quinta-feira, 21 de junho de 2018

Ame e Ajude as Vidas

A paz seja convosco Amém
estamos em uma grande Obra e não podemos parar, como Neemias 6-3, e por isso nós estamos aqui para lhe dar a chance de ajudar uma vida a chegar-se mais perto do seu Criador.
então queremos aqui lhe dizer que as benção vem na proporção que entregamos de coração em uma obra, ( MISSÃO) em que o Espírito Santo está realizando na vidas dos que de boa grado fazem por outras vidas.
porque essa é a missão que Jesus nos ortogou( IDE E FAZEI DISCÍPULOS DE TODAS AS GENTES) assim quero contar com sua ajuda e também Orarmos por você e toda sua casa Amém contribua com o amor, não com tristeza, mais com alegria. ( 2-Corintios 9-7,15) 
grato a cada um de vocês em nome de Jesus Amém


A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO
 INTRODUÇÃO

A personalidade (quer dizer, a qualidade ou fato de ser uma pessoa) do Espírito Santo é um fato descrito na Bíblia tanto quanto a personalidade do Pai e do Filho. Quando o homem nega essa verdade fica evidente uma cegueira Satânica. Satã, quem ataca toda a verdade, tem atuado em duas frentes contra a doutrina da personalidade do Espírito Santo:
1. Negação doutrinária
O herege antigo, Arius, falou do Espírito como a "energia exercida por Deus". Isso reduz o Espírito de Deus à uma mera amostra do poder do Pai. Este erro ainda é divulgado por várias seitas.
2. Negação prática
Há muitos religiosos que, mesmo não negado a doutrina da personalidade do Espírito em suas confissões de fé, na prática vêem a Ele como um simples poder. Devido a obra do Espírito ser invisível eles o confundem com as suas obras e dons. Este povo freqüentemente refere-se ao Espírito como se fosse possível ter "muito" dEle. O autor lembre-se de uma ocasião quando um Pastor Batista disse, "o Espírito esteve aí com grande poder". Este homem piedoso então corrigiu a si mesmo dizendo, "O Espirito esteve aí com infinito poder e manifestou grande poder." Que sejamos cuidadosos quando falamos do Espírito bendito de Deus.
As igrejas primitivas conheciam o Espírito Santo como uma Pessoa Divina que poderia ser seguida (Atos 13:2) e com Quem poderiam ter comunhão (II Coríntios 13:14). Devemos estar alertas para notarmos quando perdemos o reconhecimento da Sua presença e Pessoa.
I. O ESPÍRITO SANTO ESTÁ ASSOCIADO AO PAI E AO FILHO.
É impossível entender como alguém pode negar a personalidade do Espírito e ainda ter bom senso com as Escrituras (Mateus 28:19; II Coríntios 13:14; I João 5:7). Alguém mencionaria um mero "exercício de esforço" em uma lista de personalidades.
II. O ESPÍRITO SANTO TEM TODOS OS ATRIBUTOS DE UMA PESSOA
A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28. 
B.  Ele sente

1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30 
2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10 
3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).

C. Ele exercita volição (poder de escolha) - I Coríntios 12:11. 
D. Ele age

1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21 
2. Ele ensina - João 14:26 
3. Ele guia - Romanos 8:4 
4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2 
5. Ele convence - João 16:8-11 
6. Ele regenera - João 3:5 
7. Ele conforta - João 14:16 
8. Ele testifica - João 15:26 
9. Ele intercede - Romanos 8:26 
10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28 
11. Ele cria - Jó 33:4

E. O Espírito Santo nunca deve ser confundido com os Seus dons - (I Coríntios 12:4, 7-11; Atos 2:38). Todos os Cristãos têm o "dom do Espírito Santo," mas ninguém tem toda a "diversidade de dons".
F. Cristo confortou os Apóstolos com a promessa da presença de uma outra pessoa divina em sua ausência - João 14:16.
A palavra 'paracletos', traduzida como "Consolador" em João 14:16, é traduzida como "Advogado" em I João 2:1 e neste versículo refere-se a Jesus Cristo. Jesus Cristo é nosso Consolador e assim segue o Espírito, "outro Consolador" que deve ser igualmente uma pessoa divina. A palavra grega usada em João 14:16 para "outro" é allos que significa "um outro do mesmo tipo" ao invés de heteros que Significa "um outro de um tipo diferente."
G.  As ações do homem para com o Espírito provam que Ele é uma pessoa
1. O homem blasfema contra o Espírito - Mateus 12:31. A natureza do pecado que não tem perdão prova a personalidade do Espírito. A blasfema contra uma pessoa e não contra um poder é que não tem perdão. 
2. O homem mente ao Espírito Santo - Atos 5:3. 
3. O homem tenta o Espírito Santo - Atos 5:9. 
4. O homem resiste o Espírito Santo - Atos 7:51. 
5. O homem obedece o Espírito Santo Atos 13:2,3.

