e dos filhos pudessem ser vistos, se poderia ver que eles desejam intensamente que o homem do lar tome a atitude de líder. Quando o líder é submisso a quem não deve ser líder, confusão e espanto no lar é criado, senão visivelmente, nas emoções. A natureza pecaminosa de todos os participantes do lar causa os que devem ser submissos a desafiarem a liderança. Mas, no fundo de tudo, há o desejo de ter a ordem que Deus tem posto no lar. Cristo é a cabeça e o corpo é bem ajustado (Efes. 4:16).

· O desejo para ter paz no lar não deve superar a responsabilidade de liderar no lar. A prática de sacrificar o que o homem do lar vê como saudável, certo e justo só para ter unanimidade no lar não é aceitável. Não há razão por ele aceitar o que é danoso e ofensivo entre os por quem ele é responsável e comprometido a amar e proteger. Deus leva ele como o que tem que dar conta por tudo que ele permite ocorrer no lar. Lembre-se do caso de Eli (I Sam. 3:13,14).

· Por ser líder, não quer dizer que tem que ser rude, duro ou áspero. Um líder pode ser, e deve ser, manso, culto e meigo. Moisés foi um líder de uns três milhões de pessoas por mais de quarenta anos, e é dito .E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. (Núm. 12:3). Cristo também, o modelo para o homem do lar, tinha do Pai, todas as coisas depositadas nas suas mãos, mas ... .Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.... e assim ... .começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.. (Jo 13:3-16).

· O verdadeiro líder é primeiramente um líder consigo mesmo. Ele já pratica autocontrole com os seus desejos, ânimos, e apetites. Ele já proporciona bem o seu tempo entre seu trabalho e descanso, e seu prazer e dever. Só depois de ele saber de si controlar, pode ele ser um líder capaz dos outros. (Veja este principio na relação de pastor - igreja, I Tim. 3:4,5; professor - aluno, II Tim. 2:2).

· O homem do lar, interessado em cumprir a sua posição de líder para a glória de Deus e em obediência à Palavra de Deus fará tudo necessário até mesmo de se humilhar diante dos do lar quando errar pedindo lhes perdão. Assim estará seguindo o exemplo de Cristo que foi obediente em tudo (Fil. 2:8).


 

D. Homem é exemplo no lar
 

1. O modelo
  • O Pai com seu povo. Lev 19:2; Mt 5:48; Lu 6:36.
  • Cristo com a igreja. Lu 22:26; João 13:1-17; Ef 5:23; I Ped 2:21.
Não há melhor ou mais completo modelo para o homem seguir no seu respeito de ser o que deve no lar do que o exemplo de Cristo para com o Seu povo. O amor de Cristo que levou-se a se entregar pelos Seus não obstando o preço da sua morte é para o homem um modelo de amar a sua esposa e lar não importando as inconveniências que podem vir. Vamos ver Cristo e o Seu Pai.

Exemplo de Cristo

  • Amoroso - Mar 1:11; Jo 13:1.
  • Iniciante no amor - Jo 3:16; Fil. 1:6; I Jo 5:19.
  • Levou peso do outro - I Cor 13:7; Heb 12:2.Iniciou a união - Col 3:14.
  • Sacrifício - Jo 3:16.
  • Zeloso - Zac. 8:2.
  • Exemplar - Jo 14:9.

Lição para o Homem do Lar

  • Seja ativo; não desinteressado, com apatia.
  • Seja valioso à sua família
  • Encare os problemas; não abandone a família.
  • Não seja satisfeito com a destruição da família.
  • Renunciar-se voluntariamente; não seja egoístico
  • Não fique com sentimento morno
  • Não seja vergonhoso, mas algo de orgulho à família.

2. A prática - Jo 13:17

Para o homem do lar ser um exemplo que faz uma diferença para o bem dos filhos e outros no lar, ações precisas têm que ser feitas. I Cor 8:1, .A ciência incha, mas o amor edifica.. Sabendo o que deve ser não é suficiente sozinho, tem que ser posto em ação. (Tiago 1:22-27, v. 25, .Aquele, porém, que ... não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.., Mat. 7:24; João 13:17) Reconhecimento do fato que o seu comportamento, atitude, e prática pesam muito no comportamento, atitude e prática dos que estão sob a sua autoridade já é um ponto de partida. Procurando a sabedoria de Deus em ser conformado à imagem de seu Filho é a prática diária necessária para o homem do lar que quer cumprir a sua posição para o bem. Tiago 1:5

O homem do lar, pela posição que Deus lhe tem dado, automaticamente, e muitas vezes inconscientemente, influi com intensidade nas maneiras de pensar e agir que todos do lar vão adotar nas suas próprias vidas particulares.

