quarta-feira, 31 de julho de 2019

Vivendo para Deus

9 A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.

Se nós  nos achamos casa de Deus, deveríamos permitir que ele entre para fazer limpeza em sua casa, tira a traça, a teia de aranha, arrumar o que está desarrumado, fazer sua organização, lavar os pratos que estão  sujos a dias, se a casa é  dele quem governa é  ele, não?
Deveríamos permitir que o dono casa mude os móveis de lugar, remova paredes que estão  impedindo o crescimento, troque  as trancas  que estão  abertas, permitindo a entrada de ladrões  e assaltantes, destruindo assim a estrutura da morada dele.

1 Coríntios 3:16

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o seu Espírito habita em vós?

O que deveríamos fazer é  deixar a morada do Altíssimo  que é  nosso corpo bem ajustado, bem adornado para que quando ele quiser passear, que sejamos seu jardim.

Cânticos 4:12
És como um jardim fechado, minha noiva e minha irmã em Israel; és jardim fechado, uma fonte lacrada.

*Que revejamos nossos atos diante de Deus, antes de disermos  que somos seu Templo.* Ev-Manoel Moura

sábado, 27 de julho de 2019

Vivendo a Bíblia

O toque das sete trombetas 8,1-11,19


Na abertura dos selos, quando esperamos que o sétimo seja aberto, o escritor apresenta um interlúdio (capítulo 7) para somente depois dele abrir o último selo. Mas, para nossa surpresa, esse selo não introduz a abertura do livro com a revelação do seu conteúdo e conseqüentemente a vinda de Jesus; pelo contrário, ele traz uma nova série de sete. Agora são sete trombetas que serão tocadas! Elas compõe o conteúdo do sétimo selo. Temos um novo bloco do livro que volta a apresentar o paralelismo progressivo.