H.  São pronomes pessoais usados em referência ao Espírito Santo.
Em Atos 13:2 é usado o pronome !me? e o verbo na primeira pessoa !tenho? ; em João 15:26 o pronome !ele? é usado, também, em João 16:8,13.
CONCLUSÃO
Nas lições seguintes estudaremos os dons e as operações do Espírito Santo. Antes de começarmos, deixe me implorar para que você entenda Quem é o Espírito Santo. Como um jovem crente eu vi muitas igrejas pregarem a obra de Cristo e o plano da salvação, mas, evidentemente, esqueceram-se da pessoa de Cristo. Não devemos cometer o mesmo erro em se tratando do Espírito Santo.



segunda-feira, 18 de junho de 2018


Comportamentos que mais têm destruído cristãos na atualidade

(1) Não ter intimidade com Deus
A Bíblia nos ensina lições fortes sobre a intimidade com Deus: “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Salmos 25:14). Deus não é íntimo de qualquer um. Ser íntimo de Deus é um privilégio daqueles que verdadeiramente temem ao Senhor. O grande problema de muitos atualmente é que veem Deus não como alguém com quem devem interagir de forma pessoal, íntima, mas como uma espécie de gênio da lâmpada que é acionado apenas quando as coisas estão ruins. Não ter intimidade com Deus é a causa de muitos crentes estarem com vidas destruídas.
(2) Isolar-se da vida em comunidade
Deus não fez seus servos para o isolamento. Inclusive, o conceito bíblico de igreja do Novo Testamento não é um conceito unitário, mas de comunidade. Igreja é comunidade. Você, sozinho, não é a igreja de Cristo. Você é uma parte dela que, sozinho, não pode realizar a obra que Deus deseja para sua vida. Por isso, o isolamento da vida em comunidade é um grave mal para a vida de qualquer crente que deseja servir a Deus com plenitude.
(3) Deixar a missão que Deus tem para sua vida para quando der tempo
O tempo tem sido a moeda mais valorizada em nossos dias. Não é à toa que cada vez mais pessoas têm preferido dedicar todo o seu tempo aos estudos, a carreira, ao entretenimento e a outras coisas que a sociedade tem apresentado como importantes. Isso tem afastado as pessoas de Deus e da missão especial que o Senhor tem para Seus servos e, consequentemente, tem destruído cristãos, pois estes rejeitam os planos de Deus, colocando seus próprios como prioridade. Jesus falou de alguém assim, e a conclusão a que se chegou foi que aquele homem era um louco: “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20).
(4) Buscar a bênção de Deus e não o Deus das bênçãos
Ligue a sua tevê e logo achará algum canal onde se vendem as bênçãos de Deus. Esses locais estão lotados, abarrotados de gente com o foco na bênção que o Senhor pode lhes dar. O que eles não sabem é que buscar a bênção de Deus antes de buscar o Deus da bênção é pura perda de tempo. O relacionamento com Deus vale muito mais do que qualquer bênção. Essas pessoas, porém, quando não recebem a bênção buscada, abandonam a Deus. Elas têm suas vidas cristãs destruídas porque são interesseiras.

(5) Não dedicar-se ao estudo contínuo da Bíblia
A Bíblia é chamada de alimento, mas os cristãos de nossos tempos não a têm encarado como seu alimento sólido. Isso ocorre porque não existe dedicação ao estudo da palavra, à busca constante do conhecimento a respeito de Deus e de Sua vontade. Isso gera crentes fracos, levados de um lado para o outro por qualquer outro “alimento” que o mundo dá a eles. Um outro povo na antiguidade foi destruído por esse mesmo motivo: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento….” (Oseias 4:6)
(6) Negligenciar as práticas espirituais
As práticas espirituais são armas que Deus nos deu para que estejamos sempre firmes e fortes para as batalhas. Podemos citar aqui a leitura da Bíblia, a oração, o jejum, a adoração, etc. Uma grande causa do enfraquecimento de muitos crentes é exatamente o fato de não carregarem em suas vidas essas poderosas “armas”. Não ora, não medita na Bíblia, não jejua, não adora a Deus em espírito e em verdade. Em que tipo de crente essa pessoa se transformará? Certamente em um destruído, pois os inimigos não perdoam as negligências de seus opositores.
(7) Não aceitar que a vida cristã tem suas dificuldades
Existe uma pregação muito bonita feita por aí, que é a pregação que mostra a vida cristã apenas tendo bênçãos e flores! Pregação mentirosa. A Bíblia mostra a vida cristã como caminho estreito, como aflições por causa do ódio do mundo contra Deus e Seus servos. Como uma batalha árdua com muito inimigos. O crente que se engana dessa forma cai em prantos diante da primeira adversidade! Vida cristã não é colônia de férias! Vida cristã é para quem realmente ama o Mestre acima de todas as coisas!
 (8) Zombar de Deus
É claro que a maioria das pessoas de forma alguma acredita que zomba de Deus. Mas não é isso que fazem quando prometem e não cumprem, quando fingem ser religiosos e não o são, quando mentem falando sobre as coisas de Deus e não as vivem? Quando aceitam o pecado como algo que faz parte das suas vidas? Zombar de Deus é cavar para si mesmo uma cova de destruição, pois Deus não aceita zombaria: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). O crente verdadeiro teme e treme diante de Deus.
(9) Achar que suas opiniões são mais importantes que a Bíblia
Na era das redes sociais a opinião é algo que está cada vez mais em foco. Ter opinião não é pecado. O problema é que hoje as opiniões estão sendo aceitas em um patamar mais alto do que a infalibilidade da Bíblia. Não interessa o que a Bíblia diz, o que importa é a opinião de cada um! Esse é o lema do politicamente correto que muitos têm aceitado e que têm destruído muitos crentes, pois opiniões não são bases fortes, não são a palavra inerrante de Deus!
(10) A amizade com o mundo
Ser luz para o mundo e sal para ele é a nossa missão. Mas hoje cada vez mais muitos crentes têm buscado a amizade do mundo. Uma aproximação perigosa e destruidora com suas práticas infrutíferas, com suas culturas erradas, com elementos que ferem a palavra de Deus. Essa aproximação tem representado a destruição de muitos, pois a amizade com o mundo representa a rejeição para com Deus: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4).
Mais conhecimento da Bíblia em menos tempo?
Não sei se você é uma dessas pessoas que tem dificuldades de entender a Bíblia. Eu já fui e sofri muito! Mas não me dei por vencido, não me deixei ser derrotado pelos inimigos. E você, como anda sua leitura da Bíblia? Seu entendimento? Que tal melhorar nessa área da sua vida espiritual, aprendendo a entender assuntos da Bíblia de forma simples e rápida, ajudado por quem já superou as mesmas dificuldades que você enfrenta?