  • O que os pais ensinem aos filhos pode ser como adornos à vida dos filhos: Prov. 1:8,9.
  • Somos influenciados pelos outros: Prov. 13:20; 22:24,25; Rom 14:7;I Cor 15:33; I Tess 1:6,7; Heb 10:24; II Ped 2:7,8.
  • O exemplo do homem do lar cria raízes em todos os participantes do lar a praticarem nas suas vidas involuntariamente o mesmo comportamento, e os mesmos costumes, hábitos, morais ou crenças, seja para o bem ou para o mal, que eles têm visto pelo exemplo do homem do lar
  • Não é o que ele diz que produz tal impressão, mas o que ele inspira diariamente, pela sua prática, no decorrer dos anos.
O exemplo do homem do lar tem um efeito longo nos que presenciam o seu exemplo íntimo e continua no lar. Os filhos vão repetir, muitas vezes exagerando, os pecados que o pai reservou só para si. Veja o exemplo do Davi que reservou para ele o prazer da carne com Bate-Seba (II Sam 11:4) que logo seguiu cometer homicídio (II Sam 11:15-17) e levou ela para si. Nos filhos de Davi repetiu estes mesmos males entre eles mesmos. Amnon, filho de Davi, fez incesto com sua irmã Tamar (II Sam 13:11-14). Absolão, filho de Davi, resolveu vingar o mal que Amnon fez à Tamar, e matou Amnon (II Sam 13:23-29,32). Absolão, em tempo, então furtou os corações dos homens de Israel (II Sam 15:6) e assim tirou o reino de Davi. Mais tarde, Salomão, filho de Davi, tinha grande número de esposas, que foi instrumental para afastar o seu coração de Deus (I Reis 11:1-8). Assim prosseguia mais e mais violentamente nos filhos o mal que Davi reservava por si. Este foi para a grande tristeza da sua vida em particular e as da sua família, cumprindo assim a palavra do Senhor, .não se apartará a espada jamais da tua casa. (II Sam 12:10).

 

Lista parcial do que o exemplo dum pai pode influir sobre os no lar

  • hábitos pessoais de higiene no lar e em publico
  • modos de conduta no lar, igreja e na sociedade
  • atitudes sobre as leis do lar, igreja e da sociedade
  • maneiras de adorar Deus particular e publicamente
  • a importância dada à Bíblia· a reverência dada a Deus
  • procedimentos de trabalhar· responsabilidade no emprego
  • preferências de alimentação
  • opiniões políticas
  • opiniões religiosas
  • conceitos de vestimenta
  • uso de palavras e expressões
  • modos de conversar
  • atitudes sobre substâncias nocivas
  • cuidado dos enfermos, deficientes e pobres
  • o trato de mulheres
  • boas maneiras
  • morais: honestidade, justiça e fidelidade à sua palavra
  • uso do dinheiro· firmeza e liderança
  • padrões de pensamento e raciocínio
  • auto-estima
  • seriedade dada aos estudos
  • profissão

     

A Bíblia mostra o homem em posições de liderança nas quais são exemplos para os outros:
 

  • na igreja (profeta, pastor, diácono) I Tim 2:12; Atos 20:28,29; I Ped 5:1-3; Ef 4:1,12; I Tim 3-13
  • na sociedade (rei, governador) Rom 13:1-3
  • no lar (pai, marido, cabeça) I Cor 11:3; Efes. 5:23; 6:4
     

3. As bênçãos

Uma geração que ponha a sua esperança em Deus - Sal 78:5-8.

Filhos que admirem os pais - Mal 4:5,6.

 

E. Homem e a Responsabilidade

1. O Princípio
  • Bíblico Responsabilidade Pessoal: Eze 18:20; Jo 12:48; Gal 6:5,7
  • Posição de responsabilidade requer atenção e ação: Eze 33:1-6
  • Capacidades dadas aponta a responsabilidade de usar para o bem: Mt 25:14-30
  • Bênçãos vem em proporção de obediência: I Cor 3:8
I Tim 6:20, .Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado.
 
2. A Prática
A base primordial de ser pai é vista na idéia de responsabilidade. Sendo consciente do seu senso de responsabilidade do bem estar material e espiritual de outros é a marca distinguidora de um verdadeiro pai. (Weldon Hardenbrook, Recovering Biblical Manhood and Womanhood, p 378).

Por causa do pai ser ausente constantemente da sua posição no lar, seja por profissão ou vontade, tem tornado aceitável pela sociedade que o homem não precisa ser mais participante ativo nas suas famílias. Mesmo que este tem sido aceitável pela maioria, de jeito nenhum deve ser visto como digno de aceitação pelo homem do lar que queira cumprir tudo que Deus deu a ele fazer.

O pensamento que o homem não precisa ser um participante ativo na sua família fere o propósito do homem ser criado primeiro; está em oposição ao princípio do homem ser a cabeça do lar; é contraproducente para o homem ser um líder no lar; é irresponsabilidade na parte do homem se ele é a causa disto, ou se ele se acomoda e deixa isso desenvolver ou permanecer onde que ele tem autoridade. · Para um pai ser o que deve diante da sua esposa e com seus filhos leva coragem. Se ele não mostrar este ingrediente importante, mesmo em pouca quantidade, ele será considerado um vencido, derrotado, aquele que não tem ânimo para enfrentar as dificuldades ou sofrimentos da vida.

Os filhos tomarão o seu exemplo e multiplicarão esta prática para as gerações futuras. Assim logo tem uma sociedade de homens sem garra (pelo menos fora do campo de futebol), faltando convicção própria, e sem princípios pessoais. Isso será visto claramente na administração do país, dos estados, das cidades, e das igrejas. Mas o inverso acontecerá se o pai, em temor a Deus e amor pela família, toma a seriedade de dar importância à sua posição que Deus tem dado a ele e, pela graça de Deus, busca obedecer os princípios da Palavra de Deus, mesmo que isto lhe custe conveniência particular, conforto físico, sentimento de segurança interno ou um estilo menos ambicioso de vida. · O homem do lar faz a sua esposa ser sensível, compassiva e atenciosa pela atenção e amor que ele determina a ela. O homem responsável no amor e estimação à sua esposa e aos seus filhos traz para si amor e estimação vindo da sua esposa e dos seus filhos (Efes. 5:28, .Quem ama a sua mulher, ama-si a si mesmo..)