Em termos cronológicos, o texto começa novamente a falar do presente (8,3 – os cristãos das igrejas que estavam orando), e do futuro (11,17-18 – julgamento dos mortos e galardão). Além disso, não existe seqüência cronológica entre os selos e as trombetas, visto que em 6,12 fala-se do “sol que se tornou negro”, e em 8,12 há a menção de que “um terço do sol se tornou escuro”. Se no capítulo 6 o sol já estava escuro, como, no capítulo 8, ele teve apenas uma terça parte sem luz? Isso mostra que não há sucessão de tempo entre as duas seções.
À semelhança do bloco anterior, estes capítulos também são divididos em duas partes:
? 8,1-6 : cena de abertura no céu.
? 8,7-11,19 : toque das trombetas.
1. CENA DE ABERTURA NO CÉU – 8,1-6.
A abertura do sétimo selo introduz uma cena celestial (v.1-2). Um anjo queima incenso para oferecer com as orações dos santos (v.3-4). Os sacrifícios no V.T. eram apresentados com incenso (Lv 16,12), e a oração, vista como um sacrifício a Deus passou a ser comparada ao incenso que sobe diante de Deus (Sl 141,2). Esta cena fornece a garantia de que as orações dos fiéis têm chegado a Deus e que Ele as responde. Essa resposta se manifesta quando o anjo pega o fogo do altar e joga sobre a terra (v.5). Isso indica o julgamento de Deus que se dará através do toque das trombetas. Talvez fosse isso que os cristãos pediam em suas orações.
2. O TOQUE DAS TROMBETAS – 8,7-11,19.
Trombetas foram usadas para sublinhar os grandes momentos na história de Israel (foram usadas: para anunciar o combate – Jr 4,5; nas festas – 2Sm 15,10; na cerimônias cultuais – Nm 10,10; nas teofanias – Ex 19,16ss). São elas que anunciarão a vinda de Jesus (Mt 24,31; 1Co15,52; 1Tss 4,16). Somos tentados a identificar as trombetas do Apocalipse com este último sentido. Porém, a análise do texto mostra que essa relação não é correta. Elas não anunciam o fim, mas sim o juízo de Deus que se manifesta na terra e sobre os homens no decorrer da história. Parece que o uso delas é justamente para quebrar essa expectativa iminente, mostrando que ainda não é o fim.
Dentro do paralelismo progressivo, as trombetas apresentam basicamente o mesmo tema dos selos: as catástrofes que vêm sobre a humanidade. Enquanto nos selos esses sofrimentos acontecem de modo generalizado, para cristãos e não-cristãos, nas trombetas eles visam os homens que não crêem (8,13 – os “que moram na terra” são os homens que têm perseguido os cristãos [ver 6,10]; 9,4). Elas mostram que, para estes homens, o sofrimento é especialmente duro. Nele, os cristãos são chamados à perseverança, e os incrédulos recebem uma advertência de Deus para que se arrependam (9,20-21). Por isso a destruição não é total, ela visa apenas a “terça parte” (8,7.8-9.10.11.12; 9,18). Porém os homens não se voltam para o Senhor, e por isso serão destruídos na manifestação de Jesus (11,18b). Isso se dará na sétima trombeta, que marca o fim (11,15-19).
As pragas que vêm por intermédio das trombetas devem ser entendidas como conseqüência e retribuição aos pecados dos homens. Somente nesse sentido é que pode-se entender que a terra e a natureza sofram (8,9.11. Ver Rm 8,20-22). Além disso, o pano-de-fundo das trombetas se encontra nas pragas do Egito (Ex 7-11) que mostram o juízo de Deus sobre um povo que oprimiu os israelitas e não quis ouvir a voz de Deus.
Primeira trombeta (8,7). Representa qualquer tipo de destruição que causa dano à terra (ver a relação com a sétima praga em Ex 9,24-25).
Segunda trombeta (8,8-9). Indica, na linguagem apocalíptica, os danos ocorridos no mar. Os seres aquáticos são atingidos, bem como o comércio marítimo, que era muito importante para Roma, através da destruição das embarcações. Esta catástrofe é mais séria que a primeira, porque atinge, mesmo que indiretamente, os seres humanos (ver a primeira praga em Ex 7,20-21).
Terceira trombeta (8,10-11). Se a terra e o mar já foram atingidos, agora a destruição atinge a água potável. As águas se tornam em “absinto”, uma planta que, por ser muito amarga, passou a ser usada como sinônimo de “veneno”. Nesta trombeta os homens são atingidos diretamente. Muitos deles morrem. Uma depois da outra, os segmentos mais necessários à vida humana na terra são atingidos.
Quarta trombeta (8,12-13). Se o sol tornando-se negro, e as estrelas caindo são sinais da vinda de Jesus (6,12-13), o escurecimento da terça parte do sol, da lua e das estrelas é um sinal antecipatório de que o fim está próximo. É essa a mensagem que a águia traz no versículo 13.
Quinta trombeta (9,1-12). O versículo 13 marcou uma transição entre as quatro primeiras trombetas e as três últimas. As últimas são mais intensas e piores que as anteriores. A citação da “estrela que cai do céu” (v.1) é usada para descrever seres vivos que atuam arrogantemente (Is 14,12) e aqui pode referir-se a Satanás (Lc 10,18; Ap 12,9). O “abismo” é o inferno antes do juízo final (Ap 20,1.3). Os gafanhotos como “escorpiões” (v.3, 10) lembram seres subordinados ao diabo (Lc10,19), portanto, “demônios”. A imagem, portanto, está clara. Enquanto as trombetas anteriores falavam de males físicos, aqui a ameaça é espiritual. É o sofrimento que o diabo e seus demônios impõe aos homens que “não têm o selo de Deus” (v.4).
Sexta trombeta (9,13-21). Esta última trombeta, antes do final, apresenta um último aviso e mais grave: a morte (v.15, 18). De fato, ela nos faz pensar na nossa situação diante de Deus. Mas mesmo diante dela, os homens não se arrependem (v.20-21).
Agora, à semelhança do que aconteceu com os selos, há um interlúdio (capítulo 10-11,14). Ele serve para aumentar a expectativa antes da última trombeta.
Um anjo vem e afirma através de um juramento que não haverá demora para o fim (10,1-7). Ordena-se a João que coma o livro que está com o anjo (v.8-10), sinal e símbolo de vocação profética (ver Ez 2,8-3,3). Comer o livro significa encher-se da revelação profética. Isso acontece porque João tem muito o que profetizar (v.11).
No capítulo 11 João deve medir o santuário e o altar do templo (v.1). Logicamente o templo aqui não é uma realidade física, visto que ele já havia sido destruído no ano 70 d.C. Possivelmente se refere à Igreja, enquanto santuário de Deus (1Co 3,16; 2Co 6,16; Ef 2,21). A medição significa “preservação”. O que não é medido é entregue aos gentios para destruição (v.2). Temos, portanto, a reafirmação daquilo que dissemos anteriormente, que os cristãos são guardados por Deus durante o toque das trombetas.
Essa mesma igreja que é protegida por Deus, é mandada testemunhar através do símbolo dos dois profetas (11,3). Eles são Elias (v.6a) e Moisés (v.6b), que eram tidos como os maiores profetas de Israel. Em termos proféticos, representam muito bem a Igreja. Eles são guardados por Deus (v.5). Devem profetizar 1.260 dias, período esse entendido como compreendendo o tempo entre a primeira e segunda vindas de Jesus (ver 12,4-5.14). A besta, que surgirá no capítulo 13, os mata (v.7-8). Os povos alegram-se com isso (v.10), possivelmente porque eles pregavam contra seus pecados. Mas três dias e meio depois da morte das duas testemunhas elas ressuscitam (v.11), como o Senhor Jesus, e vão para junto do Pai (v.12). Esse é o destino da Igreja. Embora receba forças para suportar os tormentos que se abatem sobre a terra, sua pregação aos homens desperta ira, e ela é perseguida. Isso tem acontecido na história da Igreja e acontecerá até a vinda de Jesus.
Por fim, temos a sétima trombeta (11,15-19). Ela marca a chegada do fim. Jesus julga os mortos, dá galardão aos santos e destrói os ímpios (v.18-19). Aqui Jesus é visto em toda a sua justiça que trará alegria àqueles que sofreram em seu nome e punição para os que o rejeitaram.
CONCLUSÃO
Nas trombetas temos novamente o paralelismo progressivo. Pela segunda vez são apresentadas catástrofes que se manifestam na história da humanidade. O objetivo delas agora é atingir os descrentes a fim de despertar arrependimento e fé neles. A Igreja é enviada ao mundo para testemunhar o evangelho de Jesus (cp. 11). Porém, apesar dos sinais de Deus e da pregação da Igreja, o mundo não crê e mantém-se endurecido em seu pecado. Nesse contexto, a sétima trombeta vem para dar o pagamento que cada um merece.