terça-feira, 12 de junho de 2018

JUDAS, IRMÃO DE JESUS (Judas, 1)  “Quase desconhecido, mas sério e íntegro”

Judas era um nome comum. Pelo menos, oito homens assim se chamava no Novo Testamento. Significa “louvor a Iah”. É o “Judá”, no Antigo Testamento. Daqui vem “judeu” (“aquele que louva a Deus”). Dois discípulos de Jesus tinham este nome, o Iscariotes e Judas, filho de Tiago (Lc 6.16 e At 1.13). Jesus tinha um irmão com este nome: Mateus 13.55. Ele não cria em Jesus: Jo 7.5. Após a ressurreição, passou a crer: Atos 1.14. É tido como o autor da carta de Judas.
1. PISTAS PARA IDENTIFICAÇÃO
Ele é irmão de Tiago (v. 1). Bem cedo a igreja viu nestes dois os meio-irmãos carnais de Jesus (História Eclesiástica, de Eusébio). Não teve dúvida sobre isto. O autor não se diz “apóstolo” (não era o Judas, filho de Tiago). É “irmão de Tiago”, porque seu irmão era pastor da igreja de Jerusalém. Tiago não se disse irmão de Jesus. Eram modestos. Paulo deixou registrado que Tiago era irmão de Jesus (Gl 1.19). E Judas se apresenta como seu irmão. Há um Judas e um Tiago que são irmãos, na igreja (Mt 13.55). São os irmãos de Jesus.
2. UM TESTEMUNHO DA HISTÓRIA
Segundo Hegesipo, no ano 96, ao perseguir os cristãos, Dominiciano soube de dois netos de Judas, irmão de Jesus. Foram levados à sua presença. Eram lavradores rudes, sem pretensão política.  Diziam que “o reino de Cristo não era deste mundo, mas seria manifestado na consumação dos tempos, quando Ele viria em glória para julgar os vivos e os mortos” (Halley). Há testemunho da história dos sobrinhos-netos de Jesus, descendentes de Judas, seu irmão. Estavam firmes na fé.
3. A CARTA DE JUDAS
Provável data: ano 67. Trata da firmeza na fé (Jd, 3) e de incrédulos pervertidos na igreja (v.v. 4-6). Falsos mestres na igreja torciam o evangelho (ainda os há!). Este é o foco: falsos cristãos dentro da igreja. O Apocalipse fala do inimigo externo e Judas fala do inimigo interno. Este é o mais nocivo para a igreja. Cuidado com falsos mestres! Causam mais males que os incrédulos.
4. A CITAÇÃO DE LIVROS APÓCRIFOS
Judas cita dois apócrifos, “A Assunção de Moisés” (vv. 8-9) e “A Profecia de Enoque” (vv. 14-15). Usa como ilustração sem firmar doutrina.  Pregadores citam autores seculares em sermões. Os cristãos conheciam livros religiosos edificantes, não inspirados. Eles se firmavam no conhecimento, e estudavam assuntos religiosos. Bom exemplo. Lemos bons livros religiosos?
CONCLUSÃO
Há três desafios em Judas:
(1) Manter-se servo. Ele não é o irmão de Jesus, mas “servo” de Jesus. Não era “mano do chefe”, mas servo, como os demais.
(2) Sua preocupação com a sã doutrina. Quem acha que doutrina não é importante leia as epístolas, todas escritas para doutrinar os crentes. Aprender é bom e estudar é necessário. Não é crer festivamente sem ligar para nada.
(3) O desejo deles para os crentes. Eles são chamados, amados e guardados (v. 1). E ele lhes deseja misericórdia, paz e o amor de Deus em suas vidas. (4) O louvor a Jesus Cristo (vv. 24-25). Assim ele termina sua carta. O nome a ser exaltado é sempre o de Jesus. E lembremos do título do estudo: “Quase desconhecido, mas sério e íntegro”. Um homem fora dos holofotes, mas de caráter. Quanta gente amando os holofotes! Judas nos ensina: ponha o foco em Jesus!