 

Tal homem, tal lar

 

F. O Homem do Lar e o Seu Tempo
 

1. O Modelo Mat. 28:20; Heb 13:5

Deus com Seu povo e Cristo com a Sua igreja.

2. O Mandamento Geral
Ecl 9:10; 12:13; Efes 5:15-17; Col 4:5

Todos os crentes devem remir o tempo desfrutando dele da melhor maneira para a glória de Deus enquanto estiveram na terra.

3. O Mandamento Particular
Como homem do lar, há uma responsabilidade particular para ele usar o seu tempo com sabedoria junto à família: Gên 2:23,24; Ecl. 9:9; Mat. 19:3-6; Efes 5:28, 29.

4. A Prática.
Em um único ano, há 8.760 horas, 522.00 minutos e 31.320.000 segundos. Quantas delas estão sendo empregadas na vida do lar?

A responsabilidade do homem diante de Deus é de usar o tempo para melhor proveito para a sua glória (Ecl 12:13; Col 4:5).É sempre um desafio ao homem empregar o seu tempo numa maneira adequada, pois os dias são maus (Efe. 5:16).Como seria para nós se Cristo estivesse nos protegendo o tanto quanto que protegemos os da nossa família?

A .porção. do homem é de gozar a vida com a mulher que ama (Ecl. 9:9). Se ele usa o seu tempo desproporcional, até com coisas dignas, ele perde a sua .porção., quer dizer, a benção principal de ser casado. Para .andar com sabedoria. (Col 4:5) é necessário empregar o tempo, cada minuto, para a glória de Deus. Pois o homem tem que responder pelo que se faz com o que Deus o dá (Ecl. 12:14; Mat. 25:14-30).

 

Uma vez usado o tempo por um propósito,
ele nunca voltará para ser usado por outro propósito.
 

Ser algo importante na sociedade e ser bem sucedido na vida com bens materiais não pode preceder a importância de obedecer a Deus ou ser responsável com a família. A vida conjugal e o fruto que vem desta união é recompensa suficiente para o homem que quer glorificar Deus com a sua vida (Ecl 9:9).

É crueldade para com a família e desobediência diante de Deus para o homem do lar se separar fisicamente desproporcional do lar por causa da sua paixão de ter louvor na sua profissão, prazer pessoal ou pela corrida de ser rico e famoso. Quando um homem do lar dá mais tempo à outra coisa do que aos do lar, os membros do lar sentem menos prezados, pouco importantes e deixados ao lado. Isto é crueldade que vem justamente da pessoa que publicamente, diante de Deus e o homem, prometeu que estes ele protegerá, cuidará e amará.

Não há segredos ou mágica .cortar caminho. ou criar um substituto que preencha o que um homem responsável, amável e atencioso pode ser e deve ser para o lar senão, gastar tempo em quantidade e qualidade no lar. Uma quantia de dinheiro, um tio, um amigo, um vizinho, ou sogro e sogra não são tão importantes ao lar quanto a presença física e atenção amorosa do homem do lar.


 

Não pode ser cabeça, líder, exemplo e responsável e ser também ausente a maior parte dos dias.
Ou é um, ou é outro

O homem do lar deve ter a glória de Deus como o alvo principal da sua existência. Isso é conseguido só através de obediência à sua palavra em todas as áreas da sua responsabilidade. Se um homem do lar tem um sucesso na sua vida profissional, mas tem um fracasso no seu lar, tem errado o alvo. Como pode um homem glorificar a Deus sem ser responsável naquilo que Deus estabeleceu antes de qualquer outra instituição - quer dizer, o lar?


 

Quanto tempo obediente no lar, Tantas bênçãos no lar

Em Gênesis 2:24 o princípio de preeminência que o homem deve dar para o lar e a harmonia e a união que o lar há de ter é mostrado nas palavras .deixará o homem o seu pai e a sua mãe., .e apegar-se-á à sua mulher., .e serão ambos uma carne..
  • Se o homem do lar depende dos pais, ou até outros membros da sua família, para cuidar, financiar, aconselhar, transportar, ministrar, proteger, etc., os de quem ele é primeiramente responsável, como pode ser dito que ele deixou o seu pai e a sua mãe? Se ele está dependendo dos outros para fazer o que ele mesmo deve, ele ainda não .deixou. os laços da sua vida anterior para criar uma nova união.
  • Se um homem está fora do lar a maior parte do tempo, mesmo fazendo o que é digno, como pode ele .apegar-se à sua mulher. ou a sua família, que dizer, ter união e harmonia como uma unidade? Se os membros do lar não estão juntos para planejar os projetos do lar e das vidas de cada um, o lar não terá união ou harmonia nenhuma.
  • Como é que um homem pode ser uma carne, quer dizer, promover harmonia e união íntima na família, se ele não está presente para resolver os contra tempos e problemas que surgem no dia-a-dia com os membros do lar?