terça-feira, 16 de julho de 2019




O DILUVIO


Chuva antes do dilúvio?

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Genesis 2:5-6 diz que “não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.”
Gênesis 2:8-10: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.”
A Bíblia nos fornece poucas informações sobre as condições climáticas pré-diluvianas. A partir de uma análise exclusivamente bíblica, portanto, não podemos afirmar se choveu ou não antes do dilúvio. O que podemos fazer é apresentar os argumentos em favor e contra a presença de chuva e verificar qual parecer é o mais sustentável a partir de uma análise em conjunto de todas as hipóteses concorrentes.
Como diz o escritor e mestre em ciências Brian Thomas,1 “reconstruir o mundo pré-diluviano é como construir um quebra-cabeças depois que todas as suas peças foram trituradas em um liquidificador. Contudo, Gênesis nos dá um bom começo.”. Abaixo apresentarei as duas posições principais acerca do tema:
1.   Argumentos contrários: “não chovia”.
A hipótese amplamente aceita é a de que subia um vapor da terra (na forma de uma névoa suspensa) e o amplo abastecimento de água por via subterrânea era suficiente para manter a criação regada, sem a necessidade de chuva como a conhecemos hoje.
A seguinte descrição “Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra” refere-se especificamente, no original, a uma neblina que subia (note que não menciona a descida ou condensação). O primeiro caso, no registro bíblico, em que se menciona especificamente “chuva caindo” é no relato sobre o Dilúvio, mais especificamente em Gn 7:4, 11-12 e Gn 8:2. Ademais, ao se analisar o termo “chuva”, traduzido tanto em Gn 2:5 quanto em 7:4, é importante notar a diferença do tempo verbal como “não havia feito chover” e “farei chover”, essas expressões no hebraico são expressas nos termos HiMtir e MaMtir, respectivamente.
Para o geólogo Max Hunter,2 “a ‘névoa’ que regava a terra pode ter resultado da exsolução lenta da água do manto criado através da crosta fria. As Escrituras indicam que os rios existiam, mas devido a uma provável falta de atividade de tempestade, e porque sua origem era da ‘névoa’, as taxas de fluxo nesses rios teriam sido extremamente regulares.”
Dr. Henry Morris (in memoriam),3 ex-Professor de Engenharia Hidráulica do Virginia Polytechnic Institute, Blacksburg, e Presidente-fundador do Institute for Creation research, afirma que não havia chuva e isso significaria, também, que o ciclo hidrológico que existe hoje não fosse o mesmo daquela época. Para ele, embora a evaporação tivesse ocorrido, de um modo semelhante ao atual, não poderia ter havido transferência em larga escala de água evaporada dos oceanos para a terra pelos movimentos do ar, como no presente. Isso impediria a precipitação continental. A condensação do vapor de água também requer partículas de poeira ou outros núcleos de condensação, e estes teriam estado ausentes antes do dilúvio.
https://origememrevista.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Ciclo-da-Chuva.jpgCiclo hídrico atual
Para o Dr. Morris,3 Gênesis 2:5 diz que “Deus não fez chover na terra”, e não há indícios de que essa situação tenha sido alterada antes do tempo do dilúvio. A rega da terra foi realizada principalmente por uma espécie de nevoeiro terrestre, uma névoa que “se elevou”, afirma.
Ainda em relação a descrição bíblica da rega da terra, o Dr. Henry Morris3explica que, “de acordo com Gênesis 2:10, havia quatro rios que se separavam do rio que vinha do Éden. Essas águas deveriam ter sido alimentadas por algum tipo de nascente artesiana. Talvez  grandes bolsas subterrâneas de águas comprimidas tenham fornecido a fonte dos rios artesianos antes do dilúvio. Parece razoável que também houvesse rios semelhantes em outras partes do mundo. Juntamente com a “névoa” diária e a intrincada rede de “mares” rasos, eles forneceriam água para uma vida vegetal e animal abundantes.”
A menção ao Arco-Íris
O arco-íris é um fenômeno resultante da refração da luz, que só acontece naturalmente, quando há chuva. Portanto, alguns entendem que o arco-íris só apareceu após a primeira chuva que teria vindo após o dilúvio (Gênesis 9:12-13). Porém, muitos questionam isso dizendo que isto não implica que Deus nunca tivesse colocado um arco-íris nas nuvens antes, mas, que, a partir de aquele momento, o arco-íris – aparecendo como costuma acontecer à medida que a chuva está terminando –, teria como significado um lembrete especial da promessa de Deus de nunca mais enviar uma inundação.
O astrofísico Dr. Hugh Ross4 nos diz que a discussão do arco-íris como sinal de aliança (Gn 9) não implica que a chuva e o arco-íris nunca tivessem sido vistos antes do tempo de Noé. Para ele, vale a pena notar que os outros oito convênios das Escrituras são significados com itens ou ações anteriormente existentes, às quais a aliança simplesmente adiciona um novo significado.