segunda-feira, 11 de junho de 2018

Qual é o significado da visão do vale de ossos secos?
A visão do vale de ossos secos mostra que não há nenhuma situação que Deus não pode transformar. Nem mesmo a morte é mais poderosa que Deus! O vale de ossos secos é uma mensagem de esperança.
Em uma visão, Deus levou o profeta Ezequiel para um vale cheio de ossos humanos. Os ossos tinham estado lá há muito tempo e estavam muito secos. Deus perguntou a Ezequiel se os ossos poderiam voltar a ter vida mas Ezequiel não sabia a resposta (Ezequiel 37:2-3).
Então, por ordem de Deus, Ezequiel profetizou sobre os ossos secos, dizendo que iriam receber vida nova. Nesse momento, os ossos se mexeram! Esqueletos se juntaram e surgiram tendões, músculos e pele sobre eles (Ezequiel 37:4-6).
Mas os corpos ainda não estavam vivos. Então Deus mandou Ezequiel profetizar outra vez, chamando o espírito de vida para entrar dentro dos corpos (Ezequiel 37:9-10). Assim, os corpos ficaram vivos, se puseram de pé e se tornaram em um grande exército!
Veja também: quem foi Ezequiel?
O significado do vale de ossos secos
Deus explicou a Ezequiel que a visão do vale de ossos secos representava a restauração de Israel. No tempo em que Ezequiel recebeu essa profecia, o povo judeu estava exilado no império babilônico e Jerusalém estava destruída. Não havia mais esperança. O povo se sentia morto, abandonado por Deus, sem futuro.
No entanto, Deus prometeu que iria mudar a situação (Ezequiel 37:11-14). O povo de Israel voltaria para sua terra e seria restaurado. Deus também iria encher Seu povo com Seu Espírito, trazendo vida nova.
Deus cumpriu a promessa do vale de ossos secos! Depois de 70 anos no exílio, os judeus tiveram permissão para voltar para casa. Eles reconstruíram Jerusalém e o templo e se voltaram de coração para Deus. Mas esse foi apenas o início da restauração...
Alguns séculos mais tarde, Deus enviou Jesus. Com sua morte e ressurreição, Jesus trouxe verdadeira restauração. Agora todos que crêem em Jesus podem receber o Espírito Santo! Pelo Seu poder, Deus muda nossas vidas, que antes não tinham esperança, e nos dá vida nova (João 11:25-26).
O vale de ossos secos mostrou o que Deus podia fazer por Israel e também o que Ele pode fazer em nossas vidas. Nada é impossível para Deus!