     

O Homem sem Tempo para o Lar é o Homem sem Tempo para Obedecer a Deus

Hábitos entre os membros do lar estão automaticamente criados quando repete um acontecimento pelo menos três vezes. Se o homem do lar estiver fora quando decisões devem ser feitas sobre o dia a dia da família, logo a outra autoridade que é presente na sua ausência resolve os problemas na melhor forma possível. Assim um hábito é formado. Então, quando o homem do lar estiver presente, e ele determinar de ser a cabeça ou líder da família, ele vai entrar em choque com os costumes que a sua própria ausência criou. Dificilmente, de uma hora para outra, ele transformará os costumes feitos e praticados por dias. Ele sendo presente com tempo proporcional procurando ser o que Deus quer que ele seja, cria hábitos saudáveis entre todos no lar. Assim os do lar terão hábitos de seguir o seu exemplo, considerar o seu conselho e respeitar a sua liderança constantemente.

Todos os homens têm dificuldades para enfrentar, interesses pessoais para organizar e desafios na vida para vencer mas em nenhum tempo é aceitável deixar de obedecer os princípios do lar que Deus estipulou (Ecl. 12:14). Se o homem responsável quer sabedoria para equilibrar emprego, lazer, lar, desafios, etc., pode pedi-la de Deus, .que a todos dá liberalmente.. É necessário que este homem peça-a com fé, .em nada duvidando., significando que ele deve ter prontidão para colocar em prática a sabedoria que Deus dá. (Tiago 1:5,6).

Não pode desprezar o tempo em serviço a Deus no lar. O que o homem do lar presta às suas responsabilidades, ele está prestando a Deus no mesmo tempo. Mat. 25:40, .Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes..

Se Deus instituiu o lar, e se Deus estipulou as posições para todos no lar, e se Deus revelou a sua vontade para todos no lar obedecerem, pode então saber que .há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Ecl 3:1). Levará coragem pessoal, amor que é medido pelo sacrifício, e a sabedoria divina. Qualquer homem pode obter tudo o que Deus programou para seu lar (Mar 8:34-37; Fil. 4:13).

 

.Há tempo para todo o propósito debaixo do céu.



DIÁCONO E O SERVIÇO DA MESA.