Noé conhecia a chuva?
Noé parece entender o significado da chuva apenas quando Deus a menciona em Gênesis 7:4-5 e, talvez, por isso, quando Noé anuncia o motivo da construção da arca e afirma que Deus mandaria chuva dos céus, este seja o motivo de o povo não acreditar em sua pregação.
Ademais, em Hebreus 11:7 vemos que: “pela fé Noé, sendo advertido de Deus das coisas ainda não vistas, movido com medo, preparou uma arca.”. Alguns afirmam que “coisas não vistas” poderiam significar “chuva”, implicando que ninguém havia visto chuva antes do dilúvio de Noé. No entanto, outros vêem essa passagem mais provável referindo-se à grande inundação global – certamente algo ainda não visto e não imaginável por ninguém.
 Dossel ou canopla de água ao redor do planeta?
Com base em alguns versos indiretos, muitos criacionistas entendem a existência de um dossel de vapor d’água que envolvia a terra até a primeira chuva cair durante o dilúvio. Gênesis 1:7 diz: “Fez, portanto, Deus o firmamento [atmosfera] e separou as águas estabelecidas abaixo desse limite [lençóis d’água, oceanos, rios], das que ficaram por cima [dossel].”.
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O Dr. Morris3 explica que “o fato de que a luz do sol, a lua e as estrelas brilhavam (Gn 1:15-17), indica que as águas superiores estavam na forma de vapor de água, não gelo ou nuvens. O vapor de água, é claro, é invisível e, portanto, totalmente transparente.” Porém, esse dossel, que agora entendemos não ser muito espesso como se pensava anteriormente, desabou durante o dilúvio. Gênesis 7:11 afirma que “as comportas do céu se romperam”, confirmando-nos a ideia de um certo volume de água que estava anteriormente suspenso e recluso, até que rompeu-se e precipitou toda a água armazenada de uma só vez.
É sabido que a hipótese do dossel era usada antigamente para defender a idéia de que “toda a água” do dilúvio teria vindo dessa camada de vapor. Hoje essa idéia já não se sustenta mais e essa visão tornou-se dogma para muitos cristãos, especialmente devido o fato de o dossel não suportar [em modelagens matemáticas] a quantidade de água necessária para se cobrir todo o globo com uma inundação. Apesar de a hipótese da quantidade de água condensada nesse dossel ser um tópico à parte, fato é que a Bíblia realmente nos fornecesse indícios da existência de uma canopla de água, embora não mencione a sua dimensão.
Conforme diz o cientista atmosférico Dr. Larry Vardiman,5 “não acredito que existisse [chuva], pelo menos perto do jardim do Éden. Mas apenas o tempo dirá se os esforços de modelagem são bem sucedidos no suporte de um dossel antes do dilúvio. Se a modelagem não for bem sucedida, a chuva provavelmente caiu antes do dilúvio, pelo menos longe do Jardim do Éden. Independente de qual explicação seja a mais coerente, a precisão da Bíblia não está em questão. Qualquer combinação desses modelos seria consistente com o relato bíblico, ou talvez um conjunto alternativo de condições, que ainda não descobrimos, tenha conduzido o clima pré-diluviano.”
2.           Argumentos favoráveis: “sim, chovia”
Aqueles que não aceitam a hipótese de que “o vapor que subia da terra” seria suficiente para regar toda vegetação afirmam que Gênesis 2 seria principalmente um resumo detalhado do sexto dia da semana da Criação. Isto dizem, tomando por base Gênesis 2:5,6: “Porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra (…)”. Logo, o que parece que o verso diz é que, naquele momento em que Deus foi criar Adão, as plantas não haviam ainda brotado porque ainda não havia chovido, mas uma névoa subia da Terra. Chega a dar a impressão de que choveu depois, já que as plantas eventualmente brotaram.
Fato é que o verso é silencioso sobre se houve ou não chuva subsequente nos 1.656 anos antes do dilúvio. Além disso, embora esse “vapor” ou “névoa” fosse provavelmente a fonte de rega para essa vegetação também ao longo do restante da semana da Criação, o texto não exigiria que não houvesse chuva depois que a mesma acabasse ou que tal mecanismo fosse a única fonte de água após a criação de Adão.
Para o astrofísico Dr. Hugh Ross,4 “Gênesis 2:6 vem depois de uma ruptura de pontuação no hebraico e parece referir-se a um tempo posterior quando Deus causou “névoa” […] para regar o solo. Aparentemente, o terreno neste ponto precisava de rega para sustentar a flora e a fauna. A palavra hebraica utilizada para “névoa” neste verso é ‘ed. Sua tradução normal é “névoa” ou “vapor”, como em uma neblina.”.