quarta-feira, 6 de junho de 2018

Quem é o Espírito Santo? Ele é Deus? Estudo Sobre o Espírito Santo
O Espírito Santo é Deus, sendo denominado na teologia como a Terceira Pessoa da Trindade. A Bíblia responde explicitamente a pergunta sobre quem é o Espírito Santo, afirmando, especialmente, sua divindade e personalidade, e destacando sua obra do Antigo ao Novo Testamento.
O Espírito Santo é uma pessoa
Muitas seitas do Cristianismo negam a pessoalidade do Espírito Santo, afirmando que Ele é uma energia ou força. No Entanto, a Bíblia é suficientemente clara ao revelar a personalidade distinta do Espírito Santo.
Apesar do nome “Espírito” ser um gênero neutro no grego, sempre é utilizado pronomes masculinos para se referir a Ele, o que torna explicita a verdade de que Ele é uma pessoa distinta tanto do Pai quanto do Filho (Mateus 3:16; Lucas 4:18; João 15:26; 16:7; Atos 5:32; Hebreus 9:14).
Aliás, a Bíblia explora de uma forma tão explicita os atributos pessoais do Espírito Santo que sua relação com o Pai e o Filho só pode ser entendida se também houver o entendimento de que Ele é uma pessoa (Mateus 28:19; 1 Coríntios 12:4-6; 2 Coríntios 13:13; 1 Pedro 1:1).
Sobre a personalidade do Espírito Santo, a Bíblia fala que Ele possui intelecto (Romanos 8:27; 1 Coríntios 2:10-13), vontade (1 Coríntios 12:11) e emoções (Efésios 4:30), de modo que suas próprias ações refletem essa personalidade, pois Ele ensina, exorta, orienta, controla, testifica, repreende, intercede, tem ciúme etc. (João 14:26; 15:26; Atos 8:29; 13:2; 15:28; Romanos 8:14,26; 1 Coríntios 12:11; 1 Timóteo 4:1; Apocalipse 22:17).
O Espírito Santo é Deus
O Espírito Santo aparece nas Escrituras sendo igualmente Deus, assim como o Pai e o Filho. Tanto a formula batismal como a bênção apostólica pronunciada pelo apóstolo Paulo, indicam claramente essa verdade (Mateus 28:19; 2 Coríntios 13:14; cf. 1 Coríntios 12:4-6; 1 Pedro 1:2).
O próprio Jesus, ao falar sobre o Espírito Santo, se refere a Ele como “um outro Consolador”, numa melhor tradução “um outro Auxiliador”. Essa expressão não apenas aponta para o Espírito Santo como uma pessoa, mas também como Deus, pois Cristo se posiciona em pé de igualdade com Ele ao utilizar a palavra “outro”, ou seja, Ele está indicando que o Espírito Santo é alguém como Ele.
Além do mais, são atribuídos ao Espírito Santo atributos que só pertencem a Deus, como: onipresença, onisciência, onipotência e soberania, glória, eternidade e a própria santidade tão singular que o adjetiva (cf. 1 Coríntios 2:10; 12:4-6; Hebreus 9:14).
Assim, fica evidente que a Bíblia revela o Deus Triúno nas pessoas do Pai, Filho e Espírito. O Filho é gerado eternamente do Pai, e o Espírito procede eternamente do Pai e do Filho (João 15:26).
Portanto, o Espírito Santo é o Espírito do Pai, como também é o Espírito de Cristo, mas não deve ser confundido como sendo a própria pessoa do Pai ou do Filho, ao contrário, é no Espírito Santo que o Pai e o Filho se encontram (Mateus 10:20; Romanos 8:9; 1 Coríntios 2:11,12; Gálatas 4:6). Como disse Agostinho de Hipona, o Espírito Santo é a pessoa que une o Pai e o Filho “em um vínculo de amor”. Em outras palavras, o amor entre o Pai e o Filho é tão grande que se revela na pessoa do Espírito Santo.
A Igreja Primitiva, desde seus primeiros dias, já entendia e reconhecia a plena divindade do Espírito Santo. Isto pode ser notado no episódio em que Ananias e Safaria foram castigados por terem mentido ao Espírito Santo. Na ocasião, o apóstolo Pedro declarou explicitamente que aquele casal havia mentido a Deus (Atos 5:3,4).
Os nomes e títulos do Espírito Santo
Ele é chamado nas Escrituras de “Espírito Santo”, tanto como referência ao atributo divino da santidade que Ele possui por ser Deus, como também para distingui-lo do espírito humano e dos espíritos imundos, isto é, os demônios. A palavra “Espírito” traduz o hebraico ruach e o grego pneuma, que possuem origem em raízes que transmitem o significado de “soprar”.
Às vezes Ele também é chamado simplesmente de Espírito, ou seja, sem a presença do adjetivo “santo”, mas sempre quando isso ocorre o contexto claramente aponta que se trata do Espírito Santo (cf. Efésios 5:18). Ele também é chamado de Espírito de Deus (Mateus 3:16); Espírito do Senhor (2 Coríntios 3:17) e Espírito de Cristo (1 Pedro 1:11).
Muito frequentemente Ele também é denominado com nomes e títulos que fazem referência a sua obra, como por exemplo: Auxiliador ou Consolador (João 14:16; 15:26; 16:7); Espírito da Verdade (João 14:17); Espírito de Vida (Romanos 8:2); Espírito Santo da Promessa (Efésios 1:13) etc.
O Espírito Santo deve ser adorado?
Sim, sendo Ele plenamente Deus, o Espírito Santo deve ser adorado. Infelizmente é comum entre os cristãos, talvez pela dificuldade em entender a doutrina da Santíssima Trindade, que uma das pessoas da Trindade seja adorada mais do que as outras.
Essa é uma prática errada, pois só existe um Deus que subsiste em três pessoas, ou seja, só há uma única essência ou substância Divina, e que, portanto, Pai, Filho e Espírito Santo devem ser adorados de igual maneira.