TEXTO ÁUREO: Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus. (1 Tm 3.13).
INTRODUÇÃO
A palavra diácono no grego tem como significado servo. A missão do diácono conforme o texto de Atos 6.1-6, é servir às mesas e também cuidar das viúvas. Há exemplo de excelentes diáconos na Bíblia e dentre eles, citamos: Estevão e Filipe.
O termo diácono aparece 30 vezes no Novo Testamento, sendo que em 20 casos a palavra é traduzida por ministro, que de fato tem como significado e representação o servo (1 Tm 3.10,13).
I – ATRIBUIÇÕES AO DIÁCONO.
1- Requisitos para o diaconato. Três são as características básicas na vida de um obreiro eficaz (At 6.3). São elas; boa reputação, cheio do Espírito Santo e cheio de sabedoria. Boa reputação relaciona se ao posicionamento ético e moral do obreiro, isto de fato corresponde à pessoa de quem se fala somente coisas boas, pois é um individuo que dá testemunho por meio de conduta que engrandece a Deus (Tt 1.6,7). Ou seja, que este tenha boa fama na sociedade. Cheios do Espírito Santo, atitude que se relaciona com o recebimento do batismo e também indica um ministério profético sob a inspiração do Espírito Santo e que leva a presença do Espírito Santo em sua vida diaria, espírito, alma e corpo santificados ao Senhor (1 Ts 5.23). Em suma o obreiro deve ser sábio. A sabedoria indica a capacidade de julgar corretamente e agir prudentemente. Sendo que tal ação seja em compadecer pelas almas perdidas sem salvação em Cristo Jesus (Tg 1.5).
2- Nobres funções do diaconato. Em Atos 6.5, encontraremos a citação dos nomes dos primeiros diáconos que foram escolhidos por terem requisitos fundamentais para o exercício do ministério. A escolha dos sete diáconos foi baseada na necessidade de auxilio aos apóstolos. Sendo assim, coube aos diáconos à função de cuidar das viúvas e dos pobres da igreja (At 6.1).
A expressão servir às mesas corresponde à administração de fundos para o serviço social. Entretanto, a função dos diáconos não está limitada a atividades materiais, pois, assim também cabe ao diácono atividades espirituais, como: servir a ceia.
3- Qualificações morais do diácono. Paulo em sua Carta pastoral a Timóteo cita algumas qualificações morais correspondentes ao ministério do diácono (1 Tm 3.8-13).
a) Honestos (v.8): palavra que indica respeito adquirido por conduta.
b) Não de língua dobre (v.8): isto é, de uma só palavra. Pessoa sincera e honesta para com os outros.
c) Não dado a muito vinho (v.8): o diácono não poderá ser inclinado ao vinho.
d) Não cobiçoso de torpe ganância (v.8): o diácono não poderá ser escravo do dinheiro e nem das riquezas. Assim como todo cristão o diácono deverá buscar primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça (Mt 6.33).
e) Marido de uma só mulher (v. 12): tal qualificação não corresponde à afirmação da monogamia, mas sim se trata da importância do diácono ser fiel em seu relacionamento conjugal. Marido de uma só mulher indica que o diácono deverá ser sempre fiel a sua esposa.
4- Passos fundamentais para o exercício do diaconato. Para que o diácono seja bem sucedido na prática ministerial o mesmo deverá ser primeiramente testado (1 Tm 3.10). O teste relacionado ao diácono passa a ser uma analise direcionada ao estilo de vida e conduta que o mesmo desenvolve em seus relacionamentos. No relacionamento com a família o diácono deverá ser marido de uma mulher e que governe bem seus filhos, isto relaciona à conduta pedagógica, e que governe bem a sua própria casa, isto corresponde ao suprimento do que é necessário para a sobrevivência da família (1 Tm 3.12).
Portanto, o diácono deverá ser altamente espiritual, cheio do Espírito Santo e de boa conduta.
II – ESTEVÃO EXEMPLO DE SERVO ÚTIL.
Estevão, do grego, coroa, foi o primeiro mártir do cristianismo e o primeiro nome citado pelo evangelista Lucas na lista dos sete diáconos. É o único dos sete que ao ser citado aparece algumas qualificações.
1- Virtudes presentes no ministério de Estevão. Jesus assim disse: “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizeis: somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lc 17.10). Estevão era diferente era consagrado ao diaconato, porém, fazia atividade concernente aos evangelistas.
Os diáconos deveriam ter três qualificações básicas: boa reputação, ser cheios do Espírito Santo e cheios de sabedoria. Porém, Estevão é citado com duas outras qualificações: cheio de fé e de poder (At 6.5,8).
Estevão era cheio do Espírito Santo, isto indica que o diácono era obediente e temente a Deus, e desenvolvia diariamente os frutos do Espírito. Por outro lado Estevão era cheio de poder, virtude alcançada mediante uma vida de consagração a Deus e por meio de tal virtude prodígios e grandes sinais eram realizados no meio do povo (At 6.8).  A sabedoria de Estevão era demonstrada na prática da evangelização (At 6.10).
2- Estevão primeiro mártir. Mártir do grego, máryr, indica o seguinte significado; testemunha. Com as perseguições o termo corresponde a aqueles que morreram, mas não negarão ao Senhor Jesus. O livro de Atos por ser uma obra de valor e qualificação histórica registra a morte de Estevão que de fato é a primeira morte de alguém no cristianismo por não negar ao Senhor Jesus.
Foi Estevão modelo para a sua geração na dedicação ao Senhor ao ponto de sofrer a morte e não negar ao Senhor, como também é ele para as gerações posteriores ao inicio do cristianismo um exemplo de servo que não se preocupou em ser servido e nem mesmo em ser respeitado por ser de boa conduta. A preocupação de Estevão era servir ao Senhor que esta seja também a preocupação da igreja do Senhor nestes dias tão difíceis.
III – O DIACONATO DA IGREJA.
Igreja existe para servir ao Senhor. A principal missão da igreja é proclamar o Evangelho. Quando a igreja deixar de ser missionária, a mesma deixará de ser igreja. Porém, a missão profética da igreja é manifestada de diversas facetas.
1- Missão Social. A igreja primitiva estava fundamentada em quatro pilares: doutrina, comunhão, solidariedade e oração. E perseveravam no partir do pão (At 2.42), tal citação garante que existia na igreja primitiva a partilha do pão. A igreja em Atos dos apóstolos é apresentada como igreja caridosa (At 2.45), Igreja que era consciente das necessidades dos cristãos (At 11.27-30) e a igreja de fato cumpria sua missão social (2 Co 8.3,4).
2- Missão Ética. Ética é a ciência que trata da conduta humana, é enfatizada pelo cumprimento dos direitos e pela prática dos deveres do individuo na sociedade em frente às instituições: família, igreja, estado, empresa e escola. A igreja em si deverá comportar eticamente perante o mundo com conduta que seja referencial para os demais integrantes da sociedade.
A missão ética da igreja torna-se obrigatória por se basear na pessoa de Deus, que é um Ser pessoal e ético e tal verdade é confirmada nos atributos morais de Deus. Justiça, santidade, misericórdia, perfeição e amor são atributos de Deus e os mesmos são indicativos da ética cristã.
 Em Mateus 5.13, está escrito; Vós sois o sal da terra. O sal só é fazendo. Logo, aqui se encontra uma atribuição da igreja com a ética em preservar e dá sabor ao mundo.
Já em Mateus 5.14, está escrito; Vós sois a luz do mundo. Aqui estar mais uma missão ética da igreja em ser a luz e iluminar o mundo.
3- Missão Profética. Portanto, no imperativo da Grande Comissão inclui, na sua essência, a responsabilidade da igreja em contribuir com a Ação Social, pois a Ação Social passa a ser a eliminação das causas das necessidades das pessoas, correspondem com atividades políticas e econômicas, procura transformar as estruturas da sociedade e praticar a justiça social. Sem a Igreja não há possibilidade da autêntica prática social.
Em suma, a missão profética da igreja não apenas se restringe à proclamação do evangelho, mas por sua desenvoltura e aplicabilidade torna-se possível o assistencialismo aos pobres, aos enfermos e à libertação dos cativos (Mc 16.15-18).
CONCLUSÃO
A principal missão do diácono era servir. Não importar o grau ministerial ou a condição financeira, Deus tem nos chamado para servi-lo. E por meio do serviço da igreja as pessoas que estão a nossa volta serão abençoadas.




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

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Está em União.