Entretanto, segundo o astrofísico,4 “tecnicamente, tanto a névoa quanto o nevoeiro se qualificam como chuva. Névoa, nevoeiro e chuva, todos se referem a gotas de água líquida na atmosfera. A distinção reside no tamanho das gotas, e essa distinção é imprecisa.” Além disso, Dr. Hugh Ross acrescenta evidências de chuvas pré-diluvianas ao observar que “os geólogos apontam para depressões em depósitos de arenito bem datados, depressões causadas por queda de gotas de água líquida. Esses padrões de impacto de gotas mostram que os pingos de chuva de todos os tamanhos que vemos hoje caíram durante as últimas eras geológicas, incluindo eras antediluvianas.”
https://origememrevista.com.br/wp-content/uploads/2017/08/N%C3%A9voa-Vapor.jpgNÉVOA – VAPOR – Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. Gênesis 2:6
Outro ponto levantado a favor da existência de “chuva pré-diluviana” é o de que Deus lançou para fora do jardim do Éden o homem por causa do pecado, do erro, agora o homem teria que trabalhar, lavrar a terra (Gn 3:23 e 24). O homem não está mais no jardim do Éden, logo, será que o mesmo vapor que regava o jardim vai regar a terra a qual o homem foi lançado? Ademais, o rio que se dividia e regava a terra no Éden estaria guardado somente lá, ou também alcançaria e manteria a mesma função nas terras além-Éden?
Havia estações do ano bem delimitadas?
Gêneses 1:14 diz o seguinte: “Haja luminares no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.”.
Em Gênesis 8:21-22, momento após o dilúvio, Deus promete não destruir mais a terra com água “enquanto durar a terra, semeadura e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite, jamais cessarão seus ciclos naturais”.
Baseados nesses dois versos acima, muitos afirmam que a Bíblia não dá nenhuma indicação de que as “leis da natureza” eram diferentes antes do dilúvio em relação ao tempo presente. No entanto, para os proponentes dessa ideia, elas deveriam ser diferentes caso não houvesse evaporação, precipitação e refração diferencial antes do dilúvio.
Por outro lado, alguns teólogos entendem que o termo “estações” (v.14) é uma tradução inadequada, referindo-se originalmente a um “período sagrado” ou “festa estabelecida”. É sabido que algumas festas iniciavam com a lua nova que indicava o inicio do mês (calendário lunisolar bíblico). Ademais, a construção do texto (dias, meses, festas) deixa clara a relação entre as datas, festas e a Lua e o Sol. Isso porque o termo “sinais” no hebraico, ‘owth, refere-se a “presságios” ou “advertência”, logo, seria uma convocação para as festas judaicas. A primeira vinda de Jesus cumpriu perfeitamente as 4 primeiras festas do calendário hebraico. A segunda vinda vai cumprir perfeitamente as 3 últimas festas. Então, sob esta perspectiva, vemos que esse “sinal”, essa advertência é a vinda de Jesus. Logo, Gênesis está falando que os sinais do Sol e a Lua estão ligados a vinda de Jesus.
Já em relação a Gn 8:21 e 22, as traduções “verão” e “inverno” derivam dos termos originais Qayis e Horef que significam “período de frutas” e “período de seca”. Na tradução para o português, o período de frutas estaria associado ao “verão” e o período de seca associado ao “inverno”, mas não necessariamente indicariam a necessidade de “chuva”.
Ciclo da água
Outro aspecto bastante conhecido nos dias de hoje é o ciclo hidrológico. Para os que defendem a existência de chuva antes do dilúvio, o argumento é o de que a chuva é um componente integral do ciclo da água. O termo ciclo da água refere-se aos processos físicos de evaporação da água, formação de nuvens e precipitação (chuva, neve, etc.) que continuamente reciclam o abastecimento de água no mundo. Porém, a pergunta que fica é: será que o ciclo que conhecemos atualmente era o mesmo de antes do dilúvio?
O Prof. Everett Peterson,6 defende um posicionamento contrário a esse, da “chuva”, ao conjecturar que “Deus estabeleceu um sistema de irrigação subterrâneo em vez do atual superficial. Deveria também ter estabelecido um método distinto para o ciclo hidrológico. De que forma? Hoje, com pressões atmosféricas altas temos bom tempo. Há alguns anos, quando severa seca assolou a Califórnia, as informações diziam que a sua causa era devido a uma linha de alta pressão ao longo da costa. Se a pressão atmosférica elevada impede a chuva, é provável então que a atmosfera original estivesse submetida a uma pressão maior do que as máximas atuais.”
Considerações finais
Se fizermos uma análise honesta, perceberemos que não há como se provar que existiu ou não chuva antes do dilúvio. Acredito que a insistência nisso (e mesmo ridicularizar aqueles que pensam de outra forma) é realmente uma perda de tempo preciosa para um assunto que, a meu ver, não tem nenhuma implicação significativa na doutrina da Criação. Vimos aqui que há evidências que apóiam ambas as visões. Devemos evitar ser dogmáticos, especialmente em um assunto que, a partir de uma analise bíblica, apenas, é improvável de obtermos uma resposta definitiva.