Apesar de geralmente denominarmos o Espírito Santo como sendo a Terceira Pessoa da Trindade, isso não deve ser entendido como um tipo de hierarquia dentro da própria Trindade em si, visto que, como já foi dito, as três pessoas da Trindade compartilham a mesma natureza divina, uma natureza que é indivisível. Portanto, ao Espírito Santo deve ser rendido pleno louvor, glória e adoração, assim como ao Pai e ao Filho.
O Espírito Santo no ministério de Jesus
Nos registros do Novo Testamento, podemos perceber a ação direta do Espírito Santo desde antes do nascimento de Jesus (Lucas 1:13-15) até o fim de seu ministério terreno. Podemos pontuar algumas questões importantes sobre a atuação do Espírito Santo no ministério de Jesus:
·         Humanamente falando, Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo. Isso fica claro no anúncio do anjo Gabriel feito a jovem virgem Maria (Lucas 1:35).
·         Quando Jesus foi batizado por João Batista, o Espírito Santo desceu sobre Ele. Na ocasião, Ele se manifestou na forma corpórea como de uma pomba (Mateus 3:16; Lucas 3:22).
·         Após ser batizado, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, e depois, “pela virtude do Espírito”voltou para a Galiléia para pregar o Evangelho do reino de Deus que estava sendo estabelecido (Lucas 4:1-14).
·         Na sinagoga, Jesus se apresentou como o cumprimento final da profecia do profeta Isaías, onde as primeiras linhas diziam: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para proclamar boas-novas aos pobres” (Lucas 4:18-21).
·         O Senhor Jesus, pelo Espírito, expulsou demônios (Mateus 12:28), e, conversando com o fariseu Nicodemos, disse que ninguém pode entrar no Reino de Deus se “não nascer da água e do Espírito” (João 3:5).
·         Por fim, como escritor do livro de Hebreus ressaltou, o Espírito Santo foi quem sustentou Jesus durante toda sua obra redentora (Hebreus 9:14).
A obra do Espírito Santo
A obra do Espírito Santo é destaca em toda a Bíblia desde o início. O livro de Gênesis, em suas primeiras palavras, declara que o Espírito de Deus movia-se sobre a face do abismo (Gênesis 1:2). Na Criação, o Pai criou todas as coisas através do Filho pela agencia do Espírito Santo (Jó 26:13; João 1:1-3).
Portanto, é o Espírito Santo que age como doador da vida (Jó 33:24), e depois também concede aos homens habilidades naturais que os qualificam para que estes possam viver neste mundo criado.
A obra do Espírito Santo na salvação
O Espírito Santo desempenha tarefas específicas com relação à história da redenção. Foi Ele quem inspirou as Escrituras, isto é, os autores bíblicos “falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). Logo, Ele é o grande autor da revelação de Deus registrada através de sua Palavra aos homens (Ezequiel 2:2; Zacarias 9:30; 1 Coríntios 2:12,13).
Muitas pessoas acreditam que o Espírito Santo agia de forma diferente nos tempos do Antigo Testamento, especialmente no sentido de não habitar permanentemente nos homens. Esse raciocínio leva a uma diferença qualitativa na forma de agir do Espírito Santo quando comparados os tempos do Antigo e Novo Testamentos.
Todavia, o ensino bíblico aponta para outra direção, isto é, a ação do Espírito Santo, ainda no Antigo Testamento, era essencialmente a mesma que pode ser notada após o Pentecostes. Isso significa que só há uma diferença quantitativa, isto é, no Novo Testamento, após o Pentecostes, sua ação passou a ser mais intensa e percebida, sobretudo com a internacionalização da Igreja.
Com base nisso, então podemos dizer que no Antigo Testamento o Espírito Santo preparava o povo escolhido do Senhor para aguardar a redenção através da pessoa do Messias prometido que haveria de vir, isto é, o Espírito Santo regenerava, convencia do pecado, santificava, ensinava e capacitava os santos a crer no Messias vindouro.
Após a vinda do Messias, sua ação continuou sendo a mesma, com a diferença de que os redimidos, diferente dos tempos do Antigo Testamento, agora creem no Cristo que já veio, já foi sacrificado no Calvário, que está exaltado junto ao Pai, e em breve retornará para buscar o seu povo.
Portanto, com relação à economia da salvação, podemos dizer que Deus o Pai planejou e elegeu seu povo, o Filho executou o plano salvífico, e o Espírito Santo confirma a obra da redenção, aplicando os benefícios da salvação aos redimidos. Estes justificados, pelo Espírito Santo são regenerados, santificados e edificados. Logo, todos os esforços na evangelização e no discipulado só são produtivos pela ação do Espírito Santo, que atrai o pecador à mensagem do Evangelho.
Assim, Ele habita nos crentes, é seu intercessor, os ensina na verdade, os capacita dando-lhes dons espirituais, os conduz à santificação contínua, os guia em toda verdade, gera neles o fruto do Espíritoque contrasta com as terríveis obras da carne, e os preserva firmes até o fim, pois Ele próprio é o selo que marca o povo de Deus, a garantia que concede a certeza da salvação aqueles que foram justificados (João 14:17,26; 16:13; Romanos 8:9-26; 1 Coríntios 2:12-16; 6:19; 2 Coríntios 1:22; 5:5; Efésios 1:13,14; 2:21,22; Gálatas 5; Hebreus 2:4; 10:5).
Em poucas palavras, Martinho Lutero forneceu uma excelente resposta sobre quem é o Espírito Santo, ao dizer que por sua própria razão ou força ele jamais poderia crer em Jesus ou vir a Ele, mas o Espírito Santo o chamou pelo Evangelho, o iluminou com seus dons, o santificou e conservou na verdadeira fé.