Estudo Bíblico Sete Lições do Centurião de Cafarnaum


Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: ‘Vá’, e ele vai; e a outro: ‘Venha’, e ele vem. Digo a meu servo: ‘Faça isto’, e ele faz”. Lucas 7:7-8

A história do centurião de Cafarnaum é bastante conhecida, não apenas no meio evangélico, mas em todo o mundo, cristão ou não. Por uma boa razão: é um exemplo prático de fé e como ela deve ser praticada. A história nos desafia a exercer um tipo de fé que, até aquela data, ainda não tinha parâmetro de comparação, visto que Jesus mesmo disse “que ainda não havia visto fé como aquela”. E, até hoje, é uma fé que não encontra rivais.

O centurião era o oficial romano responsável pelo comando de uma guarnição de 100 homens, que geralmente ficavam aquartelados em cidades estratégicas, fosse pela importância ou pela localização geográfica. E, em Cafarnaum havia um centurião que se destacou não apenas pela competência profissional, mas também ficou conhecido pela empatia pessoal e por uma fé ímpar, especial. Um tipo especial de fé que nos desafia hoje, mesmo passados dois milênios.

Esse homem tinha a reputação similar à que hoje possui um delegado em cidade do interior. Ele era a “autoridade” ou, como dizem alguns, em avançado estágio de decomposição embriaguês: “seu dotô otoridade“. Mas, uma coisa que me chama atenção nesse homem sem nome, sem passado e sem história – mas que marcou a História -, é que ele, apesar disso, era um homem humilde e simples, que atentava para as necessidades das pessoas ao seu redor.

Ah, como homens desse naipe fazem falta nos dias atuais. Infelizmente, muitos hoje, mesmo em posições eclesiásticas, mal sobem um tijolo degrau e já se consideram superiores aos demais. E o que direi de políticos, empresários e até mesmo aqueles que foram nomeados para nos defenderem, agindo como crápulas e criaturas de baixeza tal que encontro dificuldades em encontrar um nome adequado para qualificá-los?

Em meus sonhos de pura fé infantil, me vejo rabiscando um rol de pessoas a quem desejo conhecer ao chegar no Céu (depois de dar aquele abraço apertado no Senhor, óbvio… risos). E, nessa singela lista, rabisco facilmente os nomes de Josué, o maior líder de torcida organizada de todos os tempos (ganhava o jogo no grito), Moisés, seu tutor e destruidor de tutancamões (ou algo parecido). Poderia citar Noé, aquele do “meu barquinho em alto-mar“, e não poderia deixar de fora, claro, Davi, o terror dos gigantes. Mas, nessa lista ainda incompleta, vou achar um jeito de incluir uma nota de rodapé: “não esquecer de procurar o centurião sem nome“.

Assim, peço que me acompanhe nessa agradável caminhada na qual vamos tentar abordar o que esse anônimo famoso tem a nos ensinar sobre fé, amizade, confiança, humildade e autoconhecimento. Vem comigo.

Lições de Atitude, Fé e Humildade

1. Ele se preocupava com quem lhe era sujeito

Infelizmente, hoje isso é raro: pessoas em elevada posição que se preocupam com quem está abaixo de si. É muito triste ver pessoas investidas de poder utilizando dessa autoridade para pisar e humilhar os mais humildes e menos favorecidos. Caso você seja ou venha a se tornar alguém de elevada posição, seja social, profissional, eclesiástica ou política, aprenda com o centurião de Cafarnaum a dar mais atenção a quem lhe serve. Fazendo assim, essa pessoa continuará a lhe servir cada vez mais e por mais tempo ainda.

2. Ele não era orgulhoso de sua posição social

Outra mazela da atualidade: pessoas que gostam de mostrar sua posição acima dos outros. É o caso clássico do “você sabe com quem está falando?” na prática, a famosa “carteirada”. Isso deveria ser um caso de vergonha nacional mas, infelizmente, é um indício de vício cultural. Um vício contaminante, por sinal. Nossa sociedade apresenta sinais claros de que está enferma, e esse é um desses evidentes sintomas. O centurião nos ensina, através de seu exemplo, a não deixar seu caráter ser contaminado com sua posição.

3. Ele sabia diferenciar poder de autoridade

Apesar de ser bastante fácil de definir o que é autoridade e o que é poder, tornando ainda mais fácil distinguir um do outro, esse ainda é um erro banal e muito repetido, inclusive no meio eclesiástico. A melhor forma de demonstrar o que é um e outro é pelo exemplo, e esta será a forma que tomaremos de empréstimo para tal.

Pense em um guarda de trânsito, fardado e de apito na mão. Ele vê um pedestre querendo atravessar a faixa, mas os carros não lhe dão a vez, então ele se posiciona, aponta para os carros em movimento e faz soar seu apito em alto e bom som. O que acontece? Os carros param: carros pequenos, motos, carros maiores e até mesmo caminhões e ônibus cheios. Por que param? Porque ele tem autoridade e os motoristas a respeitam. Mas, o guarda tem poder para parar os carros? Não.

Entendeu a diferença entre autoridade e poder? O centurião tinha autoridade do império romano para dar ordens e manter a ordem, mas não tinha poder. Nunca se esqueça disso: autoridade é outorgada e revogada; assim como você um dia recebeu, poder perder. Mas, poder não se outorga e não se perde, ou você acha possível que Deus perca Seu poder?

4 . Ele exercia sua autoridade com confiança e convicção

A frase do centurião nos mostra que ele era um homem decidido e um líder confiante. Tanto ele era confiante que seus subordinados o obedeciam: “eu mando um fazer isso e ele faz. Digo a outro que vá, e ele vai”. Quando você é liderado por alguém que exerce sua liderança de forma confiante e convicta, obedecê-lo não é um fardo, mas um prazer. Dura coisa é seguir alguém que não sabe para onde vai, quanto mais enviar alguém para fazer algo ou para algum lugar.