quarta-feira, 3 de julho de 2019

O Perdão

  TEMA: OBEDECENDO PARA SER CHEIOS DE DEUS       

 

 II Crônicas 7-14

         “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar (converter) dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

 Deus nos ama

E se o meu povo
         Demonstração do grande amor de Deus para conosco – mesmo esse povo muitas vezes encontrando-se rebelde, o Senhor Deus classifica-os como povo dele.
          O AMOR DE DEUS é Imensurável (Não pode ser medido).
          O amor de Deus excede todas as coisas, e a cada momento, minuto, segundo, o Senhor Deus nos mostra o seu amor: Através dos livramentos constantes em nossa vida, livramentos este que muitas vezes vimos e livramentos que Deus não nos permite nem ver.
          Deus deu várias vitórias à Israel através do Rei Davi: I Crônicas Cap. 18:1-17, demonstrando seu amor para com o seu povo.
          Após o reinado de Davi, Deus levantou à Salomão seu filho para reinar sobre Israel, I Crônicas 29:1.
          A primeira coisa que Salomão fez quando assumiu o trono que era de Davi, foi oferecer holocaustos em sacrifícios a Deus.
          A segunda coisa foi pedir sabedoria a Deus, para reinar sobre o povo.
          A terceira coisa foi edificar um templo (a casa do Senhor) para oferecer sacrifícios e holocaustos à Deus.
          Essa casa era edificada de ouro, prata, linho – II Crônicas Cap. 2 – E ESTA CASA SOMOS NÓS HOJE.
          Tudo isso era o incomparável amor de Deus para com o seu povo que ele tanto ama.
 Que se chama pelo meu nome:
          O Senhor Deus houve as petições, quando chamamos pelo seu nome, porque sabemos que no nome Dele há poder. E não existe outro nome em que podemos chamar se não ao Senhor Deus por Jesus Cristo através da pessoa bendita do Espírito Santo.
 Porém, a benção é condicional; logo então temos que:
1.    Nos humilhar
2.    Orar
3.    Buscar à face do Senhor
4.    Se desviar dos maus caminhos
Se humilhar
         A palavra humilhar significa tornar-se humilde, e uma pessoa humilde nela há humildade.
 Humildade significa:     1º - Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza.
                                    2º - Modéstia:     a) Ausência de vaidade
                                                                b) Simples, simplicidade: forma natural de
                                                                    Viver, falar, agir.
                                                                c) Despretensioso, sem pretensões.
                                    3º - Submissão: a) Ato ou efeito de submeter-se a uma
                                                                     Autoridade, à uma lei.
                                                                b) Aceitação de um estado de dependência
 