Quem é o Espírito Santo?

Alguns anos atrás um professor de quinto ano perguntou aos alunos de sua classe se alguém poderia explicar a eletricidade. Um rapaz levantou a mão. O professor, perguntou: – Como você poderia explicar Pedro?
Pedro coçou a cabeça, pensou, e respondeu: – Ontem à noite eu ainda sabia, mas agora esqueci!
O professor sacudiu tristemente a cabeça e disse para a classe: – Que tragédia! A única pessoa no mundo que já entendeu a eletricidade, e ele esqueceram!
Este professor está na mesma situação que você e eu quando estudamos a doutrina da Trindade. Aceitamos o fato de que a Espírito Santo é Deus, assim como o Pai e o Filho são Deus. Mas quando temos de explicar, estamos num beco sem saída. Nos últimos anos foi falado e escrito sobre a Espírito Santo possivelmente mais do que sobre qualquer outro terna religioso, excetuando o ocultismo. Isto aconteceu principalmente por causa da influência do movimento carismático, que tem sido chamado de “a terceira força” do cristianismo, ao lado do catolicismo e protestantismo. O movimento carismático mais recente, que tem algumas de suas origens no pentecostalismo histórico e dá ênfase ao Espírito Santo, este atualmente permeando profundamente a maioria das principais denominações, bem como o catolicismo. Podemos sentir como o assunto é vasto, e como sabemos pouco sobre ele. Mesmo assim, Deus revelou em Sua Palavra tudo que devermos saber.
Surgirão neste livro muitas perguntas que crentes confusos e às vezes incultos tentaram responder. De fato, milhões de cristãos em todos os continentes estão fazendo estas perguntas. Estão procurando e merecem respostas bíblicas.
Por exemplo: O que é o batismo da Espírito santo? Quando ocorre? Falar em línguas é possível ou necessário hoje em dia? Existe urna experiência chamada “segunda bênção”?
Para iniciar nosso estudo, temos de colocar bem no começo uma pergunta crítica: Quem é o Espírito santo?
O Espírito Santo é uma Pessoa
A Bíblia ensina que o Espírito Santo é uma pessoa. Jesus nunca chamou o Espírito Santo de “isto” quando falava dEle. Em João 14, 15 e 16, por exemplo, Jesus falou do Espírito Santo como “Ele”, porque Ele não é uma força ou uma coisa, mas uma pessoa. Falta instrução ou mesmo discernimento a alguém que trata o Espírito Santo como “isto”.
Na Bíblia vermos que o Espírito Santo tem intelecto, emoções e vontade. Além disto, a Bíblia diz que Ele faz coisas que uma força não faria, somente uma pessoa real.
Ele fala: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas, Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Apoc. 2:7).
“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (Atos 13:2).
Ele intercede: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havermos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rom. 8:26, IBB).
Ele testifica: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei do parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim” (João 15:26).
Ele guia: “Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, acompanha-o” (Atos 8:29).
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Rom, 8:14).
Ele ordena: “E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas a Espírita de Jesus não o permitiu” (Atos 16:6, 7).
Ele conduz: “Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir” (João 16:13).
Ele nomeia: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho. Pois o Espírito Santo os pôs como guardiães do rebanho, para pastorear a Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do Seu própria Filho” (Atos 20:28, BLH).
Pode-se mentir para Ele: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3, 4).
Pode-se insultá-Lo: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos rés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Heb. 10:29).
Pode-se blasfemar contra Ele: “Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra a Espírito Santo não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isto perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isto perdoado, nem neste mundo, nem no porvir” (Mat. 12:31, 32).
Pode-se entristecê-Lo: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes seladas para o dia da redenção” (Efés. 4:30).
Cada uma das emoções e atitudes que alistarmos são características de uma pessoa. O Espírito Santo não é uma força impessoal, como a gravidade e o magnetismo. Ele é uma Pessoa, com todos os atributos de uma personalidade. Mas não é só Pessoa; também é divino.
O Espírito Santo é uma Pessoa Divina: Ele é Deus
Em toda a Bíblia poremos ver claramente que o Espírito Santo é o próprio Deus. Isto poremos deduzir dos atributos que a Escritura Lhe confere. Estes atributos, sem exceção, são os da próprio Deus.
Ele é eterno: Isto significa que nunca houve um momento em que Ele não existiu. “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!” (Heb. 9:14).
Ele é Todo-Poderoso: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamada Filho de Deus” (Lucas 1:35).
Ele é Onipresente (está em todo lugar ao mesmo tempo): “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?” (Salmo 139:7, IBB).
Ele sabe tudo (é onisciente): “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; parque o Espírito a todas estas coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (I Cor. 2:10, 11).
Ele é chamado Deus: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3, 4, grifo meu).
“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Cor. 3:18).
Ele é o Criador: A primeira referência bíblica ao Espírito Santo está em Gênesis 1:2, onde lemos: “O Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. No entanto, Gên. 1:1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. E em Colossenses 1, escrevendo à Igreja de Colossos sobre o Senhor Jesus Cristo, no meio de outras grandes verdades Paulo nos diz. “Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (é conservado em ordem e harmonia, BLH) (Col. 1:16, 17).
Assim, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estavam juntos criando o mundo. É da máxima importância para todos os cristãos compreender e aceitar estes fatos, tanto na teologia como na prática.
Certa vez eu fiz algumas destas afirmações diante de seminaristas. Um deles perguntou: “Geralmente Ele é mencionado por último. Isto não implica em inferioridade?” Só que em Romanos 15:20 Ele não é mencionado por último: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor.” E em Efésios 4:4 Paulo diz: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”.
Mais que isto, a colocação usual das três pessoas da Trindade no Novo Testamento tem a ver com sua seqüência e função. Dizemos, por exemplo, que oramos ao Pai, através do Filho, no poder do Espírito Santo. Eu já mostrei antes que, em termos de função, o Pai veio primeiro, depois a Filho se encarnou, morreu e ressuscitou. Agora, o Espírito atua nesta era do Espírito. A seqüência não prejudica a igualdade, só tem a ver com função e cronologia.
A Trindade
Quando comecei a estudar a Bíblia, anos atrás, a doutrina da Trindade foi um dos problemas mais complexos que encontrei, Nunca cheguei a uma conclusão satisfatória, porque parte dela é mistério. Apesar de não entendê-la totalmente até hoje, aceito-a como revelação de Deus.
