quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A alegria no Espírito

"Alegrou-se Jesus no Espírito Santo" - Lucas 10.21

INTRODUÇÃO
1. A Bíblia afirma que a alegria é fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22). Jesus não quer discípulos medíocres, mas discípulos que produzam muito fruto (João 15.8). Logo, quando vivemos a vida cristã normal, somos alegres e felizes a despeito das circunstâncias. A alegria é marca de uma vida santa, real, verdadeira! Fomos eleitos na santificação do Espírito (1 Pedro 1.2). O santo é uma pessoa normal que vive o padrão de vida do reino de Deus.
2. Uma igreja cujos membros vivem essa dimensão da alegria cai na simpatia do povo e o Senhor acrescenta a ela dia-a-dia os que vão sendo salvos (Atos 2.47). O crescimento dessa igreja não é forçado, artificial, resultado de propaganda, mas é natural, espontâneo e constante. Como podemos nos exultar no Espírito? 
I - EXPERIMENTANDO A ALEGRIA DA SALVAÇÃO
1. Jesus deixou claro que o verdadeiro motivo da alegria não é o sucesso naquilo que fazemos, mas o fato de os nossos nomes estarem escritos nos céus (Lucas 10.17-20).  Davi fala da alegria da salvação (Salmos 51.11). Houve grande alegria na casa do carcereiro de Filipos quando todos experimentaram a salvação pela fé no Senhor Jesus (Atos 16.30-34).
2. Sem Cristo estamos mortos em nossos delitos e pecados (Efésios 2.1). Onde há morte não pode haver alegria. Mas, pela graça, passamos da morte para a vida pela fé em Jesus (João 5.24; Efésios 2.4-5). Quando cremos em Jesus como Salvador e nos submetemos a ele como Senhor, recebemos o dom do Espírito. Exultamos de alegria no Espírito porque não há bem maior do que a salvação. Jesus disse: "Pois que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca da sua alma?" (Mateus 16.26).
3. Os sábios e entendidos podem ficar à margem dessa realidade porque são autossuficientes e se fecham às revelações do Espírito. Pois, é o Espírito que nos guia a toda a verdade, que glorifica a Jesus, que nos leva a Jesus, que comunica as bênçãos de Jesus às nossas vidas (João 16.13-15); é no poder do Espírito que confessamos a Jesus como Senhor (Romanos 10.9-10; 1 Coríntios 12.3); é o Espírito que habita em nossos corações que nos leva a amar a Jesus, a perceber as gloriosas realidades espirituais e a exultar com alegria indizível e gloriosa, pois estamos alcançando o alvo da nossa fé, a salvação das nossas almas (1 Pedro 1.8-9).
II - EXPERIMENTANDO A ALEGRIA DE UMA VIDA SANTA
1. Assim como não pode haver alegria quando estamos mortos em nossos delitos e pecados e precisamos ser salvos, também não pode haver alegria na vida do crente quando ele está em pecado; precisa arrepender-se, confessar e abandonar os seus pecados para que volte a exultar de alegria no Espírito Santo, como Jesus o nosso Senhor e Mestre! Não há verdadeira alegria sem santidade! A santificação não é opcional para o crente, mas condição de vida cristã normal. A Palavra de Deus é enfática: "Sem santidade ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12.14 - ). Como já vimos, somos salvos na base da santificação do Espírito (1 Pedro 1.2).
2. A santificação não é o resultado do esforço próprio, mas da presença e da ação do Espírito Santo em nós. Por isso a santidade é o fruto do Espírito descrito em Gálatas 5.22-23. O Espírito é terceira pessoa da trindade e habita no coração do crente. Através dele o Pai e o Filho fazem morada em nós (João 14.23). Que bênção!   Cada um de nós pode se relacionar intimamente com o Deus trino através do Espírito Santo! É Deus quem efetua em nós tanto o querer como o efetuar segundo a sua boa vontade (Filipenses 2.13)
3. Sejamos conscientes dessa presença para evitar atitudes que possam entristecer (Efésios 4.30), apagar (1 Tessalonicenses 5.19) ou resistir ao Espírito (Atos 7.51) que em nós habita. Ele é o "óleo da alegria" (Isaías 61.3) que está sempre em vasos limpos. O crente pode pecar por acidente (1 João 2.1), mas não vive em pecado (João 3.6). Ele confessa e deixa o pecado (Provérbios 28.13; 1 João 1.9) e por isso é perdoado dos pecados e purificado de toda a injustiça. Caso contrário, ele entristece, apaga e resiste ao Espírito e perde a alegria da salvação. Quando isto acontece, precisa restaurar essa alegria (Salmo 51.11). O Salmo 51 reflete a confissão e o arrependimento de Davi. Para ser curado ele submeteu-se à disciplina de Deus na sua vida.  Essa disciplina foi dolorosa, mas necessária! Ele foi restaurado e voltou a ser o maravilhoso poeta de Israel. O que precisa ser eliminado de nossas vidas para que possamos nos exultar no Espírito?
III - DEMONSTANDO QUE SOMOS DISCÍPULOS PELO FRUTO
 1. Como vimos na mensagem anterior, é preciso SER para FAZER. Nossa identidade está em Cristo, não naquilo que fazemos. Jesus ouviu do Pai que era o Filho amado antes de fazer qualquer coisa. Quando recebemos o Espírito que Jesus envia aos nossos corações, ele nos leva a dirigir a Deus como o Pai, paizinho querido (Romanos 8.15). Deus quer que o sirvamos espontaneamente como filhos, não como escravos. Não precisamos fazer nada para provar o que somos. Graças a Deus!
2. No entanto, somos salvos e somos santificados para cumprirmos nossa missão no mundo. Pelo fruto se conhece a árvore. Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus A fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2.9). A alegria se completa quando produzimos fruto. A limpeza pela Palavra, processo de santificação (João 15.3) está relacionada com a produção de fruto, mais fruto ainda (João 15.2), muito fruto (João 15.7) e fruto que permaneça (João 15.16). Jesus suportou a morte vergonhosa da cruz pela alegria que lhe estava proposta: a nossa salvação (Hebreus 12.2). Ele se satisfaz com o resultado do penoso trabalho da sua alma (Isaias 53.11).
3. A semeadura é quase sempre feita com lágrimas, mas a colheita é feita com alegria (Salmo 126.5-6). A sombra da cruz no ministério de Jesus o deixou profundamente triste, mas ele esgotou o cálice do sofrimento e tornou-se o salvador da humanidade! Quando não fugimos das dificuldades da nossa missão podemos nos alegrar nos sofrimentos (Colossenses 1.24) porque são dores de parto (Gálatas 4.19) que produzem filhos para a família de Deus. Esse resultado traz alegria indizível!
CONCLUSÃO
Os crentes cheios do Espírito Santo transbordam de alegria mesmo quando enfrentam perseguições (Atos 13.48-52). Cada crente deve buscar essa plenitude do Espírito; cada célula deve ser cheia do Espírito; a igreja toda deve transbordar de alegria no Espírito Santo em suas celebrações!
Deus quer que a água da vida jorre do interior de cada crente e da comunhão dos crentes (João 4.14 e João 7.37-39) no corpo de Cristo para que os famintos e sedentos do mundo sejam saciados.




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