O Senhor Deus nos deu o maior exemplo de humilhação:
 “Isaias 7: 14 Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel(Deus conosco).”
 “Joao 1: 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.”
 Ou seja: O Senhor Deus se despiu de sua glória, e veio habitar em nós, humilhou-se a si mesmo, nos dando o exemplo de que é necessário nos esvaziarmos do nosso “eu” e nos vestirmos de Deus, para verdadeiramente sermos vencedores.
 Orar
          Orar significa dizer ou fazer súplicas.
 Suplicar significa:            1º - Pedir com humildade.
                                       2º - Rogar, rogatória: solicitação feita a juiz ou tribunal de
                                              Outro país para que determine o cumprimento de certos
                                              Atos que fogem à jurisdição de quem solicita.
                                       3º - Súplice: a palavra súplice é derivada de suplicar e
                                              significa: prostrar-se pedindo.
 Jesus (O verbo que se fez carne e habitou entre nós), tinha uma vida de oração, nos deixando o exemplo que neste mundo que vivemos precisamos seguir seu exemplo:
Mateus 14: 23 Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho.
Mateus 26: 36 Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsemani, e disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
Mateus 26: 44 Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
 Buscar a Face do Senhor
          Buscar significa:
                                     1º - Descobrir: tirar cobertura que ocultava
                                      2º - Encontrar: se deparar com alguém ou algo
                                      3º - Conhecer: a) ter conhecimento de algo ou alguém
                                                               b) saber muito bem sobre algo ou alguém
Em Genesis 32:28, a Bíblia ensina que Jacó (aquele que segura pelo calcanhar) lutou com Deus e com os homens e prevaleceu, e passou a chamar-se Israel (que reina com Deus).
Isso quer dizer que vivendo desordenadamente não conseguiremos prevalecer diante de Deus, mas, se procurarmos viver em santidade prevaleceremos, foi o que aconteceu com o ex-Jacó que recebeu o nome de Israel. Esta promessa é para nós aqui na terra, e também para quando formos morar com Ele no céu, reinaremos com Ele.
 se Desviar (converter) dos maus caminho
          Desviar (converter) vem a ser:
                                       1º - Mudar de direção, mudar de destino
                                        2º - Afastar-se de lugar onde se encontrava
 O Senhor Deus conhece os que se desviam dos caminhos tortuosos:
 “Jó 1: 8 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?”
 “Jó 2: 3 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.”
 Jó foi um homem vitorioso em Deus e tinha o nome comentado no céu, por se desviar dos maus caminhos aqui na terra.
 Nós também poderemos desfrutar da mesma benção que Jó desfrutou, se procurarmos seguir este exemplo de Jó na presença de Deus.
Então eu Ouvirei dos Céus.
          Deus ouve quando falamos com Ele.
 Ouvir significa: a) Escutar ou estar atento para ouvir
                        b) Prestar atenção para ouvir alguma coisa
 “João 9: 31 sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse ele ouve.”
 A melhor coisa que existe é podermos abrir o coração para alguém e lhe falar o que estamos sentindo, sejam alegrias, sejam tristezas, etc. O Senhor Deus está sempre aberto a ouvir quem é temente a Ele.
 Perdoarei os seu pecados
 Possuímos uma natureza pecaminosa infelizmente, e quando passamos da lei da inocência (criança, pré-adolescente, adolescente) para a lei da consciência (adolescentes, jovem, adulto), nos deparamos com este conhecimento. E o único que pode perdoar e nos livrar dos nossos pecados é Jesus Cristo.
 Romanos 3: 23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
 Romanos 5: 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.
 Romanos 8: 1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.
 E Sararei a sua terra
          Sarar: Significa curar: restituir a saúde de quem estava doente física ou espiritualmente.
 O Senhor Deus nunca nos deixará a nossa própria sorte, se procurarmos sempre buscar a ele, e termos uma vida de renúncia, e colocarmos a nossa Fé em prática sempre.
 Hebreus 11:
 1 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.
 2 “Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho”.
 3 “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê”.

 

Meu SENHOR JESUS CRISTO

O que a cruz representa

Texto: João 19:17

Introdução: O sacrifício de Jesus na cruz é o ponto focal da Bíblia (I Coríntios 15:3). Tudo o que veio antes apontava para a cruz.

Tudo o que se seguiu olhou para a cruz. É importante que possamos ver a cruz como mais do que apenas um ícone e entender o que ela realmente representa.