A Bíblia me ensina que o Espírito Santo é um ser vivo. É uma das três pessoas da Trindade. Explicar e ilustrar a Trindade é uma das tarefas mais difíceis que se pode dar a um cristão. O Dr. David McKenna contou-me certa vez que Doug, seu pequeno filho, lhe perguntou: – Deus Pai é Deus? Ele respondeu: – Sim. – Jesus Cristo é Deus? – Sim. – O Espírito Santo é Deus? – Sim. – Então como Jesus pode ser Seu próprio Pai? David pensou rápido. Eles estavam naquele momento sentados em um velho Chevrolet 1958. – Escute, filho, ele respondeu. – Ali debaixo do capô está a bateria. Eu posso usá-la para acender as luzes, tocar a buzina e dar partida no carro. Como isto acontece é um mistério – mas acontece! concluiu.
A Bíblia nos ensina a realidade da Trindade, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Estudemos algumas passagens.
Deus revela a Si mesmo na Bíblia progressivamente. Mas há indicações desde a começo do livro de Gênesis de que Deus existe em três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – e que estas três pessoas constituem o único Deus. O cristianismo é trinitário, não unitário. Ao mesmo tempo há um só Deus e não três, deixando claro que o cristianismo não é politeísta.
A Bíblia começa com uma afirmação majestosa: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gên. 1:1).
Estudiosos de hebraico me disseram que na língua hebraica há três graus de número: Singular – um; dual – dois; plural – mais de dois. A palavra traduzida por “Deus” em Gênesis 1:1 é plural, indicando mais de dois. Matthew Henry diz que ela significa “a pluralidade de pessoas na deidade: Pai, Filho e Espírito Santo. Este nome de Deus m plural.. . (confirma) nossa fé na doutrina da Trindade, que é claramente revelada m Novo Testamento, apesar de só levemente sugerida no Antigo”.1
Vemos no relato da criação que Deus desde o início nos fornece algumas indicações da verdade de que a Deidade se compõe de mais de uma pessoa. Eu grifei algumas palavras. Em Gênesis 1:26 Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sabre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”
Mais adiante, em Gênesis 3:22, o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal.” E em Gênesis 11:6, 7 o Senhor disse: “Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo: agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não enteada a linguagem do outro.” Quando Isaías ouviu a voz do Senhor, dizendo: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, ele respondeu: “Eis-me aqui. Envia-me a mim!” (Isaías 6:8).
A doutrina da Trindade está bem mais desenvolvida no Novo do que no Antigo Testamento. Já que a revelação é progressiva, mais luz foi lançada sobre o assunto que estamos estudando. Quando Deus Se revelou totalmente no tempo de Cristo e dos apóstolos.
Em Mateus 28:18-20 está registrada a última ordem de Jesus antes da Sua ascensão. Ele diz aos Seus seguidores: “Fazei discípulos de todas as nações”, batizando os convertidos “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Jesus ensinou aqui que Seus seguidores deveriam levar a mensagem do Seu Evangelho a todas as nações, depois de Ele deixá-los. O Espírito Santo iria usá-los para convocar um povo para a Seu nome. Esta comissão trinitária para batizar associa o Espírito Santo com Deus Pai e Deus Filho como igual a Eles. Ele é Deus Espírito Santo.
É emocionante notar que Jesus diz que não deixará os crentes sozinhos. Através do Espírito Santo que Ele e o Pai enviaram, Ele nunca nos deixará nem nos abandonará (Heb. 13:5). Ele permanecerá com cada crente até o última instante. Este pensamento me tem encorajado centenas de vezes nestes dias sombrios, em que as forças satânicas estão operando em tantos lugares diferentes do mundo.
Dentro desta mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo afirmou: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Cor. 13:14). Esta bênção não deixa dúvidas de que o Espírito Santo é um com o Pai e um com a Filho na Deidade. Não é um mais um mais um igual a trêsÉ um vezes um vezes um igual a um. O Espírito Santo é um com o Pai e com o Filho. Se o Pai é Deus, e Jesus é Deus, então o Espírito Santo também é Deus.
O principal problema da doutrina da Trindade é que o cristianismo diz ser monoteísta. Rejeita o politeísmo, a crença em mais de um Deus. A resposta é que a Trindade preserva a unidade da Deidade, reconhecendo ao mesmo tempo que nela há três pessoas, que não deixam de ser uma em essência. Deus é um, mas esta unidade não é simples – é complexa.
Isto é um assunto terrivelmente difícil – muito além da capacidade de compreensão das nossas mentes limitadas. Mesmo assim é extremamente importante declarar a posição bíblica, e ficar em silêncio onde a Bíblia não diz nada. Deus Pai é plenamente Deus. Deus Filho e Deus Espírito também. A Bíblia apresento isto como um fato. Não o explica. Apesar disto muitas explicações têm sido sugeridas, algumas parecendo ser bem lógicas, mas nenhuma consegue preservar a verdade do que a Escritura ensina.
O “modalismo” foi uma heresia dos primeiros tempos do cristianismo. Ensinava que Deus apareceu em diferentes épocas sob três modos ou formas diferentes – primeiro como Pai, mais tarde como Filho, e por último como Filho. Os que defendiam este ponto de vista pensavam que ele preservava a unidade do monoteísmo. Mas significava também que quando Jesus orava, Ele tinha de falar consigo mesmo. Além disto um texto como o de Atos 2, que diz que o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo, faz pouco sentido m modalismo. Acima de tudo, esta posição violava a mais clara apresentação da Trindade em unidade, expressada na Grande Comissão de Jesus, registrada por Mateus. Jesus disse claramente que Seus discípulos deveriam batizar os convertidos “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. A construção da frase no grego deixa claro que Jesus está se referindo a três pessoas diferentes. Ele ensinou, sem margem de dúvida, a doutrina da Trindade.
Vimos até aqui que o Espírito Santo é uma pessoa, é Deus, e faz parte da Trindade. Quem não reconhecer isto não terá a Sua alegria e poder. De fato, uma compreensão deficiente de qualquer pessoa da Trindade trará a mesma conseqüência, porque Deus é importante em todos os sentidos. Mas isto vale especialmente para o Espírito Santo, porque apesar de o Pai ser a fonte de todas as bênçãos, e o Filho o canal de todas as bênçãos, é pela ação do Espírito Santo em nós que toda a verdade se torna viva e operante em nossas vidas.
Para resumir tudo isto, a afirmação mais importante que eu posso fazer é esta: não há nada que o Pai Seja e o Espírito santo não seja. O Espírito Santo tem todos os aspectos essenciais da deidade. Podemos dizer dEle a mesma coisa que o antigo Credo Niceno disse de Jesus Cristo: Ele é verdadeiro Deus de verdadeiro Deus! Assim, nós dobramos as joelhos diante dEle, nós O adoramos, e O tratamos em tudo como a Escritura exige que tratemos o Deus Todo-Poderoso.
Quem é o Espírito Santo? Ele é Deus!



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