Outra coisa importante sobre autoridade: o oficial romano exercia a autoridade em nome de outro, qual seja, o imperador. E isso nos ensina a nós, cristãos, que exercemos autoridade no nome de Jesus, mas o poder ainda é dEle, e não nosso. Você, que é líder na igreja, aprenda isso e exerça a autoridade que Deus lhe deu de forma a honrar Aquele que detém todo o poder, e confiou em você para exercê-lo em Seu nome. Dessa forma, você nunca perderá Sua autoridade.

5. Ele sabia que Jesus tinha uma autoridade sobrenatural

Isso é algo que me chama a atenção: um gentio que, na teoria, desconhecia o poder de Deus manifesto em Jesus, não tinha qualquer dúvida sobre a capacidade sobrenatural do Senhor em realizar milagres. Por sinal, uma coisa que os fariseus (“santos”) os “mestres da Lei’ viviam tentando desacreditar e distorcer: o poder sobrenatural de Jesus.

Infelizmente, esse é o tipo de coisa que ainda vemos acontecer: crentes duvidando do poder de Deus, de Ele realizar um milagre em nossas vidas, enquanto pessoas que não professam a mesma fé que nós, e não conhecem o Senhor como nós conhecemos, não duvidam que Ele pode realizar algo miraculoso e mudar o quadro de suas vidas. Essa é uma dura lição que nós, cristãos, aprendemos com o centurião: confiar mais no Senhor e crer que o milagre vai acontecer.

E você, faz como o centurião e também crê que o impossível Ele pode fazer em sua vida?

6. Ele sabia que uma palavra do Senhor poderia mudar qualquer situação adversa

Essa é consequência natural de crer no poder de Deus para mudar situações. O centurião demonstrou um tipo de fé singular, uma fé capaz de fazer tremer o pior dos demônios e de impactar o crente mais fiel. Ele mostrou a fé como ela deve ser, uma fé que, na maioria das vezes, temos medo de exercer, de colocar em prática. Nós, cristãos, somos impactados e desafiados pelo exemplo do centurião: crer que UMA palavra do Senhor pode mudar tudo.

Quantas vezes somos testados em nossa fé, e achamos que a situação está perdida? Nesses momentos, corremos aos pés de Jesus e pedimos que Deus reverta o quadro, esperando que Ele nos responda e nos dê o alento para seguirmos em frente. Mas, vai passando o tempo, as coisas não mudam ou, pior: pioram, e nossa fé vai esvanecendo e a confiança esmorecendo. Nós nos esquecemos, com relativa facilidade, da Palavra do Senhor, dita em nosso favor, aquela mesma palavra que choramos e nos alegramos ao ouvi-la…

Dizem que memória de brasileiro é curta, porque continua votando nos mesmos safados políticos de sempre, mas parece que a memória do cristão brasileiro é ainda pior. Se o eleitor se esquece de quem não presta, e continua acreditando nele, o cristão despreza o inesquecível. E se nós usássemos e ousássemos exercer a mesma fé do centurião, o que aconteceria? Sinceramente? Não sei… nunca tive coragem de crer dessa forma, embora, algumas vezes, tenha chegado perto.

Antes de desafiar você, meu caríssimo leitor, eu preciso desafiar a mim mesmo para crer como creu aquele homem. E, se eu não crer, o bicho créu em mim (risos).

7. Ele acreditava que a palavra de Jesus era poderosa para reverter o quadro

Algumas vezes em minha trajetória eu fui obrigado a crer no milagre. Geralmente isso acontecia quando não havia mais saída ou outra opção. Eu ficava sem alternativas, então só me restava crer. É mais ou menos parecido como naqueles filmes em que o mocinho está à beira de um precipício, com o mar lá no fundo, sem vontade alguma de pular. Mas, os inimigos estão chegando, querendo esfolá-lo vivo e ele, sem saída, pula. Na vida, apesar de não ser bem assim, é bem por aí! risos

Às vezes, Deus nos coloca nesses becos sem saída da vida justamente para nos dar aquele incentivo: Pula, meu filho, nos meus braços, que Eu te seguro! Mas, não é fácil. Aliás, não é NADA fácil. Como dizia um pastor amigo meu: a fé é um salto no escuro nos braços de Deus. O centurião, ao contrário da maioria de nós, quando ouve uma palavra da parte do Senhor, vai embora crendo que Ele vai resolver a situação. O centurião, não. Ele acreditava que a palavra do Senhor era poderosa e eficaz ANTES de Jesus proferi-la! Minino, isso é que é fé! Bota fé nisso, homi!

Conclusão
Um detalhe interessante acerca da identidade do centurião: por que não foi registrado seu nome? Quando Pedro foi visitar outro importante centurião romano, em Cesaréia, seu nome é revelado: Cornélio. Mas, por que a omissão ao centurião de fé? Não sei, mas posso especular que há um motivo para isso, e meu senso de curiosidade me diz que esse motivo pode ser até simples.

Nomeando o centurião, ele se tornaria exemplo de muitos, mas também um ideal que a maioria julgaria inatingível. Deixando-o anônimo, talvez Deus esteja querendo nos dizer que qualquer um pode exercer a mesma fé que aquele oficial romano demonstrou. Talvez a maior mensagem que possa ser pregada sobre o centurião dessa passagem não seja a que está explícita, mas a implícita: um herói da fé anônimo.