I. A cruz de Cristo

A. Um símbolo de morte - Ao pregar o primeiro sermão evangélico, Pedro descreveu Jesus como tendo sido "pregado a uma cruz pelas mãos de homens ímpios e colocou à morte..." (Atos 2:23). A crucificação foi concebida especificamente para provocar uma morte agonizante. Jesus não morreu de forma rápida e indolor. Ele sofreu por várias horas na cruz. Isto foi além do espancamento e flagelação que Ele suportou durante as horas que antecederam a crucificação.
B. Um símbolo da rejeição - Jesus foi rejeitado por aqueles de sua cidade natal (Mateus 13:57), assim como o povo judeu como um todo (Mateus 23:37).
Em seu julgamento, o povo ignorou as profecias (Gálatas 3:24) e declarou lealdade a César, em vez de Cristo (João 19:15). Depois que Pilatos convincente para colocá-Lo à morte, Jesus foi conduzido para fora da cidade para o lugar onde Ele seria crucificado (João 19:17).
C. Um símbolo da Humilhação - Jesus morreu a morte de um criminoso. Quando Ele estava pregado na cruz, havia dois ladrões que foram crucificados com Ele (Mateus 27:38). Jesus morreu publicamente (Romanos 3:25), exposto (Mateus 27:35), e ridicularizado por pessoas que testemunharam sua morte, incluindo os ladrões que estavam sofrendo o mesmo destino (Mateus 27:39-44)
D. Um símbolo de rebeldia - A crucificação era reservada para o pior dos criminosos. Barrabás, que foi escolhido para ser liberada, em vez de Jesus, era um assassino e rebelde (Mc 15:7). Jesus, é claro, não ia usar a violência para criar ou avançar o Seu reino (Mateus 26:51-54, João 18:36). Mas ele foi, em certo sentido, um rebelde, em que Ele veio para estabelecer um reino e "pôr fim" ao poder atual, em Roma (Daniel 2:44). Esta foi a acusação contra Jesus pelos judeus (João 19:12) e a razão pela qual "os príncipes se ajuntaram contra o Senhor e contra o seu Cristo" (Atos 4:26).
E. Um símbolo de submissão - Embora Jesus se recusasse a submeter à vontade do homem, sua morte foi um ato de submissão à vontade do Pai. Jesus voluntariamente foi à cruz (João 10:18), pois é isso que Ele veio fazer (Mateus 16:21). "Ele se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Filipenses 2:8).

II. Nossa Cruz

Assim como Jesus teve que carregar a Sua cruz, nós temos uma cruz para carregar também.
Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me" (Lucas 9:23). Nossa cruz representa o mesmo para nós, como a cruz de Jesus representava para ele.
A. Morte - Quando somos batizados, somos crucificados com Cristo, tornando-se "unidos com Ele na semelhança da sua morte" (Romanos 6:3-5). Nesta morte, tornamos-nos mortos para o pecado (Romanos 6:6,11) e mortos para o mundo (Gálatas 6:14, Colossenses 2:20). Neste também damos a nossa vida a Ele como "um sacrifício vivo e santo"(Romanos 12:1), mesmo sendo preparado para, se necessário, entregar as nossas vidas pela Sua causa (Apocalipse 2:10).
B. Rejeição - Se formos seguir a Cristo, devemos esperar ser rejeitado por outros. João nos diz a razão para isso: "o mundo não nos conhece, porque não o conheceu" (I João 3:1). Podemos ser rejeitados pela família (Mateus 10:34-36). Podemos até sofrer perseguições (I Pedro 4:12-16). Em tudo isto, estamos sendo rejeitados, porque estamos seguindo Aquele que foi rejeitado pelo mundo.
C. Humilhação - Não só vamos ser rejeitados, mas nós, muitas vezes, seremos insultados e ridicularizados (1 Pedro 4:4). Isso às vezes é difícil, já que tendemos a dar grande ênfase em ser aceito pelos outros. Mas Jesus suportou a humilhação e vergonha na cruz, deixando para nós um exemplo a seguir. (Hebreus 12:2-3).
D. Rebelião - Nossa revolta é contra "o deus deste mundo" (2 Coríntios 4:4). Paulo nos diz que nossa luta é "contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" (Efésios 6:12). Haverá momentos em que seremos rotulados como desordeiros ou malfeitores para seguir a Cristo. Mas, como cristãos, devemos recusar-se a submeter à vontade do homem em oposição a Deus.
E. Submissão - Ao tomar a nossa cruz, estamos também sendo submissos ao Senhor. Jesus disse que devemos tomar nossa cruz e "seguir" a Ele (Lucas 9:23). Tornamos-nos mortos para o pecado, a fim de se tornar "escravos da justiça"(Romanos 6:18). Devemos totalmente nos submeter à vontade do Senhor, para que possamos dizer: "Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim" (Gálatas 2:20).

Conclusão: Se entendermos a cruz em seu contexto adequado, podemos com Paulo nos "gloriar... na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gálatas 6:14), como "tomar a [nossa] cruz e segui-lo" ( Lucas 9:23).

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