E esse talvez seja o maior segredo da fé: não aparecer, para que somente Jesus apareça. Não nos fornecendo o nome do santo, mas apenas o milagre por ele operado, Jesus pôde ficar em evidência na passagem, e apenas o nome dEle foi glorificado, apenas Ele foi o protagonista da história. Nesse filme que é a vida cristã, cujo roteiro foi escrito por Ele, somos meros coadjuvantes no Caminho da vida. Coadjuvantes como foi João Batista: que Ele cresça e que eu diminua.

Agora, acabei de aprender que um gentio, aliás, um gentil oficial romano, também abdicou da primazia e saiu de cena para dar lugar ao Rei. Ah, meu caro anônimo, como você me ensinou tanto, e nem sei sequer seu nome, para lhe agradecer por isso. Me aguarde no Céu (risos), que irei lhe procurar e lhe agradecer pessoalmente.

E você, aprendeu as lições do centurião de Cafarnaum? Que tal, agora, acreditar que o Senhor tem poder para fazer o milagre e esperar que esse milagre aconteça de verdade?



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O que significa ser uma só carne no casamento?

Pergunta: "O que significa ser uma só carne no casamento?"

Resposta: 
O termo “uma carne” vem da descrição de Gênesis da criação de Eva: “Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:21-25).

O termo “uma carne” significa que assim como o nosso corpo é inteiro e não pode ser dividido em pedaços e ainda ser um inteiro, assim também Deus estabeleceu o relacionamento matrimonial. Não há mais duas entidades (dois indivíduos), mas agora há apenas uma entidade (um casal). Essa nova união tem várias características.

Quanto à duração da união, Jesus diz que Deus criou o casamento para que o casal permanecesse juntos até que a morte os separassem (Mateus 19:6). Quando divórcio acontece contrário ao plano de Deus, você não tem dois “inteiros”, mas sim duas metades que foram separadas bruscamente uma da outra. Quanto a ligações emocionais, a nova unidade é mais importante do que todos os relacionamentos prévios e futuros (Gênesis 2:24ª). Algumas pessoas, mesmo depois de casados, dão mais atenção ao seu relacionamento com seus pais do que ao seu cônjuge. Essa é uma receita para desastre em um casamento e é uma distorção da intenção original de Deus de “deixar e unir”. Um problema semelhante pode desenvolver quando o marido ou a esposa começa a se aproximar de um filho/a com a intenção de que ele/a cuide de suas necessidades emocionais, ao invés de depender de seu cônjuge.

Emocionalmente, espiritualmente, intelectualmente, financeiramente e de toda outra forma, o casal deve se tornar um. Assim como uma parte do corpo cuida das outras partes (o estômago digere comida para o corpo, o cérebro dirige o corpo para o bem do corpo inteiro, as mãos trabalham a favor do corpo, etc.), assim também cada parceiro do casamento deve mostrar carinho e cuidado um pelo outro. Cada um não deve ver dinheiro ganho como “meu” dinheiro, mas sim como “nosso” dinheiro. Efésios 5:22-23 e Provérbios 31:10-31 demonstram esse princípio de “unidade” colocado em prática para o marido e sua esposa respectivamente.

Fisicamente: Eles se tornam uma só carne e o resultado de ser uma só carne pode ser encontrado nos filhos que essa união produz; esses filhos agora contêm informação genética como resultado dessa união. E até mesmo no aspecto sexual desse relacionamento, eles não devem considerar seus corpos como pertencentes a si mesmo, mas ao seu cônjuge (1 Coríntios 7:3-5). Eles também não devem se focalizar em seu próprio prazer, mas em dar prazer ao seu cônjuge.

Essa união e a busca do que é melhor para o outro não é uma coisa automática, principalmente depois da queda da humanidade em pecado. O homem, em Gênesis 2:24, é ordenado a “unir-se” a sua esposa. Essa palavra representa duas idéias. Uma é a de ser “colado” em sua esposa, um retrato de quão estreito o relacionamento matrimonial deve ser. O outro aspecto é o de “perseguir/conquistar sua esposa persistentemente”. Essa idéia de “perseguir” deve ir além do namoro que leva ao casamento e deve continuar por todo o casamento. A tendência da carne é a de fazer o que “me faz sentir bem”, ao invés de considerar o que vai beneficiar seu cônjuge. Esse tipo de egoísmo é um problema comum que surge no casamento quando a “lua-de-mel acaba”.

Por mais legal que seja viver juntos cuidando das necessidades um do outro, Deus tem um propósito mais importante para o casamento. Assim como eles estavam servindo a Cristo com suas vidas antes do casamento (Romanos 12:1-2), agora devem servir a Cristo juntos como uma unidade e criar seus filhos para servir a Deus (1 Coríntios 7:29-34; Malaquias 2:15; Efésios 6:4). Priscila e Áquila, em Atos 18, são um bom exemplo disso. À medida que um casal almeja a servir ao Senhor juntos, o gozo que o Espírito dá vai encher o seu casamento (Gálatas 5:22-23). No jardim do Éden, três pessoas estavam presentes (Adão, Eva e Deus) e gozo fazia parte desse relacionamento. Portanto, quando Deus está no centro do casamento nos dias de hoje, também vai haver gozo. Sem Deus, uma união duradoura não é possível.



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